>Eleições americanas: A nova Dama de Ferro.

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Hillary mostra força.
A ex-Primeira dama dos EUA, Hillary Clinton, mostrou força na última terça-feira e venceu três de quatro prévias disputadas contra Barack Obama. Em especial, Hillary venceu nos Estados de Ohio e Texas, conquistando um número importante de delegados e ganhando fôlego em uma disputa que já parecia vencida pelo Senador do Illinois.

Na contagem geral de delegados para a convenção decisiva, Obama ainda leva vantagem sobre Hillary, porém não conseguirá mais uma vitória antecipada sobre a senadora de Nova York. Agora, a matemática garante que a decisão sobre o candidato Democrata à presidência americana só sairá na convention, onde os “superdelegados” serão decisivos.

O grande mérito de Hillary foi se manter firme na disputa, apesar de perder 11 prévias consecutivas para Obama e se ver pressionada por grande parte do partido e da opinião pública a desistir da nomination. Ao invés disso, Hillary insistiu na disputa e sua ousadia e perseverança foram premiadas pelos cidadãos de Ohio e Texas. Com isso, a senadora reforça seus estilo pragmático, objetivo e confiante de estrategista, características que faz sempre questão de contrapor a Obama.

Proposta de Hillary evitaria o racha no Partido Democrata.
Após a vitória em Ohio e Texas, Hillary discursou e convidou seu adversário de partido, Obama, a estudar a hipótese de ambos comporem a chapa presidencial que enfrentará os republicanos. Segundo a idéia da senadora, aquele que obtivesse a nomination oficial ficaria com a cabeça de chapa, enquanto que o derrotado seria o candidato a vice (vejam reportagem do Estadão sobre o assunto aqui).

A idéia de Hillary visa esfriar o clima de guerra fratricida que se criou dentro do Partido Democrata, onde os ânimos entre os partidários de cada um dos postulantes está deveras exaltado. Caso fosse aceita por Obama, o “plano Hillary” tornaria o final da campanha mais ligth e poderia reconduzir o partido de volta à unidade, indispensável para que se consiga a vitória nas eleições gerais de novembro.

Uma chapa entre Hillary e Obama é considerada imbatível por muito analistas e poderia trazer séria dores de cabeça ao Partido Republicano, que acredita a cada dia mais em uma vitória antes considerada improvável por muitos.

McCain ganha a indicação republicana.
Do lado republicano, John McCain venceu em Ohio e no Texas e conquistou o número necessário de delegados para se tornar o candidato republicano à sucessão de Bush. McCain agora se dedica a intensificar sua ação como ungido pelo partido e já se coloca em posição de ataque contra os candidatos democratas.

O principal trunfo dos republicanos na eleição de novembro é o racha partidário que se criou no seio do Partido Democrata. A disputa forte e acirrada entre Hillary e Obama dividiu literalmente o partido e é difícil apostar em uma nova união a tempo de enfrenta o voto popular.

Talvez o principal aliado de McCain seja Obama, que dificilmente aceitará o “plano Hillary” para formar uma chapa junto com a senadora ao final das primárias.

É esperar o final do processo de escolha e a convenção dos democratas, mas a vida para eles não se mostra nada fácil. O ponto positivo é a postura de Hillary, firme, objetiva e em busca da unidade partidária. Se Thatcher era a dama de ferro da Inglaterra, a américa pode ter encontrado a sua na figura da ex-Primeira dama.

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