>Sobre o caráter, a moral e a credibilidade da canalha.

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Quem conhece Mino Carta e seu jornalzinho ralé sabe bem o que esperar do sujeito. Posso falar com conhecimento de causa. Já li várias vezes Carta Capital – cheguei a ter uma assinatura da revista! – e conheço também o site pessoal que Mino Carta mantém na internet.

Qualquer resquício de respeito que pudesse existir em relação a Mino Carta foi completamente esmagado quando soube do episódio das ofensas feitas pelo pequeno editor ao filho de Diogo Mainardi. Caso não conheçam o caso vale a pena relembrar:

Não se aborreça com Diogo Mainardi, afinal o máximo que o cidadão produz com perfeição é paralisia cerebral.

O comentário foi publicado no blog de Mino Carta. Para quem não é afeito a sutilezas, refere-se à paralisia cerebral de meu filho. (…)

Mino Carta selecionou outras mensagens sobre meu filho:

Diogo Mainardi é um infeliz e digno de pena. Ter um filho deficiente dá mais pena ainda, porque isso fez dele uma pessoa amarga, invejosa e sem escrúpulos.

(…) Em mais de uma oportunidade, na frente de amigos comuns, ele repetiu aos berros que recebi um merecido castigo quando tive um filho deficiente. (…)

É um perfeito exemplo da grandeza moral de Mino Carta. Até hoje, por uma insuperável falha de caráter, fui incapaz de experimentar angústia e tristeza por causa de meu filho. Ele só me deu prazer e felicidade. (…)

(…) Mino Carta representa o modelo de jornalismo que o governo Lula quer favorecer por meio de financiamento estatal. Sempre que o citei na coluna, associei-o à verba publicitária que o governo Lula destina à Carta Capital. Mino Carta garante que serve a Lula de graça. Assim como, por muitos anos, serviu a Orestes Quércia de graça. Deve ser angustiante e triste não ser recompensado por tanta serventia.


Alguém capaz de tamanha sordidez não pode ser respeitado como pessoa e, principalmente, não tem nenhuma idéia que seja digna de respeito. Pode-se não concordar com Mainardi, mas é imperativo respeitá-lo como ser humano e pai. Aliás, o reacionário Mainardi mostrou que sabe cultivar o amor muito bem, coisa que Mino Carta – como todo adorador da pocilga marxista, aliás – não sabe fazer. Vejam abaixo o que Mainardi escreveu sobre seu filho:

Diagnosticaram uma paralisia cerebral em meu filho de 7 meses. Vista de fora, uma notícia do gênero pode parecer desesperadora. De dentro, é muito diferente. Foi como se me tivessem dito que meu filho era búlgaro. Ou seja, nenhum desespero, só estupor. (…) Passei catorze horas por dia diante do computador, fuçando o assunto na internet. Memorizei nomes. Armazenei dados. Conferi estatísticas. Pelo que entendi, a paralisia cerebral confunde os sinais que o cérebro envia aos músculos. Isso faz com que a criança tenha dificuldades para coordenar os movimentos. Meu filho tem uma leve paralisia cerebral de tipo espástico. Os músculos que deveriam alongar-se contraem-se. Algumas crianças ficam completamente paralisadas. Outras conseguem recuperar a funcionalidade. É incurável. Mas há maneiras de ajudar a criança a conquistar certa autonomia, por meio de cirurgias, remédios ou fisioterapia.

Um dia meu filho talvez reclame desta coluna, dizendo que tornei público seu problema. O fato é que a paralisia cerebral é pública. No sentido de que é impossível escondê-la. Na maioria das vezes, acarreta algum tipo de deficiência física, fazendo com que a criança seja marginalizada, estigmatizada. Eu sempre pertenci a maiorias. Pela primeira vez, faço parte de uma minoria. É uma mudança e tanto. (…)

A paralisia cerebral de meu filho também me fez compreender o peso das palavras. Eu achava que as palavras eram inofensivas, que não precisavam de explicações, de intermediações. (…) Já não penso assim. Paralisia cerebral é um termo que dá medo. É associado, por exemplo, ao retardamento mental. Eu não teria problemas se meu filho fosse retardado mental. (…) Só que meu filho não é retardado. E acho que não iria gostar de ser tratado como tal.

(…) Agora cultivo a patética esperança iluminista de que nos próximos anos a ciência invente algum remédio capaz de facilitar a vida de meu filho. E, se não inventar, paciência: passei a acreditar na força do amor. Amor por um pequeno búlgaro.

E por que falei sobre isso? A resposta virá no próximo post.

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