>De volta à civilização.

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Já estou esperando pelas Olimpíadas de 2012, em Londres. Depois dos jogos deste ano, realizados sob uma tirania sanguinária, nada melhor do que voltar a respirar os ares da civilização, não é?

Dizem que os frios londrinos não serão capazes de promover uma Olimpíada tão emocionante e perfeita como a chinesa. É, pode ser. Mas não tenho dúvidas de que será muito mais elegante e charmosa.

Aliás, por que o ocidente – em particular sua mídia – são tão condescendentes com a tirania do Partido Comunista chinês? Todos cansamos de ver matéria jornalísticas duras contra os abusos praticados em Guantánamo, por exemplo. Por que o mesmo tratamento não é dispensado ao regime assassino da China? Não, eu não estou propondo a anulação de uma violência pela outra. Ao contrário: quero é condenar as duas violências.

O antiamericanismo ralé que move certa “intelequitualidade”, somado ao desejo de ver prosperar a ideologia marxista que só deixou como legado ao mundo milhões de cadáveres, faz surgir monstrengos os mais diversos. Vejam o caso de Michael Phepls. O maior atleta olímpico de todos os tempos foi tratado com certa indiferença apenas por ser norte-americano. Cada reportágem que retratava seus feitos sobre-humanos no Cubo D’água era devidamente contextualizada a fim de ressaltar que “apesar das vitórias do nadador, a China continua em primeiro lugar no quadro geral de medalhas”. Aliás, tentaram de tudo para desmerecer os feitos de Phelps, inclusive acusá-lo de dopping musical!

Aí veio o atletismo e com ele o triunfo de Usain Bolt. O que se viu? Ora, toda o movimento politicamente correto enalteceu o atleta jamaicano, coroando-o como o rei das Olimpíadas. E estão muito certos, afinal não é qualquer um que vence como ele venceu. Mas por que Bolt (ganhador de 3 medalhas) é um fenômeno e Phelps (ganhador de 8 ouros) é tratado com mais indiferença? Ora, porque aquele é negro, de origem pobre e nacional de um país igualmente pobre e pequeno, ao passo que Phelps é branco, de família bem abastada e, claro, americano.

Finalmente essas olimpíadas acabaram. Finalmente voltaremos à civilização, com as olimpíadas de Londres. Entre elogiar um evento promovido por uma tirania e apoiar o que será feito por uma das democracias mais sólidas da história humana, eu fico com a segunda opção.

Seria justo aplaudir um evento feito por Saddan? Ou pela Coréia do Norte? Ou ainda pelo Irã? Ou, finalmente, por Idi Amin? Claro que não! Assim como não foi digno de apalusos o evento promovido por Hitler, em sua alemanha nazista. Por isso não apaludo o que a tirania chinesa faz.

Eles passaram. E o mundo não se lembrará deles. Guardará, isso sim, as imagens de Phelps, Bolt, Isinbayeva e tantos outros.

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