>What a night!

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O TRIUNFO DE PALIN

Que noite! Essa foi a frase mais falada pelos jornalistas da CNN que cobriram o discurso de Sarah Palin durante a Convenção Republicana. Para quem não é muito familiarizado com a cena política americana, explico que a CNN é abertamente Democrata. Assim como a FOX é Republicana. Pois é, lá nos Estados Unidos eles já superaram a cultura do isentismo midiático, tão desejado nestas terras tupiniquins. São melhores. Em tudo. Adiante.

Sarah Palin deu um show! Arrasou! Empolgou seus partidários e surpreendeu todos os Democratas. Muita gente nos EUA esperava que Palin subisse ao palco da Convenção para renunciar à candidatura a vice de McCain, principalmente depois do furacão que a imprensa criou em torno da gravidez de sua filha de 17 anos. Quebraram a cara. Palin deu um knockout no pensamente rasteiro e politicamente correto, chamou para si suas responsabilidades e mostrou que de boba não tem nada. Começemos por algumas frases ditas na noite de ontem.

FRASES
A Convenção Republicana foi cheia de frases de efeito. Politicamente o resultado não poderia ser melhor para quem desafia o novo messias negro e sua oratória baseada em bandeiras de luta. Vejam, por exemplo, o que Rudy Giuliani disse sobre Palin:

“Ela já tem mais experiência executiva do que toda a chapa democrata”

É verdade. Como negar isso? Mas as melhores tiradas da noite foram da própria candidata. Vejam:

“Obama só emprega a palavra ‘vitória’ quando é para falar de sua própria campanha”.

“Alguns políticos usam a mudança para promover suas carreiras. Outros, como John McCain, usam sua carreira para promover a mudança”.

“John McCain não é um homem que está buscando uma luta, mas ele é um homem que não tem medo de enfrentar uma”.

“O senador Obama e o senador Biden dizem que estão lutando por vocês. Vamos falar claramente: há só um homem que lutou por vocês: John McCain”.

DOMÍNIO DA ORATÓRIA E DISCURSO CONCRETO
Sarah Palin não deve nada à oratória de Barack Obama. Absolutamente nada. Os dois sabem falar, sabem se expressar gestualmente e conseguem capturar a atenção da platéia, empolgando-a com suas palavras. A única diferença entre a vice de McCain e o Democrata é o conteúdo do discurso: o que Palin fala é concreto, racional e pode ser assimilado pelo interlocutor. Já Obama, vocês sabem, é só yes we can pra lá, change pra cá…

Mal posso esperar pelo tradicional debate entre os candidatos a vice. Palin vai passar o trator por cima de Biden, podem escrever. Ela bate seu oponente com mais facilidade do que McCain baterá Obama em um confronto televisivo. A diferença em favor de Palin é uma só – e incontrastável: ela soa verdadeira. Não parece nem um pouco com o personagem construído pelos Democratas em torno de Obama.

Ao contrário do que muitos esperavam – e até queriam – Palin não ficou na defensiva, rebatendo acusações acerca do que acontece no seio de sua família. Ela foi pra cima. Falou de forma dura e não se escondeu do confronto e de suas responsabilidades como política e como mãe. Ao falar de sua experiência para figurar como vice em uma chapa presidencial ela disse o óbvio: “Tenho mais experiência que o candidato a Presidente da chapa rival”. Como eles podem rebater isso? Sabem qual foi o único emprego de Obama antes de ser Senador? Ongueiro

Ao tratar da gravidez de sua filha de 17 anos, Palin foi sincera. Disse que toda família tem problemas, mas que os dela seriam resolvidos com “amor e apoio, não da maneira mais fácil”. Deu, assim, um tapa na cara do politicamente correto que prega o pogreçismo abortista.

Acompanhar tudo por meio da cobertura da CNN é fantástico! Os jornalistas estava acompanhados por um batalhão de intelequituais prontos para desconstruir Palin e dizer que a mulher não servia nem para ficar em pé sobre as próprias pernas. Ficaram a ver navios. Tudo no discurso de Palin soou verdadeiro e objetivo, inclusive as cenas de bastidores. Palin sempre se faz acompanhar de sua enorme família – ela tem cinco filhos! – e ontem, durante o discurso, sua filha mais nova foi flagrada arrumandoo cabelo do caçula, que estava em seu colo. Sabem o que o narrador disse? How sweet!

Pois é. Quando confrontado com a realidade e com a verdade, fica realmente muito difícil escolher Obama…

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