>A nova ideologia da pocilga.

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Ao contrário do que pensam algumas pessoas que se aventuram neste site, eu não sou de direita, reacionário nem nada que o valha. Pelo menos não se considerarmos o significado etimológico primordial de tais expressões. Minha ideologia é a social-democracia, não aquela dos primórdios, atrelada aos sindicatos e refém dos interesses partidários. Acredito em algo mais moderno e pujante, como o que foi descrito por Anthony Giddens em seu livro A terceira via, que não se prenda a conservadorismo nem de esquerda, nem de direita.

Em qualquer país da Europa, ou mesmo nos Estados Unidos, aquilo em que acredito não seria chamado de direita, simplesmente por não ser assim. No Brasil a coisa toda muda de figura. Aqui, basta elogiar algo feito durante o governo FHC para ser imediatamente taxado de neoliberal. Quando se ousa criticar Lula (o presidente dozoperário) e seu governo dozoprimido, paternalista e corrupto, a coisa então se complica ainda mais. De neoliberal o sujeito é imediatamente “promovido” a fascista.

No Brasil – e na América Latina – é possível verificar a existência da seguinda lenda: sempre que alguém contestar governos de origem popular (como Lula, Evo e Chávez) e suas “políticas sociais”, será sempre de direita. É uma lei. Um imperativo intelequitual que foi estabelecido e que simplesmente não pode ser superado. Quando, além de criticar as patacoadas terceiro-mundistas dos políticos arrivistas daqui, o sujeito ainda diz que é católico e contra o aborto não há mais escapatória: surge a figura do porco direitista religioso.

Na América Latina esse fenômeno de estupidez política generalizada é mais palpável, mas não pode ser considerado uma obra desta porção de terra. Trata-se de uma contrução parida por uma corrente intelequitual internacional que eu chamo de pogreçismo. A gentalha que a integra se pretende progressista, mas não é. Longe disso. São um bando de marxistas (enrustidos ou não) que lançam no mesma vala comum tudo aquilo que não comunga do ideário revolucionário e assassino que eles abraçam.

Essa canalha criou um rol de diretrizes político-morais que, segundo eles, deve caracterizar um legítimo progressista. São, por exemplo, favoráveis a toda e qualquer cota; são a favor do aborto; querem o fim do capitalismo; pregam o fim da hegemonia norte-americana; criticam tudo o que esteja relacionado com a tradição e a moral judáico-cristã; desprezam o ocidente, sua cultura e suas tradições; criticam a democracia e as liberdades individuais; pregam a coletivização do ser humano, superando o conceito individual de cada um e analisando a sociedade “como um todo”. Quem rejeitar o que vai acima é de direita, conservador, elitista, preconceituoso, fascista e etc.

Eles não aceitam que alguém possa ser católico, contra o aborto e, ainda assim, progressista. Para eles é incompatível. E por quê? Ora, porque no fim das contas eles são mesmo é marxistas e suas mentes estão impregnadas pela lama da pocilga em que se banharam assassinos do calibre de Lênin, Stalin, Pol-Pot e Mao. Aliás, esse é outro traço do pogreçismo: a inversão de valores. Segundo eles, chamar assassinos de assassino é preconceito, despolitização e elitismo. Bush pode ser considerado genocida, mas Stalin era um grande líder. Reagan era um grande assassino, mas Mao era um revolucionário. E os 200 milhões de cadáveres deixados pela ideologia deles? Ora, apenas uma invenção burguesa.

E por que iniciei esta divagação? Porque considero que os pogreçistas são os maiores inimigos dos progressistas de todo o mundo. A retórica arrivista e quadrúpede daqueles tentam, como já dito antes, divir o mundo entre eles (esquerda) e todos os demais que não comungam de sua sociopatia crônica (direita). É por isso que no Brasil um político como José Serra é chamado de direitista. Na Europa, ao contrário, Serra estaria muito mais à esquerda do que os tradicionais partidos socialistas e social-democratas. Quem erra na avaliação? Os europeus – e sua tradição democrática centenária – ou nós e nossa democracia ridícula e rastaqüera?

Ao criar uma falsa identidade entre toda a forma de pensamento que lhe seja contrária, o pogreçismo contribui para a despolitização e a desinformação da sociedade. É por isso que quem não vota em Marta Favre é machista. É por isso que quem votou em Alckmin, em 2006, era chamado de filinho-de-papai. É por isso que quem não escolhe Barack Obama é chamado de racista. Os pogreçistas não querem conteúdo. Eles não querem debate de idéias, afinal eles não as têm. As únicas idéias deles já foram rejeitadas pela humanidade, afinal deixaram como legado a maior pilha de cadáveres que o mundo já conheceu. A única tática deles é a generalização, a mentira e a desinformação. São, com isso, iguais aos mais reacionários fascistas que existem no mundo, pois pregam a prevalência total da única visão de mundo que consideram possível: a deles.

Esse é o “outro mundo possível” que os pogreçistas querem construir, sem democracia, sem liberdades e sem direitos individuais. Se for preciso, mentem descaradamente para conseguir tal intento – por isso a cara-de-pau deles não conhece limites. Não exitam, também, em violar as leis e subverter a ordem democrática. Eles são especialistas em se valer das regras do jogo democrático para minar as bases da democracia. A única tática deles é a morte, a miséria, o terror e a mentira. Não se importam de mentir para construir um mito que conquiste o mundo – vide Barack Obama. Não se importam de mentir para destruir a reputação de um adversário direto – vide o que fazem com Sarah Palin.

Eles mentem com a mesma facilidade com que matam. E, no mais das vezes, fazem as duas coisas com igual desenvoltura. Este texto – um tanto longo, admito – serve de introdução para o próximo post, onde mostrarei que a tão famosa máquina de moer reputações foi ligada na força máxima contra Sarah Palin. Os Democratas, tomados completamente pelo pogreçismo obamista que varreu o mundo, não querem outra coisa se não atacar e demolir a reputação de uma adversária. Eles estão tentando ao máximo. Mas não estão conseguindo.

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