>O mundo segue com atenção o voto nos Estados Unidos.

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Depois de meses de uma campanha presidencial acirrada e muito difícil – bem mais até daquilo que o obamismo mundial gostaria -, chegamos ao dia em que será escolhido o novo presidente dos Estados Unidos.

Desnecessário dizer que o senador Democrata, Barack Obama, é o grande favorito. Isso, aliás, foi escrito aqui desde sempre, a despeito da torcida aberta deste escrevinhador pelo “velhote” Republicano, John McCain.

Obama deve vencer porque o mundo inteiro se deixou seduzir pelo movimento obamista e politicamente correto que se espalhou como fogo pelos quatro cantos do globo. Nunca será demais repetir: o Cristo negro conta com as bênçãos da esmagadora maioria da mídia (dentro e fora dos EUA), com a aprovação da maior parte dos formadores de opinião do mundo e com recursos financeiros inesgotáveis – Obama faz a campanha mais rica de todos os tempos. Não bastasse tudo isso, o senador por Illinois ainda concorre contra o legado da demonizada “era Bush”, que boa parte do obamismo insiste em ligar a McCain.

Se lembrarmo ainda que o Democrata é puro carisma e oratória – além de ser negro – chega a ser surpreendente que a eleição de hoje estaja assim tão apertada. Sim, Obama deve vencer. Mas não haverá a tal avalanche mudancista que o pogreçismo obamista tanto anunciou. Em vez disso, o mundo pode acabar o dia boquiaberto ao se deprar com uma – improvável, é verdade – vitória de McCain.

Isso porque, apesar do franco favoritismo de Obama, o sistema eleitoral americano faz com que as coisas se mantenham em suspenso até o final. A vantagem de Obama, diga-se, é muito pequena e sua vitória, caso se confirme, tende a ser muito apertada. Ou pode nem acontecer… Desde sempre chamei a atenção para algo importante: há uma enorme diferença entre DIZER QUE VAI VOTAR em Obama e, na hora certa, REALMENTE VOTAR em Obama.

Um caro amigo – fã do Democrata, mas cético quanto ao obamismo mundial – me perguntou: “Mas você realmente acredita que Obama pode ser um Lula dos EUA?” Veja, quanto à campanha eleitoral eu não tenho dúvidas: os obamistas fizeram tudo ao melhor estilo Lula 2002, inclusive com os clássicos chavões da “esperança vencendo o medo”. Esse messianismo um tanto místico de Obama, não é segredo, sempre me incomodou. Não me sinto seguro em ver os maiores fiadores da democracia ocidental se rendendo ao conto do redentor da humanidade. Daí a acreditar que um eventual governo Obama seria um desastre – ou algo meio lulista – vai uma enorme diferença.

Os Estados Unidos, já disse, são melhores que nós. Melhores em tudo. O mesmo vale para Obama. Ele é melhor que Lula. Melhor em tudo. O preparo intelectual do sujeito parece ser irretocável e, o que é mais importante, o altíssimo grau de institucionalização da democracia americana não permite arroubos populistas por quem quer que seja.

Enfim, tanto Obama quanto McCain farão um governo pragmático e objetivo. A diferença entre ambos é que aquele terá – forçosamente – que descer das nuvens para governar. Além disso, vai ter que passar por cima de toda a verborragia arrivista baseada no discurso fácil de “mudar tudo isso que tá aí”. Ele não fará isso.

Mas que se note: ainda não entreguei os pontos! Uma vitória do “velhote”, acreditem, não me surpreenderia tanto quanto poderá surpreender alguns intelequituais do pogreçismo nacional.

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