>Carta Maior e os intelectuais do "sífu".

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Lembram que no post abaixo eu mencionei a proteção que o pogreçismo politicamente correto confere ao presidente do “sífu”? Lula se tornou o “homem café-com-leite”, ou seja, ele não erra – nem perde – nunca. Mesmo quando erra – ou perde – o sujeito é enaltecido.

Abaixo transcrevo trechos de um texto assinado por um tal Gilson Caroni Filho e publicado no portal Carta Maior, aquele antro de onde só sai o velho bolor filorevolucionário. Segundo o rodapé podre de chique do intelequitual, Caroni é professor de sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso. O que isso quer dizer? Sei lá. Deve ter a mesma relevância social do que ser – sei lá… – um cantor de ópera iraniano. Ao texto:

A pesquisa Datafolha, publicada hoje, cinco de dezembro, foi um balde de água fria em uma festinha que prometia agitar os melhores salões do Rio e São Paulo. Mostrando que a avaliação positiva do presidente voltou a bater novo recorde, com 70% da população considerando seu governo ótimo ou bom, melhor índice obtido por um governante desde a redemocratização, arrefeceu a ofensiva que viria da fala presidencial para produtores culturais e artistas, em cerimônia destinada a tratar do Fundo Setorial do Audiovisual.

Percebam que Caroni é, indubitavelmente, um lulista. Apesar disso, ele sabe que o presidente foi extremamente indecoroso e – por que não? – mal educado ontem. A prova de que ele sabe disso é o início do texto: Caroni começa a falar do “sífu” partindo da aprovação recorde de Lula. Ele tenta, percebam, criar uma correlação entre a fala destrambelhada do presidente operário e o apoio popular ao seu governo. Como a dizer: “Por que reclamar do ‘sífu’? O povo não se importa”. Tudo não passa, é claro, de uma trapaça retórica e intelectual.

Usando uma analogia para explicar sua postura diante da crise econômica, Lula, de improviso, disse: “Se um de vocês fossem médicos e atendesse a um paciente doente, o que vocês falariam para ele? Olha, companheiro, o senhor tem um problema, mas a medicina já avançou demais, a ciência avançou, nós vamos dar tal remédio e você vai se recuperar. Ou vocês diriam: meu, sifu . Vocês falariam isso para um paciente de vocês? Vocês não falariam”.

Interessante que o sujeito se esforça para denotar o tal “de improviso”… Ora, o que ele queria? Que algum assessor aloprado tivesse escrito o “sífu”? Faça-me o favor!

O Jornal Nacional deu destaque com os expedientes de sempre. Na chamada, William Bonner, o apresentador que representa o que lê, franziu a sobrancelha e anunciou com entonação grave que o presidente teria empregado uma expressão “extravagante”.

Quais são os expedientes de sempre? Interessante a mente sociopata dessa gente, não? O presidente do país resolve soltar impropérios pela boca publicamente e eles culpam… a imprensa! Claro! É da natureza deles. Daqui a pouco vão mencionar o tal golpismo, azelite e uzamericânu.

O jornal O Globo, na dobra superior da primeira página, não deixa por menos e dá como manchete: “Planalto censura fala chula de Lula“. Em matéria assinada por Maiá Menezes, lemos que “a palavra de baixo calão usada pelo presidente acabou sendo suprimida no site da presidência.” É interessante ver um veículo que publica artigos de Arnaldo Jabor se chocar com a corruptela empregada pelo presidente.

Caroni não tem nenhum argumento para defender a baixaria de Lula. E ele sabe disso. Mesmo assim tentar proteger o messias operário das críticas que essazelite golpistas fazem. Mais um pouco e ele vai dizer que a preocupação com as palavras e com o decoro são coisa – como é mesmo? – “pequeno-burguesas”. Que gente nojenta! Quer dizer que Jabor também emprega termos chulos? Concordo. Mas quem Jabor? Um colunista – e polemista? Ou o presidente? Que compração mais rastaqüera.

Haverá quem diga, até com certa propriedade, que o termo usado de improviso não é compatível com o cargo que ele ocupa. Não deve constar em discursos públicos de uma autoridade publica, principalmente de um presidente.

Não diga! É mesmo? Biduzão! Claro que não é compatível com o cargo. Qualquer moleque sabe disso. Só que Caroni não vai parar por aqui. O parágrafo dele, percebam, pede uma conjunção adversativa. Qual será o “mas” de Caroni?

Mas o arrazoado tem um viés por demais conhecido. Se olharmos atentamente para o padrão classista da grande imprensa, a fenomenologia da chegada de Lula à presidência já é apresentada como uma incompatibilidade imperdoável. O terno que substituiu o torno é a conciliação de uma antinomia por demais sedimentada para ser aceita pelas velhas elites.

Ahá! Viram o tal “mas”? Essa gente é mesmo previsível… Se eu penso que o sujeito é professor fica fácil compreender por que o ensino no país é péssimo. Caroni, claro, culpa a tal grande imprensa pelas críticas surgidas em razão do “sífu” presidencial. E o que seria essa grande imprensa? Não sei. Talvez um jornal de 2 por 3 metros, quem sabe? O ridículo deles não conhece mesmo limites. A imprensa, porém, não está sozinha. Há também a culpa dazelite, como é óbvio. Segundo Caroni – o sociólogo – qualquer um que se surpreenda e se indigne ante à fala esculachada de Lula está sendo preconceituoso porque o presidente veio dozoprimido. É, sem dúvida a nossa moral é realmente diferente – e melhor – que a moral deles.

Como é que aquele metalúrgico chegou ali? Como, tendo chegado, não só cumpriu o mandato como se reelegeu para outro? Por que é tão bem avaliado internacionalmente? Como ousa comparar os defensores do livre-mercado a um adolescente com desarranjo intestinal (…)

Procurem na imprensa eletrônica e não encontrarão uma só reação parecida. Isso é loucura de petralha mesmo. Só isso. Eu me pergunto apenas: Como o sujeito consegue ser tão pequeno, rasteiro, vagabundo e desbocado? Isso não tem nenhuma relação com seu passado de metalúrgico. Aliás, a teoria de Caroni tevela um preconceito inconcebível contra os metalúrgicos. Eu, Yashá, suponho que há muitos metalúrgicos que sabem se portar em público, evitando palavras vagabundas. Caroni acha que não.

(…) Vamos esperar para ver as teses estapafúrdias, usadas pelos “cientistas políticos,” em plantão permanente, para explicar os índices de aprovação do presidente Lula. Reconhecer que em algumas áreas este governo acertou e que o Brasil está melhor, está descartado de antemão. É preciso esconjurar o demônio barbudo.

Ora não se faça de idiota, sujeito! Quem luta para esconjurar demônios, até hoje, é o pogreçismo revoluçonáro que você representa! São vocês que ainda falam em destruir o capitalismo, o mercado e azelite. São vocês que ainda defendem a tal ditadura do poletrariado! O governo teve acertos? Claro! O principal deles foi jogar no lixo a cartilha do PT e aplicar aquilo que o mundo inteiro considera lúcido. É isso que a intelequitualidade brasileira não consegue admitir. E ainda vêm falar em esconjurar demônios… Logo eles, que não conseguem escrever meio parágrafo sem citar as tais “elites que governaram o Brasil durante 500 anos”…

O momento parece indicar que o melhor é manter as táticas do passado. (…) A estratégia udenista da oposição cheira a guardado, a fundo de armário, a século XX. Não perceberam, embora se auto-intitulem bem-informados, que os anos 90 foram o canto do cisne da sociedade de privilégios. E, ao se descolarem de uma realidade que lhes é incômoda, o diagnóstico está na corruptela presidencial: Sifu. É o que parece dizer a pesquisa Datafolha.

Entenderam bem o valente? Ele endossa o comentário vagabundo de Lula! Não só endossa, como o repete: “Sífu”! Esse é o pogreçismo que pretende construir o tal “outro mundo poçíveu“. O homem tem a audácia de criticar os discursos que cheiram a século XX, mas não se dá conta de que a sua própria glossolalia fede a século XVIII! Caroni não representa um pensamento individual. Ele é uma legião, como os demônios. Só se preocupa em repetir a cantilena bolorenta que prega a “ruptura com tudo iço que tá aí”. Nem que seja dizendo um sonoro “sífu”. É essa gente que ensina aos jovens do país. Estamos mesmo condenados.

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2 ideias sobre “>Carta Maior e os intelectuais do "sífu".

  1. Marcos

    >O que é mais ridículo e vexatório para um país: ter um presidente que se expressa de forma tão rasteira? Ou uma classe intelectual que endossa as barbaridades que ele diz? Não sei pelo que eu sinto mais vergonha.

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  2. Catarina

    >Fala sério! Que baixaria! Como pode alguém que se pretende professor universitário ficar defendendo as baixarias do Lula? Santa paciência!

    Resposta

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