>Será mesmo o fim do mito? Mas já?!

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Primeiro os convido a ler o que vai abaixo, publicado no blog do Josias de Souza:

A taxa de aprovação à gestão de Barack Obama é declinante, informa o Gallup.

Pesquisa divulgada nesta terça (24) revela que o índice caiu para 59%.

Era de 70% em janeiro, mês da posse. Na última sexta (20), batera em 63%.

(…) Ou seja: por ora, aumentam mais as dúvidas em relação a Obama do que as críticas.

A pesquisa veio à luz no mesmo dia em que o presidente discursou no Congresso (foto).

(…) Vai ficando claro que a aprovação ao trabalho de Obama, ainda alta, não pode ser confundida com resignação. (…)

Pois é… No último dia 20, escrevi este post sobre a queda na popularidade do Cristo de Illinois. Parece que há mesmo uma tendência decrescente nos índices de aprovação de Obama, não é?

Sim, sim. Eu sei que a aprovação do Presidente-de-ébano ainda está nas nuvens, mas não deixa de ser interessante que o mito obâmico tenha perdido mais de 10% de sua popularidade em apenas um mês. É isso mesmo: um mês! Em tom de sátira eu proponho novamente a mesma questão já levantada no passado: a ser mantida essa média, como estará a aprovação de Obama daqui a um ano?

Aos obamófilos mais apressados eu peço calma. Eu não estou torcendo contra o Messias. Mesmo porque não sou nada idiota. Notem: só mesmo os paspalhos antiamericanos torcem contra os Estados Unidos. Eu, cá com meus botões, quero mais é que eles se recuperem logo da crise e confirmem sua condição de grande potência do mundo, afinal não vislumbro um futuro muito auspicioso a partir de uma eventual derrocada dos maiores fiadores das democracias ocidentais. O que faço é apenas observar de forma objetiva a desconstrução de um mito criado pelo pogreçismo politicamente correto, afinal Obama nunca foi um homem, mas um movimento, um conjunto de sonhos e esperanças (já estou com os olhos marejados e o olhar perdido no horizonte…).

Os americanos, acostumados que estão com a democracia, suas instituições e seu sistema de liberdades individuais, perceberam rápido que Obama não salvaria o mundo com seu olhar jovial e sua retórica mudancista. E sem isso, sinto dizer, sobra pouca coisa. O Obama real, aquele que não tem plano de gerenciamento algum para a crise e para a luta contra o terror, é, convenham, bem menos atraente que o mito apresentado durante a campanha. Então, bastava ao Messias falar mal de Bush (o satã aposentado) e de “tudo isso que tá aí”. Mas como agir agora que a eleição foi vencida? Pois é… Ele não sabia.

Exagero em minhas críticas ao Presidente-de-ébano? Será mesmo? Vejamos: desde que tomou posse Obama formou sua equipe de governo com base em três eixos distintos: 1) A equipe dos Clinton, descaradamente copiada do governo de Bill e da assessoria de Hillary – incluída a própria Senadora; 2) Nomes Republicanos de peso, principalmente nas pastas ligadas à segurança – vide a manutenção do grande falcão Robert Gates; e 3) Amigos e conhecidos do próprio Obama, no mais das vezes desconhecidos do grande público e sem maior traquejo político.

Pergunto: a qual dos grupos acima referidos pertenciam os assessores de Obama que foram apanhados com problemas judiciais, éticos e morais? Bingo! Os políticos do primeiro escalão que acabaram abandonando o barco de Obama foram exatamente aqueles pertencentes à “cota de Obama”. E mais: quem o Cristo nomeou para o lugar dos seus amigos corruptos que foram afastados? Republicanos! Todos eles! Qual o corolário disso: a reserva moral e ética do governo Obama é composta por Republicanos! Não é fascinante?!

Não, eu não pretendo enaltecer os Republicanos. Quero apenas mostrar aquilo que já havia dito à época da campanha eleitoral: Obama não tem plano de governo nem equipe de trabalho. Obama era apenas um sonho, um coletivo de aspirações planetárias de transformação. E isso, caros, não é o bastante.

Por isso a popularidade dele cai. E cai com consistência, afinal os americanos não precisam de um mito do “oprimido que conseguiu vencer”. Precisam, antes, de respostas práticas e objetivas – como todo o resto do mundo também. Lá, os mitos são desfeitos e os Presidentes são cobrados por suas ações efetivas. Sim, vocês adivinharam: são melhores que nós. E melhores em tudo!

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9 ideias sobre “>Será mesmo o fim do mito? Mas já?!

  1. T-Wolve

    >Obama tem sido uma piada até agora! Ele simplesmente não tem nenhuma idéia prática sobre como solucionar a crise que foi criada pelos democratas. O plano que ele aprovou é o mesmo apresentado pelo Bush, nos últimos meses do mandato.

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  2. Notívago

    >Podem escrever: a popularidade dele só vai continuar a cair.A medida que o tempo passar e os efeitos da crise não forem atenuados, a sociedade de lá vai cobrar Obama com uma intensidade ainda mais forte do que cobraria um outro, afinal foi ele que se vendeu como sendo um salvador…E vai ficar ainda pior quando ficar evidente a crise de segurança, afinal Obama vai ser mais brando com o terror e os facínoras vão se aproveitar disso para atacar novamente.

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  3. Lucas Torres

    >”a reserva moral e ética do governo Obama é composta por Republicanos”Pior que é tudo verdade. E esses fatos me trazem uma enorme decepção. Não porque eu despreze os republicanos, mas porque acreditei sinceramente que Obama faria alguma diferença.Parece que ele não tinha lá mesmo muita idéia de como fazer a transformação do mundo…

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  4. Catarina

    >Aposto que vou ser a única a defender o Obama aqui…Qual é, Yashá?! Tá parecendo que você queria soluções mágicas para a crise. Justo você, que sempre criticou o tal mito messiânico criado em torno de Obama…Eu não estou decepcionada com o governo dele. Um pouco surpresa, é verdade, com algumas escolhas que ele fez para a equipe. Mas acho que faz parte do jogo.Daí a condenar todo um governo que ainda nem começou, vai muita diferença.

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  5. Fábio

    >Você tenta disfarçar, mas está evidente que torce (e muito!) pelo fracasso do governo Obama.Talvez porque seja um republicano reacionário. Ou talvez porque não possa suportar o triunfo de alguém tão diferente do padrão ocidental que você tanto admira.Mas não se preocupe: Obama fará um grande governo. E vai corrigir os desastres que seus ídolos fizeram durante o governo Bush.

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  6. Yashá Gallazzi

    >Catarina,eu nunca esperei soluções práticas de Obama ou de qualquer outro candidato. E deixei sempre isso claro nos textos que escrevi ao longo do processo eleitoral americano.Perceba: é justamente por rejeitar o mito do messias, que eu duvido da capacidade de Obama para solucionar a crise, principalmente quando fica evidente que ele não tinha plano de ação prático. E isso é fato, não opinião. Basta ver que ele se limitou a aprovar o plano elaborado pela gestão Bush. As demais medidas (ambientais, sociais e etc.), convenhamos, são só embaixadinhas para a torcida. Nada mais.O que escrevi no post principal está claro como a água de um riacho: não torço contra o governo dele. E não torço contra os EUA. E não o faço porque acho fundamental que eles possam manter a hegemonia que sempre mantiveram. Fundamental para as democracias ocidentais, é claro.Assim, não condeno o governo dele. Mas não abro mão de fazer piadas a respeito da figura mítica de Obama, afinal a cada dia vai ficando mais evidente que o público americano preferia o candidato ao Presidente eleito, não? E isso se deve, é fato, ao messianismo que o próprio Obama alimentou ao longo da campanha.De resto, cara, fique tranquila. Você não é a única a defender Obama. É, isso sim, uma das poucas pessoas bem educadas a fazê-lo aqui, neste blog. A maioria dos “obamófilos” prefere imprecar contra este escrevinhador. E estes, você sabe, vão para o lixo.Abraços,Yashá Gallazzi

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  7. Catarina

    >Yashá, acho que meu comentário saiu mais forte do que eu gostaria. Realmente não dá pra dizer que você queria soluções mágicas dele. Relendo o que você escreveu desde o ano passado fica evidente o contrário: sempre foi dito que não há solução mágica possível vinda de Obama. E não há mesmo.Sinto um pouco de raiva do movimento messiânico que se criou em torno de Obama no mundo. É culpa disso (dos “obamistas”) a queda da popularidade. Foram eles que alimentaram a idéia de um novo messias. Ridículos! Poderiam ter se esforçado para evidenciar a formação intelectual de Obama, muito boa. Poderiam ter ajudado na construção de um projeto realmente claro e concreto. Mas preferiram ficar adorando um salvador que não existia.Agora, vendo que não existe mágica possível, olham com ceticismo para o messias que escolheram. Uma lástima!Acho que é por isso que ainda não me decepcionei com Obama. Eu nunca o encarei como um mito, um messias. Mas como um ótimo candidato a Presidente.

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  8. Augusto Cesar

    >Catarina, eu entendi tudo o que você quis dizer. Para mim soou como o desabafo de alguém que esperava muito de Obama, mas que sempre soube que ele é um homem, não um sonho.Imagino o que pessoas inteligentes como você devem pensar ao ver os “obamistas” radicais do mundo esperando os milagres que nunca virão. Você está certa: são eles que jogam contra o novo governo.Pessoalmente, estou mais próximo do Yashá, afinal nunca me convenci da capacidade dele de organizar um programa e formar uma equipe.

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