>Mais sobre o Estado policialesco de Protógenes: VEJA mostra que o Planalto sabia dos grampos ilegais.

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Em setembro do ano passado, duas semanas depois de revelados os primeiros abusos na, de outra forma bem-sucedida, operação que levou à condenação do ex-banqueiro Daniel Dantas, o delegado Protógenes Queiroz foi espontaneamente à Procuradoria da República dar sua versão sobre o caso. Ele negou ter cometido ilegalidades, mas fez uma revelação que, se verdadeira, pode vir a ter consequências graves. Protógenes disse à Procuradoria que a operação não foi uma ação comum, mas o desfecho policial de uma investigação sigilosa que teria sido realizada “por determinação da Presidência da República”. Protógenes contou à Procuradoria que as ordens de cima chegavam até ele por intermédio do então chefe do serviço secreto brasileiro, delegado Paulo Lacerda, que dirigiu a Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, até ser afastado há três meses em consequência das irregularidades hierárquicas e de procedimento da operação comandada pelo delegado Protógenes.

O depoimento de Protógenes Queiroz à Procuradoria-Geral da República, ao qual VEJA teve acesso, traz uma segunda revelação incômoda. O delegado afirma que a atuação dos mais de oitenta espiões da Abin no caso era do conhecimento do juiz federal Fausto de Sanctis e do procurador da República Rodrigo de Grandis. Alguém está mentindo. O juiz e o procurador já negaram publicamente ter tido conhecimento da participação dos agentes secretos do governo (…). Se o juiz e o procurador estavam realmente cientes do grau de envolvimento da Abin, como revelou o delegado Protógenes, no mínimo desnuda-se a existência de um consórcio de autoridades judiciárias que em nome de um objetivo é capaz de atropelar as leis sem nenhum constrangimento. A hipótese de o juiz e o procurador terem sido enganados é mais grave. Nessa eventualidade, ficaria evidente que um grupo de policiais e espiões oficiais operou no Brasil sem o conhecimento nem o aval da Justiça, alegando estar sob ordens da Presidência da República. A primeira perplexidade que decorre disso tudo é que, se, para prender e condenar um banqueiro acusado de corrupção, o estado brasileiro precisa montar um esquema clandestino de espionagem, a administração vai de mal a pior. A segunda beira o impensável. Se o objetivo não foi prender e condenar por corrupção o banqueiro bilionário, mas apenas usar isso como pretexto para espionar cidadãos, a administração federal deve ao Brasil um rosário de explicações.

Será que eu entendi direito? O dotô Protógenes – o novo herói nacional – fez todas as ilegalidades que fez sob as ordens do Planalto?! É isso mesmo?!
Caros, não é segredo que este blog repudia o petralhismo e suas práticas espúrias. Mas isso nada tem a ver com minha indignação diante das notícias que surgem sobre os desmandos praticados pelo Estado paralelo que os visionários do “outro mundo possível” criaram no Brasil. Quem ama a democracia não tem escolha: deve se levantar contra as ilegalidades de Protógenes e dos seus – como é mesmo? – “guerreiros das sombras”.
E o presidente, como fica? Se essepaiz fosse realmente sério e democráticos, Lula deveria ser apeado do cargo, juntamente com toda a trupe companhêra que carregou consigo para Brasília. Isso certamente aconteceria em países mais conservadores e reacionários, como os Estados Unidos. Mas, vocês sabem: eles são melhores do que nós. E melhores em tudo.
Aqui, em banânia, Lula continua no poder, cada vez mais popular. E – vejam que coisa! – com chances reais de fazer o sucessor…
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2 ideias sobre “>Mais sobre o Estado policialesco de Protógenes: VEJA mostra que o Planalto sabia dos grampos ilegais.

  1. Lucas Torres

    >Por que Collor, em razão de um calhambeque velho, foi afastado, mas Lula permanece no cargo apesar de todas as lambanças?E antes que a petralha venha me aporrinhar, não estou defendendo Collor. Estou é acusando Lula.

    Resposta

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