>Sarney fala do mal que aflige o Maranhão.

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Não. Não é nada disso que vocês estão pensando. O nosso grande escritor não falou de nenhum desastre sócio-político. Preferiu escrever sobre as chuvas e as enchentes, que estão castigando aquela parte do Brasil, já tão oprimida por um determinado grupo político – como bem lembrou Reinaldo Azevedo.

Ai, ai… É preciso uma paciência de monge, não é? Sem falar que um estômago forte também é imprescindível, sob pena de se vomitar de inopinado sobre o teclado do computador. Mas este pequeno blog, desafiando algumas nobres figuras que ficam amuadas e esperneiam como bebês manhosos sempre que o ilustre senador é criticado, vai se tornar, a partir de hoje, um fiscal do Sarney. Sim, é isso mesmo. Vamos fiscalizar o que o presidente do Senado faz em Brasília, afinal ele é sustentado pelo nosso dinheiro, não é? Aliás, não estou inventando nenhuma novidade. O humorista Marcelo Tas, do CQC – possivelmente o melhor programa do gênero no país – já havia nos conclamado a sermos fiscais do Sarney. Que assim seja!

Eu falava, porém, de um artigo publicado na Folha de São Paulo de hoje. Aliás, começo a acreditar que a imprensa escrita vai mesmo desaparecer… Se penso que a Folha já teve entre seus colunistas gente como Nelson Ascher, fico deprimido ao ver o estado atual do jornal – com as exceções de sempre, é claro. Mas insisto em me desviar. Retomo.

No mencionado artigo, o maranhense fala sobre as chuvas que castigam o norte e o nordeste do Brasil. E, como não poderia deixar de ser, menciona o flagelo que oprime um povo pobre, repentinamente privado de suas moradias e dos seus poucos bens. Surpreendentemente – para mim, ao menos – não há uma mísera palavra sobre o trabalho nada satisfatório dos políticos do Maranhão, que, vemos agora, nunca se ocuparam de minimizar as calamidades naturais, melhorando a qualidade de vida da sociedade. Mas eu sou fiscal do Sarney e digo que deve haver algum culpado se o índice de desenvolvimento humano daquele estado só faz decair há décadas.

Curiosa a frase que encerra o artigo do senador… Sarney roga a Deus que “nos ajude a não perecer sem culpa”. E não é que o homem foi brilhante! Usando a boa e velha lógica eu peço que Deus faça perecer todos aqueles que carregam sobre os ombros a culpa pelo estado lastimável do Maranhão.

É mesmo um mundo muito estranho… Tanta gente culpada que não perece, ao mesmo tempo em que tanta gente sem culpa acaba perecendo. Sugiro que os flagelados do Maranhão procurem abrigo em Brasília. Mais especificamente, no Congresso Nacional. Fico com a impressão de que lá se alcança uma longevidade surpreendente!

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3 ideias sobre “>Sarney fala do mal que aflige o Maranhão.

  1. Lucas Iten Teixeira

    >Concordo plenamente sobre a Folha…já teve seus dias melhores. Desde 2003 eles confundem imparcialidade com superficialidade, querendo igualar Deus e diabo só para dizer que não é tendenciosa. Acabou e tornando um jornal politicamente correto, sem se comprometer com nada. Triste.

    Resposta

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