>E onde os dinossauros ainda vagam, Sarney impede CQC de entrar no Senado.

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Sabem o que foi publicado no Painel da Folha de São Paulo? Vejam:

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pediu ao primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), que retirasse as credenciais da equipe do humorístico “CQC”. Sarney alega que a instituição foi desrespeitada em recente quadro do programa da Band, no qual foi chamado de “dinossauro”.

Sim, é isso mesmo! Ao que parece o homem hoje acordou invocado! Digam aí: é normal, em um país teoricamente democrático, que a imprensa não tenha acesso à casa de leis? Pois é…

A respeito do assunto vejam o que o humorista Marcelo Tas escreveu:

Novamente, José Sarney mostra sua verdadeira face de “democrata”. Leiam abaixo a nota publicada no Painel da Folha de S. Paulo, de hoje, e me digam: Quando o CQC chama Sarney de “dinossauro” está desrespeitando a instuição Senado Federal ou está apenas fazendo uma crítica ao senador, que está no poder há mais de 50 anos?

Não podemos nem vamos aceitar, em pleno regime democrático, no século 21, sermos ameaçados pelo fantasma da CENSURA.

Sabem qual é a passagem mais acertada de Tas? Quando ele deixa claro que criticar Sarney não é criticar o Senado. Um homem, meus caros, não encarna os atributos de uma instituição republicana. As instituições e a democracia são maiores que as pessoas, pois estas passam – apesar de algumas parecerem ser eternas…

Aliás, muito me surpreende que um ex-Presidente, sempre tão atento à tal “liturgia do cargo”, entenda que qualquer crítica dirigida a ele ofende o Senado como um todo. Isso me cheira um pouco ao absolutismo monárquico, quando os soberanos diziam ser o Estado, lembram?

Agora, é precioso descobrir a lógica escondida nas pequenas coisas… Lembram que eu volta e meia menciono uma douta figura que conheço pessoalmente, e que sempre se esforça para defender o senador Sarney, cantando suas glórias e repelindo qualquer crítica – inclusive as de cunho literário? Pois é, certa noite, durante uma discussão com o símio ao redor de uma grande mesa de jantar, ouvi que ele era o poder, a instituição. Hum… Já percebo com quem ele aprendeu a ser assim tão tolinho…

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2 ideias sobre “>E onde os dinossauros ainda vagam, Sarney impede CQC de entrar no Senado.

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