>Balotelli, a Itália, os oprimidos e o racismo do bem.

>

O jogador da foto ao lado pode até ser desconhecido pela maioria dos brasileiros. Mas acreditem neste escriba: trata-se de um dos maiores talentos futebolísticos dos últimos tempos.
Filho de imigrantes, Mario Balotelli é italiano de nascimento. Revelado pelas categorias de base da Inter de Milão, atual tetracampeã italiana, Mario chegou rapidamente às várias seleções de base da Squadra Azzurra, principalmente em razão do seu estilo de jogo. “Super Mario”, como é chamado pelos torcedores, alia um porte físico descomunal – bem ao estilo Adriano – a uma habilidade rara no futebol europeu. A velocidade e os dribles dele me lembram um pouco Alexandre Pato, por exemplo. Com uma diferença fundamental: o italiano é muito mais forte fisicamente do que o brasileiro.
Mas por que um post sobre Balotelli? Ora, simplesmente porque hoje é dia de jogo da Azzurra pela Copa das Confederações. Contra o Brasil, aliás. E este escrevinhador já – como é mesmo que se diz? – “entrou no clima”. Mas há uma outra razão pra este texto, principalmente porque “Super Mario” sequer foi levado à África do Sul pelo técnico Marcello Lippi. Isso porque a seleção sub 21 da Itália está disputando, agora, o campeonato europeu de seleções – evai muito bem, obrigado. É em parte por isso que a Azzurra está muito desfalcada na Copa das Confederações, afinal estão em falta alguns jovens talentos de fazer inveja, tais como o próprio Balotelli, além de Giovinco, Acquafresca, De Ceglie e Marchisio. Mas voltemos ao garoto da foto aí em cima.
Balotelli, um negro, está sendo vítima de racismo nos estádios da Suécia, onde se disputa a Euro sub 21. As manifestações da torcida estão sendo ultrajantes! Para que tenham uma ideia, o tradicional grito de “macaco” é apenas o insulto mais – como direi? – light que se pronuncia contra o italiano. Mas não é só: já ficou claro que os adversários da Itália entram em campo com o objetivo declarado de provocar e ofender Balotelli. Ora, mas todos sabemos que coisas assim são absurdas, não? Bom, nem todos. Acreditem: uma parte da mídia internacional está considerando os gritos racistas contra Balotelli como uma espécie de castigo à Itália – e à Europa como um todo – pelo racismo que já manifestou no passado. Criou-se, assim, uma espécie de “racismo do bem”, destinado a promover algo como uma “justiça social” às avessas.
Com essa – se me permitem – “lógica” pedestrem as manifestações preconceituosas e baixas contra Balotelli ganham uma certa dimensão “humana”, onde os racistas seriam mocinhos, incumbidos de vingar todos aqueles que, um dia, se sentiram ofendidos por Italianos e/ou europeus. Suponho, portanto, que a torcida paraguais possa ofender os brasileiros, afinal foram vencidos por essepaiz na Guerra do Paraguai… Trata-se, como é óbvio, de uma estupidez sem tamanho. O racismo contra Balotelli é – se isso é possível – pior que o racismo puro e simples, porque pretende representar uma “causa”, um objetivo louvável. É a escória do mundo nas vestes humanistas.
Eis aí. O politicamente correto acaba de inaugurar a mais nova forma de preconceito racial: o racismo do bem.
Anúncios

2 ideias sobre “>Balotelli, a Itália, os oprimidos e o racismo do bem.

  1. Fábio

    >Vai agora negar que os europeus (principalmente os italianos) sempre ofenderam os negros nos estádios de futebol? Vai negar mais isso?! É o bom e velho aqui se faz, aqui se paga.

    Resposta
  2. Anonymous

    >De que interessa saber se de igual forma outros países o fizeram, fazem ou farao? De anda adianta este tipo de argumento. A realidade é q este é mais um exemplo de racismo (e racismo contra cor, nada mais além disso), assim como foram espancados nas festas de final de ano turistas orientais e negros (digo TURISTAS, nao falo aqui de imigrantes…) em Itália. Um país q pelos vistos nao aprendeu nada com a própria historia. Usam a desculpa de q sao contra a imigrancao ilegal, qdo na realidade desejam é varrer do país todos q lhe sao diferente, seja na raca, no credo ou na cor… Um governo xenofobo e preconceituoso, que deveria rever a lenda de narciso, reler seus livros de historia nacional. E o mais trágico é dos países europeus com maior numero de cidadaos a viverem no estrangeiro, já para nao falar em descendentes…

    Resposta

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s