>Agora sim!

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Depois de um imperdoável atraso, parece que o DEM, legenda de oposição ao governo petista dozoperário e dozoprimido, decidiu pedir o afastamento de José Sarney – aquele que escreveu sobre um certo Brejal, cujo caminho “era longe” – da presidência do Senado. Menos mal, não? Antes tarde do que nunca…

Não! Claro que não estou satisfeito com a postura lenta do DEM. Uma oposição séria e determinada teria pressionado Sarney e o PT desde o primeiro momento da crise. Eu disse PT? Sim, disse! Afinal, não é mais segredo nenhum que a turma da estrelinha – aquela que iria construir o tal “outro mundo possível” – resolveu se empenhar com afinco pela salvação do maranhense eleito senador pelo Amapá. Mas eis o ponto central da coisa toda: o que o petismo faz não me interessa nem um pouquinho! Querem entrar para história como o partido que ajudou Sarney a sobreviver politicamente? Problema deles! A folha corrida do petismo, convenhamos, não é pequena. Para quem promoveu o mensalão e enfrentou as pressões da época se dizendo “cada vez mais convencido da própria inocência”, emprestar arrimo a Sarney é brincadeira de criança.

Mas a oposição… Essa tem a obrigação moral de enfrentar Sarney e exigir o afastamento do maranhense! Ainda que o Presidente do Senado fosse um santo – coisa que, creio, não é -, ficaria ainda a obrigação de não facilitar a vida do petismo, que governa o Brasil e é, portanto, adversário de PSDB e DEM. Simplificando: Se Lula e o PT querem salvar Sarney, cabe aos tucanos e aos democratas – se me permitem… – ajudar o ilustre imortal a não sobreviver, como diria Arthur Virgílio. Mesmo porque, sabemos, a oposição não precisa ajudar os petistas, já tão empenhados em sua hercúlea tarefa.

Li, por exemplo, que a valente Ideli Salvatti – aquela moça fogueteira da foto acima, que tascou um belo beijo em Sarney – vai “defender que nenhuma medida seja tomada contra nenhum senador”. Ora, onde está a surpresa? Reinaldo Azevedo resumiu bem o pensamento petista, que vem à tona em momentos um tanto tensos como estes:

Na oposição, sua postura poderia ser resumida assim: “Ninguém presta, eu”. Agora no poder, o mote é outro: “Ninguém presta, NEM eu”.

Aí se poderia perguntar: “Mas, se ninguém presta, por que votar no PT e não em outros que não prestam?” E um petista poderia responder: “Porque a gente não presta melhor do que os outros”.

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