>A casa não contabilizada – 5: Como dito abaixo, a tal assessoria de Sarney não explicou nada.

>Vejam o que vai abaixo, publicado no blog do Noblat:

Ao contrário do que acabou de justificar em nota oficial a assessoria de imprensa de José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado, as listas de bens de 1998 e 2006 apresentadas por ele à Justiça Eleitoral não são iguais.

Está escrito na nota: “Por equívoco do contador, em 2006, foi apresentada à Justiça Eleitoral a mesma lista de bens de 1998.”

Mas cópias dos documentos, disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostram duas listas bem diferentes.

Na declaração de 1998 à Justiça Eleitora, por exemplo, aparece um bote motorizado de madeira, de construção artesanal, avaliado em R$ 12,246 mil. Tem também uma casa residencial, na rua dos Guarulhos, em São Luis, avaliada em R$ 209.676,58. Os dois bens não aparecem na lista de 2006.

E na declaração de 2006 consta, por exemplo, um terreno, localizado à margem esquerda da Rodovia MA-53, no Maranhão, que não aparece na lista de bens de 1998.

Em nenhuma das duas listas aparece a casa da Península dos Ministros, em área nobre de Brasília, avaliada em R$ 4 milhões.

Viram? Eu já dizia, abaixo, que a coisa estava muito pouco convincente… Essa tese – se me permitem… – “delubiana” de imputar todas as culpas ao pobre do contador não me pega. É como dizer que todos os males do Senado são responsabilidade de Agaciel, o funcionário.

Um amigo paulista me escreveu há pouco dizendo algo mais ou menos assim: “Espero que Sarney não renuncie mesmo! Espero que o PT salve ele, para que ele fique na mídia todo dia, sangrande, até a próxima eleição. Ele vai estar tão desgastado que nunca mais conseguirá se reeleger.”

Eu divergi do meu interlocutor. Em razão de um ponto básico: nunca se pode duvidar da capacidade que os amapaenses têm de votar mal. Assim, já que Sarney ganhou os votos do povo valente desta terra por tantas vezes, melhor não dar sopa pro azar e acabar logo com a vida política do sujeito, né? E essa história da casa não contabilizada é a melhor maneira de se fazer isso. Acreditem: a coisa ainda vai render muito…

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