>Obama e a "nova era". Ué, já começou outra?!

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Abaixo transcrevo matéria publicada na Folha de São Paulo de hoje (íntegra aqui):

Os EUA mudaram, e seu novo presidente quer que o mundo saiba disso. Num discurso histórico por marcar uma ruptura com um passado muito recente e amplamente criticado, Barack Obama fez de sua primeira participação na Assembleia Geral da ONU, ontem, um chamado para o que definiu de “nova era de engajamento”, que seja “baseada em interesses e respeito mútuos”.
(…) Afirmou que era hora de mudar, sugeriu que os tempos eram de multilateralismo e indicou que entendia críticas feitas a seu país no passado.
“Nenhuma nação pode ou deve tentar dominar outra nação”, disse. “Nenhuma ordem mundial que eleve uma nação ou grupo sobre outra vai ser bem-sucedida.” Em passagem que lembrou o discurso de 2004 que o lançaria no cenário político nacional, disse que são necessárias “novas coalizões que ultrapassem velhas divisões -de diferentes fés e credos; de norte e sul, leste e oeste; negros, brancos e marrons”.
(…) Distanciou-se ainda de uma das regras de ouro da gestão bushista: “A democracia não pode ser imposta por uma nação de fora. Cada sociedade deve buscar seu próprio caminho, e nenhum caminho é perfeito. Cada país vai buscar seu caminho enraizado na cultura de seu povo, e, no passado, os EUA foram muito seletivos na promoção da democracia”. (…)

Não sei vocês, mas eu estou com os olhos marejados… Notaram a frase lá no começo da matéria? Hussein Obama, o Presidente-de-ébano, fez mais um DISCURSO HISTÓRICO! Não canso de me fascinar com a mentalidade tacanha dos obamófilos de todo o mundo… Jesus – o Cristo – precisou morrer pregado na cruz para ser digno de fazer história! E antes que os seguidores mais fanáticos do Messias negro venham me aborrecer, esclareço: não estou sugerindo que Obama deva ser crucificado. Sim, eu sei que isso é bastante óbvio. Mas a inteligência anaeróbia de alguns não pode ser desprezada, não é?

Quantos “discursos históricos” o havaiano já fez? Uma centena, talvez? O de ontem serviu para o que mesmo? Ah, lembrei! Lançar a tal “NOVA ERA”. Que preguiça… Mas não estavamos em plena “era Obama”?! Não havia começado uma “nova era” quando da posse do Cristo havaiano? Já mudou pra outra? Pergunto: o que deu errado com aquela? Vai ver a popularidade do redentor começou a cair, né? Vai ver a credibilidade não é mais aquela…

Isso pra não falar da coalizão de todas as fés, credos, cores e – sei lá… – times de futebol. Que lugar comum mais absurdo. Aliás, não sei se os leitores percebem a – como direi? – petização de Hussein Obama. Notem que a cada duas palavras, três são dirigidas ao antecessor, autor de todos os males do mundo. Obama agora descobriu que as democracias não podem ser impostas, não é maravilhoso? Claro! O que ele tolera não são democracias, mas regimes totalitários. Basta ver que dá trela até demais para Ahmadinejad, Kim Jong-Il e Zelaya. Santa paciência!

O principal ponto do – vá lá… – “novo Obama” já está claro: “NO, WE CAN’T!”

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