>Corrida ao psicanalista.

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Primeiro vamos a matéria abaixo, publicada no Correio Braziliense:
A tão falada caixa-preta do Judiciário brasileiro — criticada até pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início do primeiro mandato — terá que se render aos apelos de transparência da opinião pública. Resolução do Conselho Nacional de Justiça determinou que os tribunais de todo o país terão de divulgar em seus sites o detalhamento da administração e execução orçamentária. A publicação da estrutura e das despesas com recursos humanos e remuneração começa em fevereiro. (…)
As regras podem contribuir para melhorar a imagem do Judiciário brasileiro. Em novembro do ano passado, a pesquisa Índice Latino-Americano de Transparência Orçamentária, feita em 12 países, considerou o Judiciário o poder menos transparente da República. (…)

(…) Na parte do custeio, serão publicados dados como valores de diárias com viagens, combustíveis e lubrificantes, serviços e material de informática e publicidade. Os tribunais terão que informar os valores de repasses, despesas com investimentos, como construção e reforma de imóveis, receitas diretamente arrecadadas com custas e taxas judiciais e por serviços extrajudiciários. (…)

(…) Para o conselheiro, a resolução vai ajudar no controle dos gastos do Judiciário. De acordo com ele, inspeções da Corregedoria Nacional de Justiça constataram distorções nos gastos em alguns estados e que havia pouca transparência. Segundo Neves, houve caso de tribunal com excesso de gasto no gabinete da Presidência e falta em varas de grande relevância social. “Muitas vezes, encontramos problemas pela não formação dos magistrados para gestão pública, mas outros chegavam ao limite do abuso, da arbitrariedade, da corrupção”, avalia. (…)

Viram só? O Judiciário – aquele poder que é muito importante; importante demais; importantíssimo! – vai ter que contar para nós, mortais, os detalhes do que é gasto com coisas mundanas como viagens e reformas de imóveis. E isso por quê? Porque o CNJ encontrou inúmeras “distorções” em alguns estados… E tais distorções seriam fruto de quê? Bom, primeiro da “não formação dos magistrados para a gestão”, coisa que é até evidente – afinal eles estudaram direito, não administração. Porém, houve também casos de “abuso”, “arbitrariedade” e – ATENÇÃO AGORA! – “corrupção”!
Pois é… Parece que homens vão ter que se comportar como… homens! O que vai ter de gente correndo ao psicanalista, indagando-se sobre a quebra do preceito de “Super-homem”, trabalhado por Nietzsche, não está escrito… E não me digam que será preciso explicar a tão augustos profissionais a filosofia de Nietzsche, não é? E tudo porque terá de ser observado algo absolutamente normal: os magistrados precisam prestar contas a mim e a você, leitor, do que fazem com o nosso dinheiro. Convenhamos, isso não deveria sequer ser exigido, não é? Deveria ser obrigação moral. Sinal de decência mesmo. Só mesmo num país sorumbático como este que algo assim precisa ser imposto por força de norma. Será cumprido? Ora, claro que sim! Ou alguém aqui vai duvidar da transparência, da honestidade e do compromisso público de suas excelências, os magistrados?
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3 ideias sobre “>Corrida ao psicanalista.

  1. decicote

    >Caro YasháAinda faltam muitas "caixas pretas" para serem abertas.A dos sindicatos, por exemplo. Trabalhei em sindicato, e saí convicto que assaltantes de Bancos são melhores que sindicalistas; pelos menos se arriscam.

    Resposta

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