>Ligeiríssimas.

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De acordo com os resultados parciais da apuração, o Partido do U, de Uribe, ficará com cerca de 25% dos votos, seguido de perto pelo Partido Conservador, com 21%. A terceira força do país será o Partido Liberal (social-democrata), com 16% – que representa a esquerda possível.
Sonora derrota das esquerdas radicais, com o Mudança Radical na casa dos 9%, enquanto que o Partido de Integração Nacional, que abriga os simpatizantes das FARC, amargou míseros 8% dos votos.
O resultado não deixa margem para qualquer dúvida: a Colômbia aprova a política de governo de Uribe, e repudia com veemência o terrorismo das FARC. É o prêmio merecido para um governo que se negou a negociar com a canalha, e partiu para o enfrentamento decidido e implacável. O povo colombiano deixou claro que, quando se trata do terror, a ordem é caçar o inimigo, encontrar o inimigo e matar o inimigo.
O “camelô de aviões”, Nicolas Sarkozy, viu o principal partido de oposição ao seu governo – o Partido Socialista – se tornar a maior força política da França nestas eleições regionais. Os socialistas chegaram aos 30% dos votos, ao passo que o UMP, do Presidente, ficou com cerca de 27%.
Outras agremiações de esquerda receberam cerca de 20% dos votos, contribuindo para a derrota das forças de direita, capitaneadas por Sarkozy. A extrema-direita, de Le Pen, recebeu quase 12% dos votos, obtendo um resultado acima das expectativas.
A vitória dos socialistas não chega a surpreender. É comum que os franceses usem as regionais para punir os governos nacionais, entregando a vitória aos que fazem oposição. Cria-se, assim, uma espécie de equilíbrio ideológico no país: uma força governa a nação, ao passo que a outra administra as regiões.
A derrota de Sarkozy, porém, não pode ser diminuída, afinal também é reflexo de sua crescente impopularidade, além de trazem em seu bojo reflexos da crise financeira que está atacando de forma dura o caríssimo estado de bem-estar social francês, um dos mais onerosos do chamado primeiro mundo.
Detalhe importante para a enorme abstenção: 52%. Trata-se de um recorde e, a meu aviso, de um importante sinal de maturidade política. O povo francês já percebeu que pode se lixar para o governo – qualquer que seja ele. E isso é bom. É muito bom…
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