>Israel, Estados Unidos e os assentamentos.

>

Não deixa de ser curiosa essa nova “crise” no Oriente Médio, causada pela disposição do governo de Israel de construir mais 1.600 casa na região de Jerusalém Oriental. O aspecto mais interessante é essa torcida de certa opinião pública antissemita e filoterrorista para que os Estados Unidos e Israel rompam relações, tornando-se inimigos. Eles esperam, com isso, unir o útil ao agradável: enaltecem Obama, o Cristo negro, por brigar com Netanyahu, ao mesmo tempo em que alimentam o ranço um tanto nazista contra o povo judeu.
Este vosso criado, vocês sabem, não costuma ficar neutro em questões polêmicas… Aqui, já afirmei no passado, despreza-se a lógica do “meio-termo”. Em outras palavras, acho preferível um radicalismo democrático a um moderadismo que flerta abertamente com o fascismo islâmico.
No caso da situação de confronto permanente envolvendo israelenses e palestinos, há que se ter em mente alguns pontos fundamentais antes de dar início a qualquer debate. Eu, por exemplo, sou favorável a um Estado Judeu exatamente lá naquele lugar onde eles estão hoje. Pode não parecer à primeira vista, mas isso é muito importante. Lula e Celso Amorim, por exemplo, não comungam daquela opinião, razão por que acham aceitável que um lunático como Ahmadinejad tenha a bomba atômica, apesar de ter prometido usá-la para “varrer Israel do mapa”
Na mesma esteira, há outros pontos fundamentais que devem sempre ser lembrados. Por exemplo: é mentira dizer que Netanyahu pretende criar 1.600 casas em “territórios invadidos”. A história está aí para mostrar os fatos: a área de Israel é a área que ele conquistou depois da chamada “Guerra dos seis dias”, quando conseguiu sobreviver ao ataque organizado de vários países estrangeiros.
Em que pese tudo o que vai acima – que é, sim, importante, por tratar de matéria de princípio -, devo dizer que condeno a decisão do governo Netanyahu. Levar adiante essa ideia de construir mais casa em Jerusalém Oriental não contribui em nada para o processo de paz. Antes, acaba por acirrar ainda mais os ânimos dos partidários do terror, que passam a apresentar a política do governo de Israel como desculpa para suas ações.
O ponto principal, porém, não é o que vão pensar os terroristas do Hamas e do Hezbollah – mesmo porque eles sempre vão querer o fim de Israel, não importa o que aconteça. Temo que a atitude dura de Netanyahu force, de fato, um conflito com os Estados Unidos, principal arrimo político de Israel. E isso, sim, seria deletério – ao contrário do que afirmou Lula, que de política internacional não entende absolutamente nada!
Se Obama sentir que está sendo pressionado pelo governo de Israel, pode acabar se retirando do processo de paz, o que terminaria por retirar o último grande frio que ainda segura os moderados da Fattah, e que serve de contenção para o radicalismo mais exacerbado dos terroristas. Sem os EUA – e seu dinheiro – no meio, o terror tomaria de assalto a região, levando Israel a recrudescer ainda mais sua política de defesa. Seria, sem sombra de dúvidas, uma porta aberta para o caos.
Em suma, é por pragmatismo – e apenas por isso – que eu considero errada a escolha de Netanyahu e do governo de Israel. Quando se está completamente cercado por países inimigos, alguns dos quais armados com a bomba atômica, é um tanto temerário se indispor com o principal aliado. Não é, enfim, prático.
Agora, um parêntese: não deixa de ser curioso ver como a mídia decidiu cobrir o episódio. Segundo a imprensa ocidental, a decisão de construir mais casa em Jerusalém Ocidental não passa de “provocação de Netanyahu” aos – como é mesmo que eles dizem? – “militantes” do Hamas. Pode procurar, leitor, mas não conseguirá encontrar uma mísera linha contando o que aconteceu quando Israel retirou os assentamentos judeus que estavam em Gaza. Na ocasião, em vez de tomar o gesto como um passo rumo à paz, o terror islâmico resolveu ocupar a região e usá-la como base para o lançamento foguetes.
Não é de estranhar que a decisão de Netanyahu seja tão popular entre os israelenses… Para eles, deve ser muito mais eficiente ocupar os territórios, em vez de esperar que os facínoras do terror os transformem em base para suas operações… Mas isso, meus caros, vocês só lerão aqui – e em mais um punhado de blogs. Na mídia “progressista” e antissemita, que dita a agenda politicamente correta, a ordem é continuar, como sempre, tratando o conflito plaestino-israelense como uma espécie de “arranca-rabo de classes”, onde Israel é ozopressor e os terroristas são ozoprimido
Anúncios

3 ideias sobre “>Israel, Estados Unidos e os assentamentos.

  1. Anonymous

    >PENSEI QUE VOCÊ FOSSE JUDEU? ALIÁS , SEM SOMBRAS DE DÚVIDAS , VOSSO SOBRENOME É DE JUDEU ITALIANO (GALAZZI). BLOG INTERESSANTE , VOLTAREI PARA APRECIA-LO!

    Resposta

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s