>O Brasileiro é majoritariamente conservador. Mas os políticos querem todos ser "pogreçistas"…

>

Se clicarem na imagem ao lado, verão em detalhes o resultado de uma pesquisa feita pelo Datafolha para conhecer o orientamento ideológico dos brasileiros. E, acreditem: os pogreçistas das universidades brasileiras devem estar arrancando os cabelos.
Segundo o levantamento, 7% se dizem de extrema esquerda, 5% de esquerda e 8% de centro-esquerda. O centro político foi escolhido por 17% dos entrevistados. 13% disseram se identificar com a centro-direita, 10% com a direita e 14% com a extrema-direita. E haja calmante para sossegar os pogreçistas
Diferentemente de alguns “especialistas”, que cuidaram logo de culpar a mídia, azelite e – claro! – uzamericânu pelos números retratados acima, este escriba prefere analisar a pesquisa com mais ceticismo. Ou, para ser mais direto, poderia dizer simplesmente que a maioria esmagadora dos brasileiros não tem a mais remota ideia do que seja esquerda, direita e centro. Mais que isso: boa parte do povo não dá a menor pelota para esse tipo de divisão ideológica, muito mais cara aos estudiosos de plantão. Prova disso é que 26% dos entrevistados respondeu simplesmente “não sei”.
Mas há outro particular que me leva a não considerar muito os números da pesquisa em si – a tendência evidenciada por ela, por outro lado, é importante. Notem que 14% consideram Dilma Rousseff, a ex-terrorista, como sendo de extrema-esquerda. Tudo bem. Até vai. Mas como diabos explicar que 12% a associem à extrema-direita?!
A maneira como os entrevistados veem o candidato tucano não é menos estapafúrdia. Para 19%, José Serra seria de extrema-direita. Entenderam? Extrema! Uma loucura tão evidente que qualquer petista com um mínimo de honestidade intelectual poderia apontar. Nenhuma análise política séria pode colocar um político declaradamente intervencionista no campo da extrema-direita. Estou errado? Bem, sintam-se livres para apontar o erro…
Em síntese, a tal pesquisa do Datafolha não deve ser tomada como regra objetiva – nenhuma pesquisa deve. Mas não se pode descartar que ela aponta, sim, algo interessante: a maioria dos brasileiros não associa a direita ao mal, deixando evidente que a pregação filomarxista imposta pelo pogreçismo nas escolas, nas universidades e no universo cultural como um todo não está tendo o efeito esperado.
Se 37% dos eleitores se diz identificado de alguma forma com a direita política (contra 20% de simpatizantes da esquerda), pode-se até aceitar que eles não saibam o que é ser de direita. Mas uma coisa é inegável: essa conversa de que ser de esquerda é ser do bem, ao passo que ser de direita é ser do mal não pegou! Afinal, ninguém quer se ver associado a algo ruim…
Sabem o que é que machuca de verdade o coração do pogreçismo nacional? Saber que há tão poucos esquerdistas declarados em plena “era Lula”. Devem se perguntar: “Como pode? Não aprenderam nada?!” E eu me divirto só de imaginar o rosto avermelhado de ódio deles…
Agora a minha dúvida: como diabos é possível que não haja um partido declaradamente de direita no Brasil? Não está bastante óbvio que a maioria dos brasileiros é majoritariamente conservadora? Basta lembrar que o povo se diz contrário ao aborto, contrário às drogas, favorável à pena de morte e à redução da maioridade penal. Por que os políticos dessepaiz resistem tanto a se dizerem de direita?
Ah, já sei! São todos bons e fraternos. Querem disputar o campo pogreçista, deixando os malvados da direita de fora. Pouco importa que o povo não considere a direita nada malvada…
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s