>A arte de perder eleições.

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Só pelo título acima tenho certeza que os leitores mais assíduos do blog sabem que este post deveria tratar da desastrada escolha de Álvaro Dias como vice de José Serra. Deveria, eu disse… Sim, afinal não vou escrever nada a respeito.
Passei o final de semana todo pensando no que escrever. Logo que vi o tweet com cara de sabotagem do Roberto Jefferson, pensei em vir aqui e descarregar toda a raiva. Mas aí o tempo passou… A cabeça esfriou… E logo percebi que não sabia bem o que dizer… Parece tudo tão estupidamente óbvio, que não merece nem censura.
Aí veio o “golpe de misericórdia”, aquele que enterrou de vez qualquer texto que eu pudesse vir a escrever sobre o ocorrido. Meu post se tornou, assim, uma espécie de Inês de Castro – aquela que foi sem nunca ter sido…
Tudo o que eu gostaria de dizer sobre o caso foi dito – de maneira ainda mais brilhante – pela Nariz Gelado, como todos vocês podem conferir aqui.
É claro que ainda vou votar em Serra, afinal o imperativo moral continua sendo derrotar (ou tentar derrotar…) a ex-terrorista. E meu voto no tucano não mudará, a menos que uma surpresa mirabolante (leia-se candidatura de Kátia Abreu à Presidência) ocorra. Mas estamos no Brasil… Nessepaiz não acontecem surpresas boas – a última surpresa eleitoral por essas bandas foi Collor…
Enfim, continuo apoiando Serra. Mas o principal motivo é o desejo de ver a ex-terrorista derrotada. Sou um conservador, vocês sabem… Na minha escala de valores morais, quem é dado ao sequestro e ao assassinato não pode chegar à Presidência da República. Estranho que isso seja considerado “direitismo”. Parece-me apenas algo civilizado.
Contudo, apesar de torcer por Serra e de votar nele, não tenho medo de dizer que a escolha de Álvaro Dias para vice foi o começo do fim desta campanha tucana. Como disse Tony Blair ao sair de Downing Street, “that is that. The end”.
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2 ideias sobre “>A arte de perder eleições.

  1. Leandro

    >Eu sinceramente já não sei mais se meu voto irá para algum candidato.Lula nem pensar, Marina Silva por si só nunca me inspirou confiança, com apoio de Leonardo Boff e outros anticatólicos seria um tiro no pé.O problema do José Serra nem acredito muito que seja Alvaro Dias, mas sim Roberto Freiro o ex-PCB.Como eu gostaria de ver um partido conservador no Brasil.

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  2. Arthurius Maximus

    >Serra prima pelo pecado da autosuficiência. Acha que só a ele cabe a condução da campanha e sua imagem basta. Aécio seria um candidato muito mais palatável do que Serra e o PSDB errou em não escolhê-lo.Com uma oposição tão imbecil, não é de admirar que Lula seja "o Messias".

    Resposta

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