>Eleições 2010 – Datafolha mostra aumento da vantagem de Dilma sobre Serra.

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Ontem foi divulgada uma nova pesquisa do Datafolha. Aos números:

Dilma – 47%
Serra – 30%
Marina – 9%
O crescimento de Dilma é consistente e aponta para uma tendência de clara alta. Há cerca de uma semana, a petista tinha 41%, enquanto Serra aparecia com 33%. A conclusão é evidente: não apenas Dilma cresce, como cresce roubando eleitores do tucano. Há motivos suficientes para apontar o favoritismo da candidata do PT? Óbvio que sim! Aliás, é o que venho dizendo aqui há algum tempo – desde que a máquina petista deixou claro que abraçara, de verdade, a candidatura de Dilma. E há, também, motivos para dizer que a disputa terminou, e que Dilma está eleita? Bem, claro que não.
E é precisamente aí que este blog vai de encontro ao pensamento corrente na mídia nacional – curiosamente a mesma mídia acusada pelos petistas de ser tucana, de direita e preconceituosa… Não me atrevo a dizer que o jogo acabou! Longe disse: a partida, a bem da verdade, começou agora. Lembram de 2006? Contra Lula, o mito, Alckmin aparecia ainda mais atrás nas pesquisas (mais de 20% de diferença!). Às vésperas da eleição, o Datafolha apontava Lula reeleito com 12% de vantagem sobre o tucano. O que as urnas mostraram? Que haveria segundo turno, e que a diferença entre os dois foi de apenas 7%.
“Ah, então vai dizer que as pesquisas não são confiáveis?” Eu? Eu não! Quem costuma brigar com pesquisas, vocês sabem, são os petistas. Eu as tomo por aquilo que realmente são: amostras grupais de uma tendência. Em outras palavras, digo que pesquisa não substitui urna. Há que se esperar, principalmente considerando que falta mais de um mês para a eleição, e que muita coisa ainda pode acontecer.
É evidente que a candidatura de Dilma tendia a este crescimento. Isso não é nada surpreendente, afinal ela conta com a unção do presidente mais popular da história do mundo, né? Trata-se de pura lógica: se Lula tem 80% de abrovação, é natural que pelo menos uma boa parte disso seja transferido à sua escolhida. E está sendo! Com os fundamentos da economia sólidos (graças, diga-se, à adoção de uma política que sempre foi demonizada pelo PT) e a popularidade do presidente em alta, é natural que Dilma, à medida que se torne cada vez mais “a candidata do Lula”, suba nas pesquisas.
Mas, se é assim, como ainda acreditar que a disputa está aberta? Bom, em primeiro lugar porque… está! Com mais de um mês pela frente, muita coisa pode acontecer. Principalmente quando se está diante de um PT tão líder e, por isso, tão perto de calçar o salto-alto… Pessoalmente, ainda acho que há tempo de sobra para dar uma guinada na campanha, adotando uma estratégia diferente: chega de “pós-Lula”! Ofereça-se ao povo uma alternativa de confronto.
“Ah, mas isso não renderia votos.” Será? Bom, o que estamos vendo é que a tática da conciliação, da “oposição sem oposição”, esta sim não tem sido frutífera… Ainda acredito firmemente que é preciso mostrar à nação o que Dilma fazia junto àqueles valentes da VAR-Palmares. Ou que é preciso evidenciar a ligação entre o PT e um grupo narcoterrorista. Ou ainda, deixar claro a uma sociedade que é majoritariamente contrária ao aborto, que Dilma é, sim, uma abortista. Os modernos marqueteiros acham que isso é “apelar”. É fazer “jogo sujo”. Eu acho que é dizer a verdade.
E ainda há os debates, principalmente o da Globo, que é, por razões óbvias, o mais visto. Eu insisto em achar Dilma antipática diante das câmeras, apesar do trabalho espetacular que a equipe de mídia do PT vem fazendo. Claro que Serra também não é um primor de simpatia, mas, perto dela, até parece um “velhinho legal”. Penso que confrontar Dilma com questões duras de ordem política, ideológica e moral pode, sim, render bons frutos, se feito num debate. Basta ver que a petista sempre se mostrou nervosa e excessivamente ríspida quando agredida. Isso passa uma imagem ruim – a mesma que Marta sempre passou em São Paulo, de pessoa que não aceita o contraditório.
O principal, pois, não é saber se ainda há jogo a ser jogado. É evidente que há! Não houvesse, nem seria preciso esperar até 3 de outubro: bastaria ao TSE, diante da tendência apresentada nas pesquisas, dar posse a Dilma. Não! Há muita coisa para acontecer ainda. Resta apenas saber se a oposição vai decidir jogar esse jogo, ou se vai preferir sair de campo, entregando a vitória de bandeja ao adversário.
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