>CAOS NO AMAPÁ – 5: Governador e candidato ao Senado presos no Amapá tinham apoio de Lula, Dilma e Sarney.

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Do blog do Reinaldo Azevedo:
Waldez (PDT) renunciou para se candidatar ao Senado e entregou o poder para o então vice, Pedro Paulo Dias (PP), que agora concorre à reeleição. Ambos contam com o apoio incondicional de José Sarney (PMDB), que é senador pelo Amapá. E todos estão unidos a Lula e Dilma. É com gente com a qualidade dessa trinca que o Babalorixá pretende anular o Senado, conforme confessou ontem o pagodeiro Netinho de Paula (PC do B), também candidato a uma vaga.
Nota: Aqui é possível ver o vídeo em que Lula pede votos para Waldez Góes, preso pela Polícia Federal.
Do Estadão:
No dia 16 de junho deste ano, o senador José Sarney (PMDB-AP) elogiou em discurso no Plenário a gestão do ex-governador do Amapá e candidato ao Senado, Waldez Góes, preso na manhã de hoje em Macapá, capital do Estado, durante a Operação Mãos Limpas, deflagrada pela Polícia Federal (PF). O objetivo da operação é prender uma organização criminosa, composta por servidores públicos, agentes políticos e empresários, que praticava desvio de recursos públicos do Estado do Amapá e da União.
Sarney afirmou que Góes foi capaz de unir forças políticas, por seu “temperamento e espírito público” e fez uma administração pacífica. Waldez Góes, disse o senador, procurou governar em comum acordo com a bancada de deputados federais e senadores do Amapá, elaborando um plano de governo e realizando grandes obras. Ao fim do discurso, Sarney anunciou que Góes deixou o cargo para se candidatar a uma vaga no Senado.
Nota: A íntegra do discurso de Sarney pode ser lida aqui.
Do blog do Augusto Nunes:
O presidente Lula recita no comício de todos os dias que, além de instalar Dilma Rousseff no Planalto, o eleitorado precisa facilitar o trabalho da sucessora com a formação de um Senado controlado por amigos do governo. No caso do Amapá, por exemplo, Lula acha que não existe ninguém mais qualificado para representá-lo no Congresso que o ex-governador Waldez Góes, como fez questão de avisar no horário eleitoral do PDT.
A opinião do presidente foi endossada por José Sarney no discurso pronunciado no Senado em 16 de junho deste ano. Com a autoridade de Homem Incomum, o orador promoveu Waldez Góes a homem público exemplar. E comunicou à nação que gostaria de passar os próximos anos na companhia do segundo orgulho do Amapá.
Se continua pensando assim, Sarney terá de apresentar-se à Justiça, contar tudo e solicitar que a pena seja cumprida na mesma cadeia que hospeda, desde a manhã desta sexta-feira, o chefão Waldez e o resto da turma capturada pelos policiais federais engajados na Operação Mãos Limpas. Se Lula continua achando essencial a presença do amigo no Senado, terá de vestir o manto de padroeiro dos bandidos de estimação e operar outra vez o milagre da libertação dos culpados.
Depois de censurar o vídeo em que Collor apoia Dilma e Lula, o PT terá de proibir agora o vídeo em que Lula e Dilma apoiam Waldez.
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