>CAOS NO AMAPÁ – 6: "Afastai-vos de mim, malfeitores!"

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Ordo ab chao.
Na imagem acima é possível ver, além dos conhecidíssimos Lula, Dilma e Sarney, vários políticos aqui do Amapá, todos parte de uma estrovenga denominada “Comitê suprapartidário (sim, o correto é escrever junto) pró Dilma”. Chamo a atenção dos leitores para dois dos políticos em destaque no centro da imagem, marcados com o círculo vermelho. São o atual governador, Pedro Paulo Dias, candidato à reeleição, e o ex-governador, Waldez Góes, candidato a um lugar no Senado. Esqueçam os demais e guardem a imagem daqueles que, segundo autoridades federais, figuram como “estrelas principais” da operação “mãos limpas”, deflagrada pela Polícia Federal no Amapá (ver posts abaixo).
A prisão de Pedro Paulo, Waldez e dos demais investigados pelo STJ, feriu gravemente a estrutura de poder que governa o Amapá há oito anos, e que se preparava para garantir um novo mandato. Um esquema de corrupção como o apurado pela PF praticamente não encontra paralelo na história brasileira. Basta lembrar que, além do atual governador deste estado, apenas um outro foi preso durante o exercício do mandato: Roberto Arruda. Aliás, não é demais lembrar que o ministro Jorge Hage, da CGU, disse ver muitas semelhanças entre os dois casos…
Estou entre aqueles que, desde a primeira hora, desconfiou do grupo político organizado, primeiro, por Waldez e, depois da saída dele, mantido em funcionamento por Pedro Paulo. Inúmeras vezes escrevi sobre as mazelas sociais e políticas que assolam o Amapá, submetido a um domínio institucional tão amplo, que causaria inveja a um tirano como Hugo Chávez.
Em 2008, depois que o candidato indicado pelo grupo de poder representado por Waldez e Pedro Paulo venceu a eleição para a Prefeitura de Macapá, afirmei que apenas a OTAN poderia nos salvar. Nunca é demais lembrar que o prefeito então eleito, Roberto Góes, também foi ouvido pela PF no bojo da operação deflagrada ontem. Para onde quer que se olhe, o caos parece estar instalado.
Órgãos públicos como a Assembléia Legislativa, a Prefeitura e Scretarias de Estado foram lacrados pela Polícia Federal. Fala-se em um esquema de corrupção tão profundo, que o prejuízo para os cofres públicos já está estimado em cerca de R$ 820 milhões, um montante que, sem nenhuma demagogia, poderia facilmente transformar o Amapá num lugar melhor para se viver, afinal estamos num estado onde a saúde pública inexiste, a educação e a pior do Brasil e nem água tratada há nas torneiras dos cidadãos.
“Ordem a partir do caos”. Talvez essa seja a grande esperança que anima as pessoas de bem deste estado, depois dessa sexta-feira que passou. Acreditar que a prisão da mais alta cúpula do poder político do Amapá (e o STJ, creio, não emite uma ordem de prisão a menos que tenha elementos muito sólidos à mão…) pode, enfim, abrir as portas de uma “nova era”, parece ser o único caminho que restou. Como eu mesmo já escrevi no passado, apenas a esperança nos resta…
Não há surpresa.
O fato é que a operação de ontem da PF não surpreende ninguém. Era impossível não perceber que coisas muito erradas estavam acontecendo na administração pública do Estado. Basta olhar as mortes registradas na maternidade pública; a crescente taxa de homicídios (que transformou Macapá numa das capitais mais violentas do país); ou ainda o estado lastimável das estradas. É questão de pura lógica, e só quem se sentia confortável com a venda nos olhos poderia não ver o desastre.
O atual grupo de poder do Amapá, golpeado pela ação da PF, forma há muito uma aliança política que passa por Sarney e chega até o Presidente da República – e, por conseguinte, a Dilma Rousseff. Tudo dentro da lógica de aparelhamento da coisa pública, num processo que vai, dia após dia, lembrando cada vez mais o PRI, aquele partido mexicano que dominou a política a fim de se perpetuar no poder.
O lulismo, este kraken que usa seus tentáculos para destroçar as instituições democráticas, aliou-se, no Amapá, ao mesmo tipo de gente que foi buscar em outros lugares do país. O objetivo final sempre foi o mesmo: arregimentar apoio político para o projeto de hegemonia federal – seja com Sarney, Renan Calheiros, Collor, Requião, ou Waldez e Pedro Paulo. Condescender com a dilapidação dos entes locais era apenas parte do processo. Em outras palavras, aceitar que as instituições públicas de locais como o Amapá fossem enfraquecidas sempre foi visto pelo Planalto como “perdas aceitáveis” nessa “guerra” contra a democracia e o sistema de liberdades individuais.
Mas, repito: não há surpresa. Só os que têm os olhos vendados, e se escondem da realidade em nome do prestígio, do poder ou de tomar parte no esbulho da coisa pública, poderiam se dizer surpreendidos. E, ainda assim, tudo não passaria de mero truque retórico, no afã de afetar uma inocência que, sabe-se, não possuem.
Os desdobramentos político-eleitorais.
Qual o impacto que uma operação como essa terá nas próximas eleições? Se estivéssemos em São Paulo, Minas ou qualquer outro lugar “civilizado”, eu diria que o efeito seria devastador. Mas estamos no Amapá, e a história nos ensina a não menosprezar a capacidade que a sociedade daqui tem de escolher mal os políticos que a representam.
As autoridades presas deverão cumprir, a princípio, apenas os cinco dias da prisão temporária. Imaginem Waldez e Pedro Paulo voltando ao Amapá depois disso e desembarcando “nos braços do povo”, bradando sua inocência aos quatro ventos… Não! Eu definitivamente não me surpreenderia se ambos fossem eleitos para os cargos que disputam.
É evidente, porém, que os episódios dão um pouco mais de gás para os opositores, em especial Lucas Barreto e Camilo Capiberibe. Jorge Amanajás, creio, não ganhará nada com os episódios, afinal a Assembléia Legislativa, administrada por ele até outro dia, também é foco de investigações, tendo sido lacrada pela PF.
O poder democrático é aquele que pode vencer a iniquidade.
A Polícia Federal e o STJ, com a operação de ontem, limitaram-se a tirar de circulação, temporariamente, um grupo político que teria desviado recursos do Estado durante anos. Mas só a sociedade pode exterminar os envolvidos de uma vez por todas, impedindo-os de voltar a ocupar o controle da política local.
Todo lugar possui seus “maus políticos”. São Paulo pode ser lembrada por Maluf, e o DF por Arruda, por exemplo. Mas paulistas e brasilienses “aprenderam a votar” depois de conhecer do que aqueles políticos eram capazes. Maluf, em SP, não vence mais eleição majoritária nem pra síndico de prédio. O mesmo se dá com Arruda, em Brasília. Eu pergunto: o Amapá saberá banir, pelas urnas, seus detratores? Ou irá “absolvê-los por meio do voto”?
O aparelho de segurança do Estado, chamado a cumprir uma função institucional, não hesitou em prender, com todas as “honras de estilo”, algumas das figuras políticas mais importantes do Amapá. Cabe à sociedade, porém, dizer, por meio do seu voto, que quer ver “afastados os malfeitores” (Mt, 7, 23). Saberá fazê-lo? Ou escolherá, para sempre, a condição de vassala, servindo a práticas que dilapidam, pouco a pouco, sua própria liberdade?
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14 ideias sobre “>CAOS NO AMAPÁ – 6: "Afastai-vos de mim, malfeitores!"

  1. Anonymous

    >Só para melhorar a qualidade do seu post, sugiro duas correções:1- no 7º parágrafo, onde vc escreve "omicídios";2- no último parágrafo, vc escreve "não exitou". Se for derivação de êxito, não deveria ser apenas "exitou", sem o não? ou vc quis dizer "não hesitou"?

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  2. Yashá Gallazzi

    >Muito obrigado pelas observações! As correções foram feitas. Acho que muito da culpa pode ser atribuída ao sono (basta ver o adiantado da hora em que o texto foi escrito). Enfim, é bom ter leitores que contribuem para a melhora do blog.

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  3. Anonymous

    >Amigo, numa boa, acho que vc viajou um pouco: "aceitar que as instituições públicas de locais como o Amapá fossem enfraquecidas sempre foi visto pelo Planalto como 'perdas aceitáveis' nessa 'guerra'".Se pensarmos racionalmente, sem paixões e ideologias xiitas, concluiremos que essas grandes conspirações que vc sustenta simplesmente não funcionam. Seja para fazer o bem ou o mal, organizações muito grandes não costumam concordar sobre como agir. Vide o mensalão do PT que não tardou a ser descoberto. Enfim.Mas, obviamente, não é este o motivo do meu comentário. Queria (tentar) falar um pouco de forma isenta, o que, aliás, ainda não vi, sobre os últimos acontecimentos em nosso Estado.Primeiro sobre a PF, esta instituição que nos últimos anos vem sendo mais prestigiada pela população que o congresso e o judiciário; que age de forma teatral e midiática. Essa coisa de prender todo mundo (porteiro, secretária, motorista…) pra colher depoimento, não é razoável.Eu, que não sou advogado, diga-se, não poderia concordar com essa atuação irresponsável e enganosa da PF, que para a população mais leiga, parece estar punindo réus efetivamente culpados, quando, na verdade, está banalizando prisões. Por um momento, todos parecem esquecer que é preciso provar a culpa dos acusados e, sobretudo, que estes têm direito ao contraditório e ampla defesa, assegurado pelo art. 5º da CF. Pois é, amigo, não posso concordar com isso.E é claro que também não posso concordar com a canalhice daqueles que roubam dinheiro público. Pra saber que havia muita coisa errada nesse governo, bastava uma rápida olhada no Diário Oficial. Os que têm algum conhecimento sobre administração pública identificarão facilmente irregularidades. O que quero dizer com isso é que acredito, sim, que houve corrupção no governo de WG/PP e, sobretudo, neste caso investigado pela PF. Mas é preciso saber a participação de cada um dos envolvidos. Jogar tudo na mesma panela é irresponsável.Da mesma forma, não se pode apagar os progressos deste governo em relação aos anteriores. Sim, há muitas coisas a melhorar (e quando digo muitas coisas, quero dizer muitas mesmo), mas muita coisa já melhorou bastante. Não sei se vc é amapaense ou se viveu aqui tempo suficiente para ter o desprazer que conhecer o governo Capiberibe. De repente vc é muito jovem, não sei. Mas o fato é que na gestão Capi o Estado parou, a economia parou, o PDSA (cópia da Agenda 21, diga-se) era uma piada, pra inglês ver. E não me venham os seus defensores bradar que no governo do Capi não havia corrupção. Tivemos escândalos, sim. Basta uma forcinha pra lembrar. Teve muita gente que ficou rica, sim (vide Ceta Ecotel). Agora os militantes do PSB tripudiam e tentam tirar vantagem política da situação. A minha memória não é tão boa quanto eu gostaria, mas pra cima de mim, não!Em tempo: não gosto do Waldez e já não votaria nele antes dessa história. Como também não gosto do Capi, mas poderia/posso votar pra senador, pois reconheço seu valor como parlamentar, apesar de não ter aprovado sua gestão como governador.Exageros, de todos os lados, à parte, espero que o culpados sejam punidos e sinto muito pelo texto extenso. Meu poder de síntese não tá bom hj.Ah! Quase esqueço do Maluf. Ele se elegeu Dep. Federal em 2006 (mais votado do país, acho) e deve se reeleger agora. Quanto aos cargos majoritários, ele chegou a figurar em segundo lugar nas pesquisas do Datafolha de pré-candidatos ao governo de SP, com percentual entre 13% e 20%. Pode perguntar pro dr Google.O povo não aprende a votar!

    Resposta
  4. Anonymous

    >Amigo, numa boa, acho que vc viajou um pouco: "aceitar que as instituições públicas de locais como o Amapá fossem enfraquecidas sempre foi visto pelo Planalto como 'perdas aceitáveis' nessa 'guerra'".Se pensarmos racionalmente, sem paixões e ideologias xiitas, concluiremos que essas grandes conspirações que vc sustenta simplesmente não funcionam. Seja para fazer o bem ou o mal, organizações muito grandes não costumam concordar sobre como agir. Vide o mensalão do PT que não tardou a ser descoberto. Enfim.Mas, obviamente, não é este o motivo do meu comentário. Queria (tentar) falar um pouco de forma isenta, o que, aliás, ainda não vi, sobre os últimos acontecimentos em nosso Estado.Primeiro sobre a PF, esta instituição que nos últimos anos vem sendo mais prestigiada pela população que o congresso e o judiciário; que age de forma teatral e midiática. Essa coisa de prender todo mundo (porteiro, secretária, motorista…) pra colher depoimento, não é razoável.Eu, que não sou advogado, diga-se, não poderia concordar com essa atuação irresponsável e enganosa da PF, que para a população mais leiga, parece estar punindo réus efetivamente culpados, quando, na verdade, está banalizando prisões. Por um momento, todos parecem esquecer que é preciso provar a culpa dos acusados e, sobretudo, que estes têm direito ao contraditório e ampla defesa, assegurado pelo art. 5º da CF. Pois é, amigo, não posso concordar com isso.E é claro que também não posso concordar com a canalhice daqueles que roubam dinheiro público. Pra saber que havia muita coisa errada nesse governo, bastava uma rápida olhada no Diário Oficial. Os que têm algum conhecimento sobre administração pública identificarão facilmente irregularidades. O que quero dizer com isso é que acredito, sim, que houve corrupção no governo de WG/PP e, sobretudo, neste caso investigado pela PF. Mas é preciso saber a participação de cada um dos envolvidos. Jogar tudo na mesma panela é irresponsável.1/2

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  5. Anonymous

    >2/2Da mesma forma, não se pode apagar os progressos deste governo em relação aos anteriores. Sim, há muitas coisas a melhorar (e quando digo muitas coisas, quero dizer muitas mesmo), mas muita coisa já melhorou bastante. Não sei se vc é amapaense ou se viveu aqui tempo suficiente para ter o desprazer que conhecer o governo Capiberibe. De repente vc é muito jovem, não sei. Mas o fato é que na gestão Capi o Estado parou, a economia parou, o PDSA (cópia da Agenda 21, diga-se) era uma piada, pra inglês ver. E não me venham os seus defensores bradar que no governo do Capi não havia corrupção. Tivemos escândalos, sim. Basta uma forcinha pra lembrar. Teve muita gente que ficou rica, sim (vide Ceta Ecotel). Agora os militantes do PSB tripudiam e tentam tirar vantagem política da situação. A minha memória não é tão boa quanto eu gostaria, mas pra cima de mim, não!Em tempo: não gosto do Waldez e já não votaria nele antes dessa história. Como também não gosto do Capi, mas poderia/posso votar pra senador, pois reconheço seu valor como parlamentar, apesar de não ter aprovado sua gestão como governador.Exageros, de todos os lados, à parte, espero que o culpados sejam punidos e sinto muito pelo texto extenso. Meu poder de síntese não tá bom hj.Ah! Quase esqueço do Maluf. Ele se elegeu Dep. Federal em 2006 (mais votado do país, acho) e deve se reeleger agora. Quanto aos cargos majoritários, ele chegou a figurar em segundo lugar nas pesquisas do Datafolha de pré-candidatos ao governo de SP, com percentual entre 13% e 20%. Pode perguntar pro dr Google.O povo não aprende a votar!

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  6. Anonymous

    >2/2Da mesma forma, não se pode apagar os progressos deste governo em relação aos anteriores. Sim, há muitas coisas a melhorar (e quando digo muitas coisas, quero dizer muitas mesmo), mas muita coisa já melhorou bastante. Não sei se vc é amapaense ou se viveu aqui tempo suficiente para ter o desprazer que conhecer o governo Capiberibe. De repente vc é muito jovem, não sei. Mas o fato é que na gestão Capi o Estado parou, a economia parou, o PDSA (cópia da Agenda 21, diga-se) era uma piada, pra inglês ver. E não me venham os seus defensores bradar que no governo do Capi não havia corrupção. Tivemos escândalos, sim. Basta uma forcinha pra lembrar. Teve muita gente que ficou rica, sim (vide Ceta Ecotel). Agora os militantes do PSB tripudiam e tentam tirar vantagem política da situação. A minha memória não é tão boa quanto eu gostaria, mas pra cima de mim, não!Em tempo: não gosto do Waldez e já não votaria nele antes dessa história. Como também não gosto do Capi, mas poderia/posso votar pra senador, pois reconheço seu valor como parlamentar, apesar de não ter aprovado sua gestão como governador.Exageros, de todos os lados, à parte, espero que o culpados sejam punidos e sinto muito pelo texto extenso. Meu poder de síntese não tá bom hj.Ah! Quase esqueço do Maluf. Ele se elegeu Dep. Federal em 2006 (mais votado do país, acho) e deve se reeleger agora. Quanto aos cargos majoritários, ele chegou a figurar em segundo lugar nas pesquisas do Datafolha de pré-candidatos ao governo de SP, com percentual entre 13% e 20%. Pode perguntar pro dr Google.O povo não aprende a votar!

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  7. Yashá Gallazzi

    >Não vou discutir o que você pensa sobre a PF. É seu direito achar que ela faz operações midiáticas, assim como eu posso achar que ela faz muito bem em prender os bandidos.No mais, acho que você comete um erro tático de análise: quem aqui defendeu o governo Capi? Um dos maiores males do Amapá é esse maniqueísmo que reduziu o estado ao embate permanente entre Góes e Capiberibe. Eu não faço isso! Eu critico os desmando do atual grupo de poder porque, a meu ver, não há paralelo na história do país. Você acha que os últimos anos foram melhores que os anteriores? Ótimo! É a sua liberdade, amigo. Eu não acho. E não acho porque pouco me importa quantas obras o governo atual supostamente tenha feito. O assalto à coisa pública continua sendo algo sem precendentes.Sobre o Maluf, você não conseguiu contraditar meu argumento. Deputador é cargo proporcional, não majoritário. E sobre ter figurado entre os favoritos durante pesquisas de pré-campanha, dizer o quê? Pré-campanha não é eleição, meu caro.

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  8. Anonymous

    >Ótimas reflexões. Que nos ajudem a escolher, sem ganâncias e vaidades. As vítimas de tantos desmandos esperam isso. Que as investigações continum.PF neles!anna maria

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  9. Anonymous

    >1- A PF age de forma midiática. Essa não é minha opinião, é fato. Se vc concorda ou não com essa forma de agir, é outra história. Considero uma farsa prender gente pra colher depoimento, enquanto a população com menos instrução acredita se tratar de uma atribuição de culpa. Li a respeito, recentemente (embora partilhe deste pensamento há bastante tempo), uma matéria sobre o assunto, de onde, aliás, retiro parte de meus argumentos. Dê uma lida. Vale a pena:http://www.sinprfmt.com.br/conteudo.php?sid=65&cid=1057Se vc é dos que crê que a PF age de forma exemplar, sinal de que a propaganda dela tem dado certo. É uma pena, pois vc parece ter bastante censo crítico.2- Concordo com vc sobre o maniqueísmo existente no Estado. Agora leia de novo o que escrevi e procure onde está escrito que vc defende o Capi. A comparação que faço é justificada, inclusive, pelo que vc diz em sua resposta sobre os tais desmandos do grupo atual não ter paralelo na história do país… Por favor! Vc acredita mesmo nisso??? Isso é de uma ingenuidade sem tamanho. Dizer ainda que não importa quantas obras o governo atual tenha realizado, ignorar o que foi feito em razão da corrupção presente EM PARTE da máquina pública… Pelo amor de Deus. Aí já é radicalismo e seus argumentos perdem credibilidade por falta de isenção, pois o radical só enxerga o que quer.3- finalmente, voltando ao Maluf. O fato de ele ter aparecido bem nas pesquisas de pré-campanha demonstram de forma evidente que grande parte do povo de São Paulo ainda acredita nele. E não há nada que possamos fazer. Mas aparentemente não vamos evoluir sobre esse assunto.Em Tempo: 1) Eu sei que vc vai dizer, de novo, que é a minha opinião, mas quis comentar mesmo assim. Espero que cause reflexão, da mesma forma que o que vc escreve me causa. 2) Não é preciso vc publicar isso, pois parece mais uma conversa do que um comentário sobre seu post. 3) Não me identifico porque não tenho saco pra aturar o pessoal do PSB no meu pé, depois do que disse no outro comentário.

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  10. Anonymous

    >1- A PF age de forma midiática. Essa não é minha opinião, é fato. Se vc concorda ou não com essa forma de agir, é outra história. Considero uma farsa prender gente pra colher depoimento, enquanto a população com menos instrução acredita se tratar de uma atribuição de culpa. Li a respeito, recentemente (embora partilhe deste pensamento há bastante tempo), uma matéria sobre o assunto, de onde, aliás, retiro parte de meus argumentos. Dê uma lida. Vale a pena:http://www.sinprfmt.com.br/conteudo.php?sid=65&cid=1057Se vc é dos que crê que a PF age de forma exemplar, sinal de que a propaganda dela tem dado certo. É uma pena, pois vc parece ter bastante censo crítico.2- Concordo com vc sobre o maniqueísmo existente no Estado. Agora leia de novo o que escrevi e procure onde está escrito que vc defende o Capi. A comparação que faço é justificada, inclusive, pelo que vc diz em sua resposta sobre os tais desmandos do grupo atual não ter paralelo na história do país… Por favor! Vc acredita mesmo nisso??? Isso é de uma ingenuidade sem tamanho. Dizer ainda que não importa quantas obras o governo atual tenha realizado, ignorar o que foi feito em razão da corrupção presente EM PARTE da máquina pública… Pelo amor de Deus. Aí já é radicalismo e seus argumentos perdem credibilidade por falta de isenção, pois o radical só enxerga o que quer.3- finalmente, voltando ao Maluf. O fato de ele ter aparecido bem nas pesquisas de pré-campanha demonstram de forma evidente que grande parte do povo de São Paulo ainda acredita nele. E não há nada que possamos fazer. Mas aparentemente não vamos evoluir sobre esse assunto.Em Tempo: 1) Eu sei que vc vai dizer, de novo, que é a minha opinião, mas quis comentar mesmo assim. Espero que cause reflexão, da mesma forma que o que vc escreve me causa. 2) Não é preciso vc publicar isso, pois parece mais uma conversa do que um comentário sobre seu post. 3) Não me identifico porque não tenho saco pra aturar o pessoal do PSB no meu pé, depois do que disse no outro comentário.

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  11. Amapaense honesto

    >Eu concordo com todas as críticas feitas ao Amapá, mas será que não exagerou na parte que ligou o caos daqui aos planos de Lula e do PT? Será mesmo que o presidente dá tanta importância assim ao Amapá?

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