>Operação mãos limpas: dono da Amapá Vip enriqueceu com contratos.

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Um dos pivôs do suposto esquema de desvios de recursos públicos no Amapá, o empresário Alexandre Gomes de Albuquerque usou ganhos de sua empresa de vigilância –que mantém contratos com diversos órgãos do Estado– para prosperar como empresário, construir um parque aquático, comprar imóveis e carros de luxo
Assim como o governador Pedro Paulo Dias (PP) e o ex-governador Waldez Góes (PDT), ele foi preso pela Polícia Federal na última sexta na Operação Mãos Limpas.
A empresa dele, a Amapá Vip, foi contratada irregularmente pela Secretaria da Educação por R$ 2,6 milhões mensais, segundo o Ministério Público Estadual, que viu superfaturamento. 
Em troca, disse a Promotoria com base em depoimentos de um servidor, parte desse dinheiro voltava na forma de um “mensalinho” de até R$ 100 mil para o ex-titular da pasta Adauto Bitencourt, ex-coordenador de campanha de Góes e também preso. 
De acordo com a PF, esses desvios de recursos para Educação foram o “modelo” que os investigados usaram para implantar o suposto esquema em outros órgãos.
Arrecadando milhões por mês, há pouco mais de um ano Albuquerque resolveu investir num excêntrico parque aquático, em um bairro pobre de Macapá
Chamado, segundo o vigia do local, Amapá Park, o local foi apelidado de “Cabeção”. O motivo é que, para entrar no parque, os carros têm de passar pela “boca” de uma escultura na forma da cabeça de um leão. O parque deveria ser inaugurado após as eleições, mas a data deve adiada.
Outra fonte de lucro de Albuquerque é uma empresa chamada Delta Administração, Comércio e Serviços Ltda., que funciona no mesmo local da Amapá VIP. Segundo um funcionário da empresa de vigilância, a Delta presta “serviços gerais”.
Segundo o Portal da Transparência, do governo federal, em 2009, a empresa ganhou R$ 1 milhão num programa para “erradicação da mosca da carambola”.
O gestor estadual do dinheiro foi a Superintendência de Agricultura e Pecuária, que, segundo a PF, é suspeito de participar de fraudes.
Albuquerque também costuma desfilar em Macapá em carros de luxo –já foi visto numa Ferrari e numa BMW.
A empresa de segurança de Albuquerque mantinha contrato, até ao menos 31 de julho, com o próprio Ministério Público Federal do Amapá, que investiga o esquema de corrupção. Em junho, a Amapá Vip recebeu, pelo contrato, R$ 21.362, 87.
A Folha não localizou o advogado do empresário. Ele já havia afirmado que os contratos públicos são legais.
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