>Oráculo do Amapá.

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 *O texto abaixo foi publicado originalmente no dia 12/9. Acho que merece uma reedição agora – ficará no topo do blog até o final do dia. Sim, estou me tornando “imodesto”. Consolo-os dizendo que não foi o sucesso que me estragou. Sempre fui insuportável.
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Querem saber? Modéstia às favas! Eu sou o “Oráculo do Amapá”! O que isso quer dizer? Bem, em termos de status social, nada… Ser o oráculo do Amapá é quase tão importante quanto ser um carteiro na Botswana… Mas, ainda assim, eu tenho tal título e quero ostentá-lo!

Há coisa de dois anos atrás eu escrevi um texto onde falei sobre o “atual grupo político que tomou de assalto as instituições públicas do Amapá”, e sobre aquilo que já então parecia um claro “projeto familiar de poder”. Pois bem, agora vejam abaixo algumas das informações trazidas por uma matéria de hoje do Estadão, com detalhes importantes sobre a “Operação mãos limpas”, que culminou com a prisão de vários políticos do Amapá, dentre os quais o governador Pedro Paulo, o ex-governador Waldez Góes e a ex-primeira-dama Marília Góes:
“As investigações da Operação Mãos Limpas encontraram fortes indícios de que o loteamento do governo por parentes do ex-governador Waldez Góes (PDT) e do governador Pedro Paulo Dias (PP) garantia a perpetuação do esquema de desvio de recursos públicos
“(…) Essa “montagem” da cúpula administrativa do Amapá por meio de vínculos familiares é sintomática do propósito de assegurar a estabilidade da atividade criminosa, e, consequentemente, da existência de uma quadrilha no âmbito da administração daquele estado.”
Como vocês podem ver, as críticas que fiz lá atrás, em 2008, são bastante parecidas com o que foi dito pelo Estadão hoje. Isso porque as mazelas sócio-políticas do Amapá sempre estiveram claras. Sempre foram incontroversas. Só não as via os que mantinham seus olhos vendados…

Pois vejam que apesar de falar coisas que, segundo o Estadão, foram comprovadas por uma investigação minuciosa da PF e do STJ, eu fui muito criticado em 2008. O meu texto de então foi considerado “muito forte”, já que, aos olhos de alguns, “atacava autoridades políticas locais”. Lembro até de conversas que travei à época, quando ouvi de gente academicamente titulada que eu “tinha exagerado”; que eu “não sabia o que estava dizendo”; que eu “precisava respeitar quem representava os poderes públicos”

Ah, as voltas que o mundo dá… Eu estava certo! Minhas observações de então, citadas novamente logo acima, no segundo parágrafo deste post, se mostraram absolutamente condizentes com o que foi apurado até o momento pela segunda mais alta corte de justiça do país! Errado estava quem ficou contra os fatos! Quem desistiu de observar o óbvio, aquilo que sempre esteve claro à luz do dia.
Mas não pensem que alimento qualquer tipo de ranror. Que nada! Isso é para os fracos! Como sou um homem bom, já estou de braços abertos, pronto para receber as devidas desculpas… Você, que discutiu comigo à época, que divergiu de mim sobre as críticas que fiz então, que achou exagero tudo o que eu dizia sobre o atual grupo de poder do Amapá, não fique tímido agora. Pode me procurar pedindo desculpas que, prometo, não vou tripudiar. Todos podem errar. Menos, é claro, o “Oráculo do Amapá”…
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2 ideias sobre “>Oráculo do Amapá.

  1. Joelma Bandeira

    >Apesar de não ter conhecido seu texto na época, venho lhe prestar as devidas congratulações e me orgulhar que de ter sido uma de suas "teacher". Na verdade, o que vc via todos viam, talvez faltasse coragem pra anunciar a todos os desmandos. Até porque uma das formas de estar no poder aqui é aplicar a lei da mordaça. Como ex território federal ainda temos aqui a herança de vícios da ditadura militar. Quem sabe depois do caos reconstruimos valores melhores.l

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  2. Passado Brasileiro

    >Ola, conforme lhe disse, gostaria de fazer um convite em participar do Passado Brasileiro. Nele tento contar um pouco da história do nosso passado sempre apontando o nosso presente. Veja as atualizações do site. Gostaria muito de te-lo como comentárista ou ate mesmo como colunista. Agradeço sua atenção. passadobrasileiro@gmail.com fico no aguardo.

    Resposta

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