>Eleições 2010 – Datafolha: Dilma cai e chance de segundo turno aumenta.

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A seis dias da eleição, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, já não tem mais garantida a vitória em primeiro turno, revela nova pesquisa Datafolha realizada ontem em todo o país.
Segundo o levantamento, Dilma agora perde votos ou oscila negativamente em todos os estratos da população
Nos últimos cinco dias, Dilma perdeu três pontos percentuais entre os votos válidos (exclui brancos, nulos e indecisos) que decidirão o pleito. Ela recuou de 54% para 51% –e precisa de 50% mais um voto para ser eleita. 
Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, Dilma pode ter 49% dos votos válidos. Ou 53%, o que a levaria ao Planalto sem passar por um segundo turno eleitoral. 
Ainda considerando os votos válidos, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, apenas oscilou positivamente, de 31% para 32%.
Marina Silva, do PV, também oscilou positivamente dentro da margem de erro. Passou para 16%, ante os 14% que tinha na última pesquisa, realizada entre os dias 21 e 22 de setembro.
Houve queda ou oscilação negativa para a candidata escolhida pelo presidente Lula para sucedê-lo em todos os estratos da população, nos cortes por sexo, região, renda, escolaridade e idade.
Uma das maiores baixas (queda de 5% nas intenções de voto) se deu entre os que ganham de 2 a 5 salários mínimos (entre R$ 1.020,00 e R$ 2.550,00). Cerca de 33% da população brasileira se encaixa nessa faixa de renda.
Dilma vem perdendo votos desde a segunda semana de setembro. Foi quando o escândalo envolvendo tráfico de influência na Casa Civil levou ao pedido de demissão de sua ex-principal assessora, Erenice Guerra.
De lá para cá, o total das inteções de voto em Dilma caiu de 51% para 46%. Já a soma de seus adversários subiu de 39% para 44%.
Considerando somente os votos válidos, a diferença entre Dilma e os demais candidatos despencou de 14 pontos há duas semanas para dois pontos agora.
A pesquisa mostra também que houve forte “desembarque” da candidatura Dilma entre as mulheres (queda de 47% para 42%) e entre os eleitores mais escolarizados, com curso superior.
Na simulação de segundo turno entre Dilma e Serra, a vantagem da petista também caiu. No levantamento anterior, Dilma tinha 55% das intenções de voto. Agora, tem 52%. Serra, que antes tinha 38%, agora tem 39%.
Comento:
É evidente que a conjuntura continua apontando Dilma como favorita. Afinal das contas, ela é a candidata do presidente mais popular da história do universo tal qual o conhecemos… Mas não deixa de ser animador o cenário para quem se opõe a este governo.
Pessoalmente, este blog nunca negou que a candidatura Dilma deveria ser tratada com respeito. O candidato do governo – em especial de um governo popular – deve sempre ser respeitado. Por outro lado, também nunca entrei na onda de desespero que pretendia entregar os pontos antes da hora. O jogo precisa ser jogado! Sempre me fiz a seguinte pergunta: se Lula nunca venceu no primeiro turno, por que o poste dele venceria? E ainda há outras: quem disse que Dilma leva São Paulo? Ou o sul? Não! Era muito cedo para entregar os pontos.
É hora de se esforçar mais do que noca pelo segundo turno, onde, dadas as pesquisas do momento, bastaria a Serra “roubar” sete pontos de Dilma para vencer. Este blog está, mais do que nunca, firme e forte na campanha!
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Uma ideia sobre “>Eleições 2010 – Datafolha: Dilma cai e chance de segundo turno aumenta.

  1. Anonymous

    >É isso. A campanha e o PSDB precisaram e precisam tomar algumas bordoadas para aprenderem que eleição não se ganha antes e não se perde antes dos resultados da urnas. Entraram numa mornidão desde quando Serra pontuava. E continuaram mornos quando a adversária disparou. Caso tivessem mantido o ritmo, a situação de hoje teria sido debelada lá atrás. Claro que Dilma subiria, mas para 51%? Não trata-se de ficar brigando com pesquisas. Mas, não é candidata para ter tanto, mesmo considerando a máquina e a popularidade de Lula. Um pouco mais de empenho e as coisa poderiam ser pau a pau, voto a voto, mas sem a diferença acima de 20 pontos que ocorreu até recentemente. No momento a campanha governista está na defensiva. O partido e campanha têm de motivar os simpatizantes, cobrar empenho dos aliados, soltar a militância na rua. O candidato tem cacife. Então, é hora da demarragem.

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