Declaração de voto – II: em quem eu gostaria de votar.

Se você não caiu neste post por acidente, já sabe como está deprimente a realidade eleitoral do Amapá. Se não sabe, leia minha declaração de voto e chore ao ver que sou obrigado pelas circunstâncias a votar quase que inteiramente em branco. Praticamente não há opções dignas de escolha por aqui. Por isso inventei este texto, para dividir com vocês os meus “votos ideais”. Ora, se eu já escrevi declração de voto pro velhote McCain, mesmo não tendo votado, de fato, nele, posso também fazer “declaração de voto” para candidatos de outros estados, né? Vamos lá!

Deputado Estadual: Depois de ler este post do Da CIA, conheci Ricardo Salles, o único candidato do país que parece não ter medo de se declarar como sendo “de direita”. Isso, a meu ver, já é motivo de sobra pra reconhecer a coragem do rapaz, afinal nessepaiz qualquer um que não beije a cruz do pogreçismo politicamente correto é logo chamado de feio, bobo e mau feito pica-pau. Salles, candidao pelo DEM em São Paulo sob o número 25200, defende a redução do tamanho do Estado, a liberdade econômica, a meritocracia e a propriedade. Puxa, como seria bom poder votar em alguém assim, que defende sem medo as mesmas coisas nas quais acredito! Torço para que Salles tenha sucesso porque o Brasil precisa de uma direita política séria e eleitoralmente viável. Chega de ver um número infinito de candidatos brigando pelas bandeiras da esquerda! Todas as maiores e melhores democracias do mundo têm partidos e políticos de direita. Isso é essencial para o debate político. Se pudesse, votaria em Ricardo Salles para Deputado Estadual.
Deputado Federal: Olhem, acho que a safra brasileira tá ruim, heim? Difícil demais escolher… Mas, vendo as opções, decidi-me por Walter Feldman, do PSDB de São Paulo. O trabalho de Feldman junto aos governos estadual e municipal, sempre primando pela atuação séria e eficiente. Esteve envolvido em alguns dos projetos mais importantes de São Paulo nos últimos anos, o que o credencia, a meu ver, a estar na Câmara dos Deputados.
Senadores: Um dos meus “votos” vai para Demóstenes Torres, candidato pelo DEM de Goiás. Nestes tempos “lulescos”, em que a moralidade e a legalidade parecem relegadas definitivamente à lata de lixo da história, é importante ter no Senado Federal um político que se pauta pela defesa da Constituição, da democracia e do sistema de liberdades individuais. O outro “voto” vai para Raul Jungmann, do PPS de Pernambuco. Além da atuação parlamentar sempre séria e honesta, Jungmann também teve a coragem de apresentar FHC no seu programa eleitoral, defendendo a atuação de um governo que, ao implementar o Plano Real, deu o maior golpe na miséria da história do Brasil. Só por isso merece o meu “voto”.
Governador: Eu adoraria ser paulista pra votar em Alckmin e ajudar a aplicar a surra que o petismo mais sentirá. Mas as circunstâncias me levam a declarar “voto” em Raimundo Colombo, candidato ao governo de Santa Catarina pelo DEM. Colombo enfrenta a máquina dos Amin, a máquina petista federal e, ainda, a traição do establishment tucano, que o abandonou à própria sorte no início da campanha. Mesmo assim, Colombo conduziu uma campanha sério, propositiva e muito política, mostrando a verdadeira face do petismo ao povo catarinense. Saiu de um terceiro lugar para a possibilidade real de vencer já no primeiro turno! Este blog se une a muita gente boa (Coronel, Nariz Gelado, Hugo Agg e CIA) e se coloca na torcida por Raimundo Colombo!
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2 ideias sobre “Declaração de voto – II: em quem eu gostaria de votar.

  1. Rafael Leite

    >Sugestão: pq vc não faz uma análise caso não fosse permitido o voto branco/nulo. Ou seja, vc teria q votar em alguém. Dessa forma, vc teria q escolher o "menos pior"… Quem seriam estes menos piores pra vc no governo, senado, câmara e AL do amapá?! Fica este desafio…

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  2. Yashá Gallazzi

    >Rafael, se fosse extinto o direito de votar em branco, a democracia em si já estaria prejudicada. O voto branco é parte importante dela, pois serve para que o eleitor diga que nenhuma das opções serve.Na minha opinião, as presentes eleições aqui do Amapá não oferecem um "menos pior". A coisa está realmente péssima! Pode ser um problema apenas meu, do meu pessimismo exacerbado? Até pode. Mas o fato é que, aos meus olhos, nenhum merece levar meu voto. Por isso o voto em branco.Se viesse a ser aprovada uma lei abolindo o voto branco (que é muito diferente do nulo), a democracia em si já estaria ferida de morte. Eu, em tal caso, ficaria em casa no domingo. Me absteria de tomar parte na bagunça.

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