>O retrato da "subcultura" progressista.

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Fazia tempo que eu não encontrava um texto pra esculhambar aqui no blog. Achei hoje! Trata-se do artigo escrito por um tal de Candido Mendes, para a Folha de São Paulo. Quem ele é? Não tenho idéia! No rodapé, naquela notinha biográfica tradicional, o sujeito desfila seu currículo para 300 talheres, dizendo-se “Secretário-geral da Academia da Latinidade”, o que quer que tal porcaria signifique (deve ser um centro especializado em estudar Anonio Banderas, Penélope Cruz e companhia…). Ah, quase esqueci! O sujeito é membro da Academia Brasileira de Letras. Por que isso é importante? Bem, considerando a péssima escrita dele, serve para que tenhamos uma boa idéia do lixo que é a literatura nacional atualmente. Transcrevo abaixo alguns trechos dos garranchos dele, intercalados com comentários meus (íntegra, para assinantes, aqui).
O balanço do processo eleitoral e a iminente vitória de Dilma já levam a inevitáveis revanchismos, todos a escrutinar possíveis contradições na personalidade da candidata. Ou inquirir sobre a sua religião, como condição “sine qua non” para o programa de governo.
Puxa, “iminente vitória de Dilma”? Quanta objetividade do sujeito, não? Quanto – como direi? – “distanciamento”. Quanta, enfim, imparcialidade… Sabem o que é, porém, mais engraçado? Mesmo depois de iniciar dessa forma, o cara ainda tentará afetar alguma neutralidade diante do pleito que se avizinha, como vocês verão mais adiante.
Pequena nota sobre a trapaça retórica dele: ninguém cobra informações sobre a personalidade e a religião de Dilma como condições sine qua non para o programa de governo. É mentira! Cobra-se porque é justo que a favorita a ocupar o cargo mais importante da República diga ao povo o que pensa sobre temas cruciais. E a posição de cada um diante do direito à vida é, sim, algo crucial. No mais, seria impossível cobrar de Dilma qualquer coisa como condição sine qua non para o programa de governo, afinal a ex-terrorista nunca apresentou um!
(…) Interrogar-se-á o eleitor sobre o caráter ou a venalidade do pretendente ao poder, ou a sua conduta contrária ao pluralismo de ideologias ou de culturas.
Vamos às urnas pela primeira vez com o crivo da Ficha Limpa e da proscrição das políticas de clientela, do cinismo imperturbável no exercício do governo.
E aí, quem quer tentar interpretar o que o sujeito quis dizer acima? Santo, Deus! Quando essa gente aprenderá a escrever? “Proscrição das políticas de clientela”? Que porcaria é essa?!
Este amadurecimento reforça esse imperativo democrático e do que garante só ele, no ganho das liberdades e do Estado de Direito.
É o quê? “Este amadurecimento” reforça o quê?! Cadê a lógica, a linearidade do – permitam-me usar a palavra… – “pensamento” dessa pessoa?! Se um sujeito assim é secretário-geral daquela estrovenga de latinidade, fico pensando qual não será o nível do analfabetismo da peãozada que ali atua…
Dilma foi à luta armada, no confronto com o autoritarismo militar.
Atenção agora! Acima temos a única verdade (compreensível) escrita pelo sujeito em todo o texto. Dilma, de fato, lutou contra o regime militar. Isso é histórico. Está documentado. Ninguém pode negar. A informação que falta – e que o pogreçismo sempre sonega do público é outra: Dilma lutou contra os militares por quê? O que queria a então militante da VAR-Palmares? Ora, queria substituir uma ditadura pela outra!
Os panteões nacionais não distinguem entre verter-se, ou não, sangue em nossa história pelo prevalecimento de princípios.
Já li redações de ensino fundamental (do tipo “como foram as minhas férias”) muito melhores do que o amontoado de rabiscos que esse sujeito enviou à Folha. E não estou exagerando! Longe disso! Experimentem ler o que vai acima e descobrir alguma lógica no encadeamento das palavras. Não há nenhuma!
Está em causa a determinação primeira desses protagonistas no inconformismo com o estado de coisas, destruidor desse bem comum, indispensável à cidadania.
Qual é “esse bem comum”, homem?! Vá ter aulas de redação antes de se arvorar a ser um pensador. Ridículo! Esse é o nível da gentalha que defende a candidatura de Dilma, a ex-terrorista. Eu suponho que Candido Mendes entendeu tudinho que a petista disse ontem, no debate… Deve até ter ficado fascinado ao descobrir, por meio da sapientíssima fala de Dilma, que “na Inglaterra tem ingleses”…
A chegada de uma guerrilheira ao Planalto responde à integração em nosso passado recente, na mesma e longa conquista pelas primeiras liberdades num país de todos. A luta contra o governo militar antecedeu o mesmo empenho da saída do limbo dos “sem nada”.
“Guerrilheira” uma ova! Chame as coisas pelo nome, homem! Vista-se de coragem e defenda o legado da sua candidata! Dilma foi terrorista, sim! E não é assim porque eu quero (ou porque sou considerado reacionário e direitista). É assim porque esses são os fatos. Ou alguém que participa de um grupo famoso por promover assaltos, sequestros e até mesmo ASSASSINATOS DE CIVIS seria outra coisa, que não um terrorista? Civis, eu disse? Sim, isso mesmo! É assim que essa gente combatia os militares: mutilando e matando pessoas inocentes! O Brasil quer votar nela? Quer torná-la Presidente da República? Que seja! Mas que isso seja feito sabendo-se da verdade.
A maturação, a longo prazo, da consciência nacional passou pelo confronto com a ditadura, no mesmo ímpeto da superação do descarte social escandaloso do país, a permitir a criação do PT. E este nasceu desta conjugação da ação sindical e da Igreja da Libertação, inspirada no Vaticano 2º.
Eu gostaria de pedir pra ele definir o que seria a “maturação a longo prazo da consciência nacional”, mas entendi logo lá no primeiro parágrafo que o texto em questão não está escrito em português… Candido Mendes é, diria eu, um homem iluminado pelo Espírito Santo: ele se expressa em “línguas estranhas”!
No mais, é verdade que o PT nasceu da união entre o sindicalismo e a teologia da libertação. Mas é uma mentira deslavada que qualquer dessas coisas tenha tido a mínima inspiração no Concílio Vaticano II! Tudo trapaça do autor do texto, desesperado por apresentar arrimos históricos às asneiras que escreveu. 
Não há que se pedir declarações formais de crença a Dilma.
Ué, por quê? Qual o problema em querer saber qual a fé da principal favorita à Presidência? Ora, é natural que o assunto desperte interesse, afinal o Brasil é um país majoritariamente cristão e, portanto, formado por pessoas que têm fé!
Na verdade, a frase acima só mostra mais um trambique retórico de Candido Mendes. Ele, como todo pogreçista que se preza, está tentando balizar o debate, estipulando quais temas podem ser abordados, e quais devem ser descartados. O objetivo? Deixar na mesa de discussão apenas a agenda que o agrada. Assim funciona a noção de democracia dessa gente.
(…) A luta pela vida, por outro lado, é inseparável do desmonte de estruturas sociais que a sufocam, na marginalidade sem remédio.
Pelo amor de Deus, eu juro a vocês que raras vezes li um texto tão mal escrito! O que diabos viria a ser essa “marginalidade sem remédio”? Envergonhe-se, homem! Também achei curioso ele falar em “luta pela vida”… Interessante ver o contorcionismo que os pogreçistas fazem para enquadrar em tal expressão a defesa do… aborto! Meus caros, eu não pretendo que ninguém espose a minha posição. Estamos num mundo livre! Querem defender o aborto? Que o façam! Mas não venham tentando dizer que isso seria “defender a vida”, porque… bem… NÃO É! Ou bem se defende a vida, ou bem se defende o aborto.
E é sintomático que as campanhas antiaborto exprimam uma consciência que só vai ao dever particular e nunca se acompanha do clamor pela justiça social, a primeira das verdades evangélicas.
Ai, ai… Além de Candidato Mendes, o homem das “latinidades”, só Edir Macedo usou a Palavra de Deus para defender o aborto. O que eu acho disso? Bem, acho que vão todos pro inferno! Mas, vocês sabem, eu sou um “conservador obscurantista”, não é mesmo? Pogreçistas, humanistas e modernos são Candido Mendes e Macedo, que lutam pelo direito de se matar bebês…
Não deixa de ser curiosa a referência do sujeito à tal “consciência que só vai ao dever particular”… Ora, toda consciência é particular! Quando se sai disso para um pensamento coletivo, não há mais consciência! A consciência é, por sua própria natureza, aquilo que lembra o indivíduo de seus deveres… particulares! Para o restante há as leis e demais normas (escritas, ou não) que regem o convívio social.
O desagravo revanchista do país “do bem”, nestes últimos dias, descamba em ilações fáceis: Dilma, porque guerrilheira, comunista; ou obrigada a declarações de fé que não lhe cobram as responsabilidades de um bom governo.
“Revanchista” por quê? A eleição já terminou? Dilma já foi eleita? E que história mentirosa é essa de falar em “ilações”? Ilações uma pinóia! Dilma não foi comunista porque guerrilheira. DILMA FOI COMUNISTA PORQUE… FOI COMUNISTA! Isso é matéria de fato, homem! A organização terrorista de Dilma militava no campo comunista! Ela que admita isso e viva com o peso do seu passado espúrio! O resto é conversa mole.
Sobre essa história de que o importante é exigir um “bom governo”, digo o seguinte: eu, pessoalmente, já acharia bom um governo onde o chege maior não fosse um terrorista!
Deparamos, sim, nas perguntas sobre a crença da candidata a marca ainda renitente desta subcultura brasileira, dos conformismos do velho Brasil. E, para os católicos do Vaticano 2º, exige-se de Dilma o que é estritamente próprio ao exercício político, a responder ao que pede o imperativo do bem comum, à consciência dos homens.
“Deparamos nas perguntas a marca”? Ai, meu Jesus cristinho… O que diabos quer dizer “deparamos na marca”?! O próprio Lula, em pessoa, escreveria algo melhor e mais lógico. Esse homem é uma vergonha!
E essa crítica do sujeito aos “conformismos do velho Brasil”, heim? A quem estará ele se referindo? Pelo que me consta, o tal “velho Brasil” está todo com Dilma! Todinho! É só lembram quem é a candidata de Collor, Renan Calheiros, Sarney, Maluf e Jader Barbalho, por exemplo. Estão todos pendurados no lulo-petismo. Mas eu sei o que pensa Candido Mendes. Ele acha que quem beija a cruz pogreçista se torna um iluminado, alguém digno de não ser chamado de “subcultura brasileira”. Pra ele, “velho Brasil” é aquele formado por pessoas honradas, que rejeitam o terrorismo e o aborto. Collor, Maluf e companhia? Ah, não! Esses são a nova vanguarda da mudança!
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