>Papa condena o aborto e pede que bispos orientem os fiéis.

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Aos católicos que ainda não entenderam direito a responsabilidade que lhes pesa sobre os ombros nesta eleição presidencial, sugiro uma leitura atenta da carta que o Papa Bento XVI escreveu aos bispos brasileiros do Regional Nordeste 5. Trata-se de um verdadeiro libelo moral; um norte de valores para o eleitor católico. Abaixo transcrevo alguns trechos (a íntegra está aqui):
“(…) Nos nossos encontros, pude ouvir, de viva voz, alguns dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.
(…) O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).
Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, consequência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vita, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambiguidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo” (ibidem, 82).
(…) Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).
(…) Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve “encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política” (Caritas in veritate, 56). (…)
Comento: O Santo Padre foi impecável! O que vai acima é impossível de ser contestado tanto do ponto de vista teológico, quanto político. E mais: serve para calar a boca de todos os que dizem que a Igreja Católica não poderia orientar politicamente os seus fiéis. Bem, pode. Aliás, deve! O texto do Sucessor de Pedro deveria ser estampado e publicado em todas as igrejas do Brasil. Mais que isso: os padres, diáconos, bispos e ministros deveriam ser chamados à responsabilidade e divulgar as palavras do líder espiritual de todos os católicos. O povo de Deus precisa ser lembrado de sua responsabilidade moral mais importante!
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5 ideias sobre “>Papa condena o aborto e pede que bispos orientem os fiéis.

  1. Anonymous

    >sou católico praticante, mas nao sou boi nem jumento pra ser conduzido a urna eleitoral, por determinação do papa, do rei, do delegado,etcc.Meu voto é livre, soberano, pessoal e mais importante, SIGILOSO.

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  2. Leandro

    >Católico que não segue as direções morais e espirituais indicadas pelo papa?Realmente… o liberalismo e o modernismo tomaram de assalto a Igreja no Brasil!E ainda se dizem "católicos"Católico praticante? O que diabos significa isso?

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  3. Anonymous

    >Cstólico praticante sim: aquele que crê em Deus e em seus mandamentos, que ama o próximo, que defende a vida e que naõ ADMITE O "SANTO PADRE" silenciar sobre a pedofilia no clero. Lendro te pergunto: Dilma lider em todas as pesquisas, o Brasil apresenta menor taxa de desemprego de sua história, as reservas externas batem recordes e hoje descobriu-se mais uma grande reserva do pré sal, baseado nisso te pergunto: Deus está do lado de quem? Dilma ou Serra ( que de manha ora com os evangélicos, a tarde com os católicos e a noite ascende vela pro diabo) tenha paciencia? acorde filho o mundo é aqui e agora.

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  4. ArkAngel

    >Deus está do lado da VERDADE!E a verdade diz claramente àqueles que querem ouvir: eleger Dilma e sua alcatéia é dar carta branca para aqueles cujo objetivo não é outro senão o bem estar daqueles que prestam vassalagem ao Demônio-mor, Lula.Quanto a questão sobre "Deus está ao lado de quem", responderei com outra pergunta: numa guerra, Deus está ao lado de quem? Quem souber me responda.

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  5. Eduardo Araújo

    >Meio extemporâneo, mas não dá para deixar passar esse comentário imbecil do anônimo acima.Primeiro é de se estranhar um "católico praticante" referir-se ao Papa com a ironia mal dissimulada na expressão escrita entre aspas. Depois, como todo bom esquerdista, naquilo de mais nojento que essa corja produz, mente cínica e descaradamente ao insinuar que o Papa silenciou sobre os casos de pedofilia de clérigos católicos. Típico, bastante típico da malta esquerdista que domina o país: mentem, omitem dados relevantes para a correta compreensão de um fato ou inventam outros, deturpam as palavras dos oponentes e ainda são pretensiosos ao extremo, na linha do burraldo-mor que repete à exaustão o bordão idiota "nunca antes na história desse país", como se a história brasileira começasse com ele, o burraldo-mor e seu partido de cretinos amestrados.Leandro foi certíssimo. Apenas retificaria que a Igreja não foi tomada, exatamente, de assalto. Isso foi um processo gramsciano, bem cozinhado ao longo de décadas. De assalto, estamos sendo tomados nós ao perceber tardiamente a contaminação marxista no seio da religião.

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