>Meu país não abriga assassinos! – Para quem deseja entender a sério o "caso Battisti".

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Eu não sei por qual de seus notáveis feitos o governo Lula será lembrado no futuro. Talvez pela idéia (que nem foi originalmente dele, diga-se) de unificar os tais programas sociais; talvez pelo mensalão; talvez pelo recorde intergaláctico de ministros demitidos em decorrência de escândalos… Difícil dizer. Mas sei como os últimos oito anos ficarão na minha memória: Lula será sempre lembrado como o sujeito responsável por me fazer sentir vergonha de ser brasileiro!
A decisão de dar abrigo ao terrorista italiano Cesare Battisti, tomada no apagar das luzes da “era Lula”, atirou este país numa lata de lixo, e fez o Itamaraty lamber a latrina da história. Essa gente que nunca me representou, conseguiu ir além e cruzar um limiar importante: não sinto mais o menor orgulho de me dizer “brasileiro”.
Esqueçam a cantilena estúpida dos esquerdistas. Isso não tem nada de ideológico! Não me oponho a Battisti porque ele é “de esquerda”. Me oponho a ele porque sou um ser humano! E O TERRORISMO DESSE CANALHA É UM ATAQUE CONTRA TODO O MUNDO CIVILIZADO!
Debato com prazer o “caso Battisti” com qualquer um, desde que o interlocutor esteja informado sobre os fatos. Não me venham aqui fazer apologia dos – como é mesmo que eles dizem? – “guerrilheiros”. Pro diabo com isso! A maioria dos esquerdistas que defende esse sujeito miserável sequer sabe como se desenrolou a história. Faço uma rápida síntese:
Battisti e seu grupo armado – os Proletários Armados pelo Comunismo – foi responsável, diretamente, pelo massacre da família Torregiani. De forma livre e consciente, tramou-se o assassinato do comerciante Pier Luigi Torregiani, num atentado que vitimou toda a família dele. O filho, Alberto, Está numa cadeira de rodas há mais de 30 anos, em decorrência dos ferimentos!
Pois bem, quem era Pier Luigi Torregiani? O que ele fez para “merecer” a ira de Battisti e seu grupo terrorista? Terá sido um direitista fanático? Terá sido um fascista que caçava comunistas no passado? Nada disso! Segundo palavras do próprio grupo de Battisti, o “crime” de Torregini foi ser um… comerciante!
Durante um assalto ocorrido no estabelecimento comercial de Torregiani, um dos bandidos foi morto pelo comerciante, que reagiu à agressão. O grupelho de Battisti não considerou o ato perpetrados pelos bandidos como um assalto. Em vez disso, definiu-o como sendo a ação de “jovens que, não tendo cedido à extorsão do trabalho assalariado, escolheram o caminho da reapropriação”. Sim, é isso mesmo! O assalto a um comerciante não era visto como crime pelos vagabundos liderados por Battisti, mas como uma “reapropriação”. A linguagem sociopata não está sequer escondida, mas escancarada.
Por isso Pier Luigi Torregiani foi morto. Por isso sua família foi dizimada. Por isso seu filho Alberto está inválido, numa cadeira de rodas. Simplesmente porque um grupo de criminosos decidiu que ele não tinha o direito de defender sua propriedade da ação de… outro grupo de criminosos! Ele deveria se submeter à tal “reapropriação”, presumo.
Eu pergunto: o que há de crime político no que vai acima? O que Battisti e o PAC fizeram foi um crime hediondo comum! E por isso foram devidamente processados e julgados segundo as leis da democracia italiana. Sim, isso mesmo! Naquela época, não havia mais nem sombra de fascismo na Itália, que já vivia uma democracia sólida há tempos. O Estado de direito democrático italiano julgou e condenou Battisti à prisão perpétua. É o que países decentes fazem com terroristas assassinos. O Estado de direito democrático do Brasil deu abrigo ao facínora, e caminha para colocá-lo em liberdade. É o que nações vagabundas, baixas e rasteiras fazem.
Insisto: se alguém conseguir me provar – com base em fundamentos jurídico-legais – que Battisti cometeu um CRIME POLÍTICO, e que por isso está sendo PERSEGUIDO na Itália, eu escrevo uma retratação e endosso a decisão de Lula. A questão é que ninguém conseguirá fazer isso, por o vagabundo foi preso, processado, julgado e condenado por múltiplos homicídios comuns, perpetrados em nome de uma “vingança” sórdida alimentada por uma sociopatia paranóica.
O terrorista Battisti, que por decisão do governo Lula estará livre para viver numa casa ao lado da sua, leitor, não passa de lixo humano! É a escória do mundo! Está no último degrau da cadeia alimentar. E o Brasil, por meio da ação abominável de Lula, foi igualado a ele. Osama Bin Laden pode pedir proteção ao governo do PT agora, eu suponho. Vou além: estivesse na Presidência durante a segunda grande guerra, Lula provavelmente teria manifestado apoio ao regime nazista, afinal ele sempre se mostrou pronto a emprestar sustentação política a todos os facínoras do mundo!
A democracia italiana continua dando exemplo pro mundo e agindo dentro da legalidade. Agora, prometeu apresentar recurso ao STF, na esperança de que a decisão do Executivo seja revista. É o caminho que há para ser trilhado. Todos os que respeitamos a democracia e o sistema de liberdades individuais, esperamos que a Suprema Corte brasileira apague da história deste país essa mancha pútrida.
Da minha história, como indivíduo, porém, ela jamais será apagada. Eu tinha duas nacionalidade: a brasileira (pelo nascimento em território nacional) e a italiana (pelo sangue dos meus pais). Agora tenho apenas uma! Minha pátria não se presta a abrigar terroristas assassinos. Ela os processa, julga e condena. Essa não é apenas uma conclusão racional, mas derivada dos sentimentos; dos valores morais. Afinal, um ser humano é também fruto dessas coisas. Um ser humano, eu disse. Não animais como Battisti. Nem os animais do governo brasileiro, que escolheram abrigá-lo.
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3 ideias sobre “>Meu país não abriga assassinos! – Para quem deseja entender a sério o "caso Battisti".

  1. Nelson'

    >É, realmente, infundamentada essa decisão do famigerado ex-presidente.Nunca antes na história destepaiz se enalteceu tanto um calhorda e suas calhordices…VERGONHA!

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  2. Anonymous

    >E o que exatamente o sr. pretende fazer para demonstrar que deixou de ser um cidadão brasileiro? (a) cancelar o seu título eleitoral ou simplesmente deixar de votar e justificar por três eleições seguidas; (b) Pedir exoneração do MPF, afinal, se vc não é mais brasileiro, não há motivos para continuar a ser remunerado por essa republiqueta, não é mesmo?

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  3. Yashá Gallazzi

    >Se o anônimo estivesse preocupado em ENTENDER o que escrevi, não apenas em ler pura e simplesmente as palavras, teria notado que quando falei em não mais me sentir brasileiro, fiz questão de esclarecer que a decisão era "derivada dos sentimentos; dos valores morais".Mas isso envolveria compreender metáforas, coisa que gente curta de inteligência não consegue…O tal anônimo deveria saber que nem é mais necessário cancelar o título eleitoral, por graças à grandiosa justiça brasileira (e eu estou sendo irônico, já que com ele é melhor explicar tudo…) ele é dispensável…Quanto a pedir exoneração, bem… só posso supor que o sujeito esteja interessado na minha vaga… Coisa mais feia!

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