>Leitura indicada: Sol Moras.

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O Sol Moras escreveu dois posts ES-PE-TA-CU-LA-RES dando umas belas traulitadas em Noam Chomsky e Emir Sader. Vou transcrever abaixo só alguns trechos, mas vocês tem de prometer que vão até o blog dele, ler tudo na íntegra, beleza? Então lá vai:
(…) A natureza das sociedades contemporâneas é capitalista. Estão assentadas na separação entre o capital e a força de trabalho, com aquela explorando a esta, para a acumulação de capital.Por que o capital é separado do trabalho? O capital é o resultado – se tudo der certo – do trabalho, o capital não surgiu do éter pra “explorar” os trabalhadores.
(…)Para que fosse possível, o capitalismo precisou que os meios de produção –na sua origem, basicamente a terra – e a força de trabalho, pudessem sem compradas e vendidas. Daí a luta inicial pela transformação da terra em mercadoria, livrando-a do tipo de propriedade feudal.” Ainda bem que a propriedade privada acabou com o feudalismo, não? (…)E o fim da escravidão, para que a força de trabalho pudesse ser comprada.Contabilizando aqui: o capitalismo acabou então com o feudalismo e com a escravidão. Continue, por favor.
(…) O capitalista remunera o trabalhador pelo que ele precisa para sobreviver – o mínimo indispensável à sobrevivência -, mas retira da sua força de trabalho o que ele consegue, isto é, conforme sua produtividade, que não está relacionada com o salário pago, que atende àquele critério da reprodução simples da força de trabalho, para que o trabalhador continue em condições de produzir riqueza para o capitalista.” Essa é boa, o “capitalista” é tão malvado que paga ao trabalhador apenas e tão somente o “mínimo necessário pra que ele sobreviva” e possa então ser “explorado” ad infinitum. Mas como se calcula esse “mínimo necessário”? Um Bolsa-Família? 540 reais? 1.000 reais? E as pessoas que, como o Emir, ganham mais do que isso, também recebem apenas o “mínimo necessário”? Ou isso varia de pessoa pra pessoa?
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(…) Na década de 20, os trabalhadores americanos não tinham nem uma fração dos direitos dos trabalhadores europeus, mas tinham muito mais bens. É um país muito livre, mas extremamente opressivo.” Eis a vaibe de um partido como o PSOL, que juntou socialismo e liberdade sem medo de ser feliz. Os EUA, segundo o Chomsky, são “um país muito livre, mas extremamente opressivo”. Tem como explicar isso ou a contradição virou uma forma válida de argumentação? O fato dos trabalhadores europeus terem um monte de “direitos” no papel não garante – como ele mesmo admite – esses direitos; frases (leis) num livro (constituição) não garantem automaticamente uma “vida digna a todos” nem que haja muita “vontade política” (imposição). Sorry, a culpa não é minha e nem sua. Tem também a discussão de como seria essa “vida digna a todos”, mas vamos em frente. “Porque o governo federal é a única força suficientemente forte para enfrentar os interesses das corporações. Não, o governo federal é a única força suficientemente forte pra se aliar de maneira simbiótica com as corporações amigas pra impedir o funcionamento livre do mercado.
(…) O governo Reagan, por exemplo, informou à comunidade de business que não iria seguir as leis e deixou claro para as corporações que elas podiam demitir trabalhadores e não precisavam cumprir as leis. Quando o Chomsky ficar insatisfeito com o serviço da sua diarista, ele vai pedir licença pro Obama pra demiti-la? É o pensamento da caneta mágica: se houver uma lei determinando que ninguém pode ser demitido, o desemprego desaparecerá. Cuba tentou essa fórmula e foi esse sucesso todo que o Fidel hoje em dia reconhece. Essa é uma sociedade dirigida pelo business e boa parte do business são instituições totalitárias. A Coca-Cola é “totalitária” em que sentido? Como é que o McDonald’s oprime o cidadão? (…)
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P.S.: Lembrem do nosso acordo e corram lá pro blog do Sol Moras!
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