>Defesa do terrorista Cesare Battisti reclama de "golpe de Estado". São uns cínicos!

>

Transcrevo abaixo a nota à imprensa divulgada por Luís Roberto Barroso, advogado do terrorista italiano Cesare Battisti, intercalada com alguns comentários meus.
A defesa de Cesare Battisti não tem interesse em discutir a decisão do Ministro Peluso pela imprensa mas, como é próprio, irá fazê-lo nos autos do processo, com o respeito devido e merecido.
Vamos ver se entendi: a defesa não tem interesse em discutir a decisão pela imprensa, preferindo – como é correto – fazê-lo nos autos. Ora, então a tal nota à imprensa deveria ser encerrada só com o parágrafo acima! Mas quê… Todos sabemos que eles querem, sim, discutir o assunto na imprensa, não é mesmo?  
 
A manifestação do eminente Ministro Peluso, no entanto, viola a decisão do próprio Supremo Tribunal Federal, o princípio da separação de poderes e o Estado democrático de direito. 
Blá, blá, blá… Mimimi… Qualquer um que tenha cursado direito sabe que a retórica empregada acima é usada sempre! Mesmo quando o cliente está errado e o julgado certo, a defesa parte pra esse papo.
 
O Excelentíssimo Senhor Presidente do STF votou vencido no tocante à competência do Presidente da República na matéria. Ainda uma vez, com o respeito devido e merecido, não pode, legitimamente, transformar sua posição pessoal em posição do Tribunal.
Epa! Aí a coisa se torna trapaça retórica, destinada a enganar os incautos. Cesar Peluso não tentou transformar sua posição pessoal em posição do Tribunal. O STF decidiu sobre a competência para aceitar – ou negar – o pedido de extradição do terrorista defendido por Roberto Barroso. Já o ministro Presidente do STF decidiu sobre a soltura imediada dele. O que diabos uma coisa tem a ver com a outra? Nada! Mas como quase ninguém entende o riscado, a defesa de Battisti tenta “ganhar no grito”…
 
Como qualquer observador poderá constatar da leitura dos votos, quatro Ministros do STF (Ministros Marco Aurélio, Carlos Ayres, Joaquim Barbosa e Carmen Lúcia) entenderam que o Presidente da República poderia decidir livremente. O quinto, Ministro Eros Grau, entendeu que, se o Presidente decidisse com base no art. 3, I, f, do Tratado, tal decisão não seria passível de revisão pelo Supremo. O Presidente da República fez exatamente o que lhe autorizou o Supremo Tribunal Federal, fundando-se em tal dispositivo e nas razões adiantadas pelo Ministro Grau. 
“Decidir livremente” é o escambau! Olha o douto senhor Roberto Barroso trapaceando de novo! O STF decidiu que Lula poderia decidir de acordo com o tratado de extradição. Livremente my ass!
 
A manifestação do Presidente do Supremo, sempre com o devido e merecido respeito (afirmação que é sincera e não meramente protocolar), constitui uma espécie de golpe de Estado, disfunção da qual o país acreditava já ter se libertado.
Ai, ai… Esses adevogados são uma graça, não é mesmo? Primeiro ele diz que respeita o Presidente do STF – fazendo questão de dizer que fala sinceramente! -, mas depois o acusa de praticar um… golpe de Estado! Vixe! Vamos lá, senhor Roberto Barroso: cadê o golpe? Deixe de lado a linguagemrebuscadapraencherlinguiça e aponte fatos, pra variar. Em que a decisão do ministro Cesar Peluso ameaçou a ordem democrática? Ou as liberdades e garantias individuais? A construção acima feita pelo advogado de Battisti é tão ridícula quanto inútil. Só serve mesmo como embaixadinhas pra torcida pogreçista que se formou no Brasil a favor do terrorista.
 
Não está em jogo o acerto ou desacerto político da decisão do Presidente da República, mas sua competência para praticá-la.
Segundo a mente torta de Roberto Barroso, se o Presidente decide, todo o resto do país se curva. Eu suponho que ele não levantaria objeção alguma a um decreto presidencial que – sei lá… – decidisse pelo fechamento do Congresso… Afinal, “não está em jogo o acerto ou desacerto político da decisão”, não é mesmo?
 
Trata-se de ato de soberania, praticado pela autoridade constitucionalmente competente, que está sendo descumprido e, pior que tudo, diante de manifestações em tom impróprio e ofensivo da República italiana.
Vamos ver direito isso: a República democrática italiana processou e condenou, segundo as regras do due process of law (NR: devido processo legal, caso o ilustre causídico não saiba…), Cesare Battisti, um assassino. O Brasil, por declarada afinidade ideológica com o criminoso cliente de Roberto Barroso, decidiu oferecer abrigo a Battisti. Mais que isso: pessoas do governo brasileiro declararam várias vezes duvidar do regime democrático italiano, insinuando que Battisti seria “perseguido” se voltasse para lá. Isso é golpe! Isso é ato aberto de hostilidade.
 
De mais a mais, as declarações das autoridades italianas após a decisão do Presidente Lula, as passeatas e as sugestões publicadas na imprensa de que Cesare Battisti deveria ser seqüestrado no Brasil e levado à força para a Itália, apenas confirmam o acerto da decisão presidencial.
Num texto de tão poucos parágrafos, inúmeras trapaças retóricas. Que coisa feia, seu Roberto Barroso! Quem insinuou que Battisti deveria ser sequestrado no Brasil?! Onde está escrito isso?! Percebo que o ilustre adevogado tem passado muito tempo junto com seu cliente…
 
Em uma democracia, deve-se respeitar as decisões judiciais e presidenciais, mesmo quando não se concorde com elas.
Perfeito! Brilhante! Isso quer dizer que Vossa Senhoria vai instruir seu cliente a se entregar para a democracia italiana, a fim de finalmente respeitar a decisão judicial prolatada contra ele? Ou é só mais uma firula redacional vazia, como todo o raciocínio exposto nesta nota ridícula?
Anúncios

2 ideias sobre “>Defesa do terrorista Cesare Battisti reclama de "golpe de Estado". São uns cínicos!

  1. João Pedro Mello

    >Qualquer coisa que contrarie estes esquerdistas é "tentativa de golpe de Estado", vide mensalão. Associa-se isso aos anos de chumbo e o argumento acaba convencendo alguém.

    Resposta
  2. Fusca

    >Realmente é um absurdo, o desgoverno invertendo a lei e os princípios de uma democracia: protegendo assassinos como Battisti, culpando as vítimas e criando leis pró-crime, como as leis de Lula e agora Dilma procurando liberar o "pequeno" tráfico (uns 10 quilos !?!?, um absurdo em qualquer país, menos no país de Dilmula).Abaixo a ditadura, abaixo a camarilha que se apossou do Brasil!

    Resposta

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s