>O paradoxo do "faxineiro-burguês".

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Eu não levo a sério o socialismo, simplesmente porque ele não tem a menor lógica. Sério! Experimentem apanhar as teorias dos socialistas, e tentar, racionalmente, aplicá-las na prática. É simplesmente impossível, e nem é necessário esfregar nas fuças dos amigos esquerdistas os 30 milhões de mortos do regime soviético, ou os 70 milhões de mortos da China Maoísta. Basta apresentar o sujeito àquilo que chamo de paradoxo do faxineiro-burguês. Vamos entender o que é isso, shall we?
Segundo o seu amigo socialista, todo trabalhador é “explorado”, porquanto obrigado a vender sua força de trabalho em troca do “mínimo indispensável para sua subsistência”. Na cabecinha deles, o patrão é sempre um explorador que se aproveita da mão-de-obra do empregado/explorado para levar vantagem – a tal da “mais-valia”…
Pois bem, considerando isso, imaginem um faxineiro contratado para limpar o chão de um McDonald’s, sujo de maionese por famintos burguesinhos-fiilhos-de-papai-alienados-exploradores-e-de-olhos-azuis. Segundo o seu amigo socialista, o pobre faxineiro é um explorado, alguém cuja força de trabalho é garantia de lucro para ricaços donos de uma multinacional imperialista duzamericânu. Ele não vai querer saber se o faxineiro ganha seu salário certinho no fim do mês, porque esse salário será sempre apenas aquele “mínimo indispensável pra subsistência”, enquanto que o patrão/explorador fica lá, nadando na banheira da “mais-valia”. O amiguinho fã de Che Guevara também não quer saber se antes de ser faxineiro o sujeito era um indigentem que vivia muito pior, porque para ele aceitar a “condição de explorado” é sempre mais danoso. Também não adianta argumentar dizendo que o faxineiro está feliz com o emprego e com o salário, porque o amigo socialista dirá que isso é “alienação decorrente da opressão exercida pela classe dominante”.
Esqueça tudo isso! Apresente ao sujeito o já mencionado paradoxo: o tal faxineiro do McDonald’s é um burguês! Como?! Simples: se ele é explorado porque “vende seu trabalho em troca de algum dinheiro” – em vez de ser o dono da sua força de trabalho (aka: “meio de produção) -, ele também é um explorador quando gasta o salário. Explico.
Chega o final do mês e o faxineiro recebe aquele “mínimo indispensável para a subsistência” e abandona suas vestes de proletário explorado, partindo pra missão de explorar a geral. Ora, se o McDonald’s é explorador quando contrata a força de trabalho do faxineiro, o faxineiro também é explorador quando vai na padaria e compra alguns pães, usando parte da grana que recebeu. Ou quando vai no bar e explora o português do balcão a fim de conseguir uma cachacinha. Ou, ainda, quando contrata aquele primo vagabundo que não arruma emprego em lugar nenhum pra limpar o quintal, só pra dar aquela força. Em todos os casos temos o faxineiro explorando a “força de trabalho” de outras pessoas, sempre em troca de algum dinheiro.
“Ah, mas é diferente!”, gritará aquele amiguinho socialista. É? Como? Cadê a diferença? Ele responderá dizendo que quando o pobre faxineiro explorado compra uma caninha na esquina, ou paga alguém pra dar uma guaribada no quintal, há uma – atenção agora! – “troca voluntária”.
Aí chega a hora de perguntar a ele: mas por que, então, não se pode considerar como sendo uma “troca voluntária” a relação empregatícia existente entre o faxineiro e o McDonald’s, que fornece àquele a grana que ele precisa pra comprar pão, tomar uma cachaça e até dar uma força pro primo desocupado?
[Neste momento atente para a boca entreaberta do socialista, que estará louco da vida pra responder, mas completamente desprovido de qualquer argumento lógico. Não se surpreenda se ele partir pro caminho mais fácil, e sair dizendo que tudo isso é coisa que a “grande mídia” inventa pra enganar a “massa proletária explorada”. Será o sinal de que você venceu a discussão.]
Pronto, está resolvida a questão. Com apenas algumas frases lógicas e objetivas, você destroçou por completo TODA a teoria marxista, e seu amigo socialista, se alguma inteligência tiver, já pode usar aqueles volumes todos de O Capital como pesos de papel. A sinuca de bico ideológica na qual você atirou o sujeito só deixa a ele dois caminhos:
A) Ele reconhece que estava falando besteira, e que o faxineiro não é explorado, mas apenas realiza uma troca voluntária do seu trabalho pelo salário, garantindo assim a grana do pão e da cachaça;
B) Ele teima que o faxineiro é explorado por um patrão burguês, e, por lógica, fica obrigado a admitir que o mesmo faxineiro, quando gasta o “mínimo indispensável para a subsistência” no boteco está, também, explorando outros.
Em qualquer um dos casos, as certezas do amigo socialista, adquiridas ao longo de anos de estupros mentais sofridos no ensino médio e na universidade, terão ruído sob o peso dos fatos e da lógica, e ele estará quase curado da sociopatia. Faltará apenas reconhecer que Fidel Castro é um vagabundo, que o mensalão existiu e que Cesare Battisti deveria ser devolvido às autoridades italianas.
A luta continua! Pelo fim da estupidificação geral das massas!
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3 ideias sobre “>O paradoxo do "faxineiro-burguês".

  1. chapolin colorado

    >puxa, cara, você descobriu a roda, hein? Parabéns, estou emocionado: você merece um prêmio em economia política! Descobriu que no capitalismo a exploração se dá em todas as classes, hein? Quanto tempo levou pra chegar a esta conclusão?por acaso você já descobriu também um conceito chamado "valor de uso" e outro chamado "valor de troca"?

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  2. andre luiz

    >Ei Chapolin, depois dessa "dissertaçao" do Yashá acho que nem David Ricardo e Adan Smith ousariam falar em Liberalismo.O cara foi além da roda e chegou ao fogo.

    Resposta

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