>Frei Betto, um apaixonado por Fidel Castro, critica o "fascismo" americano.

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Poucos intelequituais brasileiros são mais divertidos que Frei Betto. Esse senhor, um cubanófilo declarado, não encontra motivos para criticar a maior e mais duradoura tirania da América Latina, nem se sente na obrigação de condenar Fidel Castro, o maior assassino que já caminhou sobre as terras deste continente. Em vez disso, prefere desfilar seu “humanismo” num texto contra os Estados Unidos. Ele pede uns bons chutes nas fuças, e isso é algo que não se nega a ninguém. Ao trabalho!
Caldo de cultura é quando fico atado a um videogame treinando matar figuras virtuais. Segundo a Newsweek, o videogame mais vendido nos EUA em 2010 foi o Grand Thief Auto 3 (O grande roubo de carros 3).
Um baita jogaço, por sinal! Aliás, uma tristeza que aflige este vosso criado: eu não sou tão bom em GTA quanto gostaria… Preciso me esforçar ainda mais!
O jogador progride quanto mais crimes comete. Se o jogador rouba um carro e mata um pedestre, a polícia passa a persegui-lo. Se atira no policial, o FBI aparece. Se assassina o agente federal, os militares entram no caso… 
Insinuar que jogar GTA torna o sujeito um meliante compulsivo é, na melhor das hipóteses, uma asneira. Da mesma forma que não meu torno um craque do futebol simplesmente por arrebentar no Winning Eleven, também não preciso ser considerado um homicida em potencial só porque sento na frente do console pra dirigir um carro.
Caldo de cultura é quando meu irmão luta no Afeganistão, assim como meu pai fez no Iraque e meu avô no Vietnã. 
Ah, a tradição… Uma das maravilhas do povo americano, que falta – e muito! – aos brasileiros.

Caldo de cultura é, aos 23 anos, entrar numa loja e comprar, sem a menor burocracia, uma pistola Glock 9mm e um pente extra que me permite disparar 33 tiros seguidos sem precisar descarregar – como fez Jared Lee Loughner, em Tucson (Arizona), no sábado, 8/1, matando 6 pessoas, entre as quais o juiz federal John M. Roll, e ferindo gravemente várias, inclusive a deputada democrata Gabrielle Giffords. 

Betto pretende atribuir a tragédia do Arizona à facilidade com que se compra uma arma de fogo em algumas cidades americanas. Besteira! Simplesmente comprar uma arma não quer dizer nada, afinal uma Glock 9mm não mata ninguém, não é mesmo? É sempre preciso que apareça um lunático disposto a puxar o gatilho… A trapaça retórica de Betto é muito simples de ser evidenciada: ocorrem mais crimes violentos no Arizona, onde qualquer um compra legalmente uma pistola? Ou no Rio de Janeiro, onde há inúmeras restrições para se adquirir uma arma dentro da lei? A resposta óbvia nos leva à seguinte conclusão: o calhamaço legal do Brasil, que restringe a liberdade dos indivíduos de portar armas dentro da legalidade, não contribui para evitar os crimes. Pelo contrário: aqui eles são mais frequentes do que alhures. 

Os EUA estão num impasse. A eleição de um presidente negro com discurso progressista não foi digerida por amplos setores racistas e conservadores.

Sério?! Bem, vamos relembrar como foi a votação de Obama, shall we? O Cristo-de-ébano ganhou entre os negros e… entre os brancos! Cadê o racismo duzamericânu, seu Betto?! Dá pra trazer fundamentações concretas pra sua argumentação, ou vamos só ficar nos clichês antiamericanos de sempre?
O que deu origem ao mais recente caldo de cultura fascista -o Tea Party, liderado por Sarah Palin, ex-governadora do Alasca e candidata a vice-presidenta pelo Partido Republicano em 2008. 
E lá vamos nós… Os pogreçistas simplesmente não conseguem viver se não tiverem um Satã pra chamar de seu. Antes do advento de Obama, o Messias negro, o demônio encarnado era o tal jórji búxi, responsável por todos os males do mundo – da guerra no Iraque, ao rebaixamento do Corinthians; do aquecimento global, à eliminação do Flamengo da Libertadores… Agora, o posto de inimigo público número 1 dos “humanistas” é de Sarah Palin. Seu crime? Ser conservadora…

O movimento Tea Party situa-se à direita do Partido Republicano. Para seus adeptos, as liberdades individuais estão acima dos direitos coletivos.

Dizer mais o quê? TEA PARTY PRA GOVERNAR O MUNDO!!! Um movimento politicamente organizado defendendo que o indivíduo esteja acima de quaisquer coletivismos? I rest my case!

Embora muitos sejam contra a guerra, eles coincidem com os ultramontanos ao reprovar a união de homossexuais e a legalização de imigrantes, e defender a abstinência sexual como o melhor preservativo ao risco de aids.

E por que ser contra a união entre homossexuais, por exemplo, seria algo ruim? Trata-se de uma posição política, e o Tea Party tem direito a ela. Eu, de minha parte, não me oponho à união civil entre homossexuais, nem à imigração. Mas reconheço que é possível haver pensamentos diferentes a este respeito, e respeito o que o Tea Party acha. Isso se chama convivência democrática, mas é evidente que Frei Betto não entende nada disso, afinal ele apóia Cuba…
Agora um detalhe importante: a abstinência sexual é o melhor preservativo! E não é assim porque eu ou o Tea Party queremos. É assim porque assim são os fatos! Qual a melhor maneira de não morrer atropelado? Ora, não sair na rua! Qual a melhor maneira de não morrer num acidente de avião? Não entrar em um. E qual é a melhor maneira de não contrair AIDS? Bem, I rest my case de novo!
Percebam: não estou dizendo que essa é a solução, nem defendendo que as pessoas se tranquem em suas casas e abandonem as viagens aéres e o sexo. Só estou falando que pregar a abstinência e a monogamia deve, sim, ser considerado como uma das alternativas na luta contra a AIDS. Mas é claro que o pogreçismo não quer isso, afinal trata-se de algo muito “conservador e reacionário”, não é mesmo?

Obama é uma decepção para muitos de seus eleitores. Nas eleições legislativas de novembro foi alta a abstenção entre jovens, negros e latinos que nele votaram. Não parece saber lidar com a crise econômica que afeta o país desde 2008. Muitos perderam suas casas devido ao estouro da bolha especulativa; 8,5 milhões de trabalhadores ficaram sem emprego e 8 milhões carecem de seguro-desemprego. O próprio governo admite que em 2012 a taxa de desemprego ultrapassará 8%. 

Então o cara tá fazendo tudo errado? Critica ele “di cum força”, seu Betto! Não fica acanhado, nesse “mimimi” simplório. Entra logo de voadora na costela, igual na época do búxi, lembra?

Malgrado o Nobel da Paz, Obama não pôs fim às guerras no Iraque e no Afeganistão; não reduziu a ameaça terrorista; não avançou no quesito ambiental; não melhorou as relações com Cuba; não reformou o projeto de lei de imigração; e não tem segurança de que sua reforma da saúde será aceita pelo atual Congresso.

[Essa é a hora em que entra no palco o ex-Presidente americano, segurando um cartaz onde se lê: MISS ME YET?]

Hoje, os EUA estão mais à direita do que na eleição de Obama. No pleito de novembro, o Partido Republicano avançou 63 cadeiras. Agora, são 242 deputados republicanos e 193 democratas.

E só um idiota não teria previsto isso. A coisa toda chega a ser aborrecida, de tão óbvia: Obama ganha prometendo salvar o mundo (sim, ele fez isso! Disse até que “o nível dos mares pararia de subir”!!!), mas, evidentemente, não consegue. Aí os adversários dele crescem. É a mais pura lógica em ação.

Obama sente-se encurralado. Não ousa como Roosevelt nem inova como Kennedy.

Olha, cá entre nós, ainda bem! Ousar como Roosevelt – o Franklin – significaria endividar ainda mais a já combalida economia americana. Inovar como Kennedy significaria… bem, nada! No mais, porquanto seja evidente que não tenho lá muita simpatia por nenhum dos dois ex-Presidentes citados, é importante dizer que Obama não se assemelha a eles simplesmente porque não se compara a eles!

Já agradou os republicanos ao contrariar sua promessa de campanha e anunciar, a 6 de dezembro, a prorrogação dos privilégios tributários aos mais ricos, herança da era Bush. Deu um Papai-Noel de US$ 4 trilhões à elite usamericana.

Que estrovenga é a palavra “usamericana”?! A nova modinha do vocabulário pogreçista? Em vez de “estadunidense”, agora falam “usamericana”? Francamente, essa turma é mesmo muito maluca!

E reduziu de 6,2% para 4,2% o imposto recolhido da folha de pagamento e destinado a financiar a Seguridade Social, agora com menos US$ 120 bilhões! 

Reduziu impostos? Esse Obama é esperto! Já, já recupera a popularidade perdida. Os americanos sabem que menos impostos é algo sempre salutar.

E o Senado, onde os democratas mantêm maioria, desaprovou, a 18 de dezembro, a legalização de 11 milhões de indocumentados que vivem nos EUA.

Ai, meu Jesus Cristinho! “Indocumentados”?! Essa novilíngua pogreçista não cansa de surpreender, heim?

A democracia fica ainda mais ameaçada desde que a Suprema Corte, há um ano, deu sinal verde para as grandes corporações financeiras abastecerem o caixa dois das campanhas eleitorais.

O que ele chama de grandes corporações abastecendo caixa 2, é, na verdade, um financiamento de campanha feito sem dinheiro público. Entendo que Frei Betto não goste disso, afinal ele é petista… Essa turma só quer o financiamento público, pra usar cada vez mais o nosso dinheiro em suas campanhas eleitorais – sem, é claro, deixar de recorrer ao caixa 2 por baixo dos panos…

Estima-se que nas eleições de novembro os republicanos angariaram US$ 190 milhões, e os democratas a metade.

De novo vemos apenas a boa e velha lógica em ação. Os Republicanos eram favoritos e estavam em alta, logo conseguiram mais doações. É assim em todo lugar do mundo, ou Frei Betto não sabe que Dilma foi quem mais recebeu dinheiro para a campanha eleitoral do ano que passou?

E a turma da privatização da saúde contribuiu com US$ 86,2 milhões para tentar boicotar a reforma proposta por Obama ao setor.

Ah, que inveja desses americanos… Lá eles têm uma “turma da privatização” agindo abertamente no mundo político, defendendo a redução do Estado. Como seria bom se no Brasil também houvesse algo parecido…

Em suma, o modelo usamericano de democracia é refém do dinheiro.



E olha esse “usamericano” maroto aí, de novo! Eu não consigo acreditar que alguém leia a sério um texto que contenha tais – como direi? – “neologismo…
A democracia americana é refém do dinheiro? É, sim! Que lástima, heim? Bom mesmo é a ditadura cubana, refém da falta de papel higiênico…

O novo Congresso vai bater forte na tecla de corte de gastos do governo.

E a minha inveja desses – como é mesmo que Betto diz? – “usamericanos” só aumenta…

Isso significa, num país em crise, reduzir os serviços sociais e multiplicar a exclusão social e a criminalidade.

É… Pouca exclusão social e quase nenhuma criminalidade a gente vê mesmo é no Brasil, onde não há corte de gastos, e o Estado aumenta a cada dia sua participação na vida econômica, não é mesmo, seu Betto?

Inclusive a dos fanáticos como Loughner, convictos de que as cabeças que não pensam como as deles merecem uma única coisa: bala.

De bala na cabeça esse Frei Betto entende! Basta lembrar que morre de amores por Fidel Castro e Che Guevara, dois dos maiores homicidas da história latinoamericana.
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5 ideias sobre “>Frei Betto, um apaixonado por Fidel Castro, critica o "fascismo" americano.

  1. Arthurius Maximus

    >Frei Beto é um idiota. Enviou um monte de cartas descendo o sarrafo no Lula e no PT para, na eleição, abraçar e indicar a candidatura Dilma. Provavelmente impulsionado por uma nova boquinha no governo.Deixou de ter relevância quando foi esculachado pelo Dalai Lama ao vivo no Jô Soares, ao tentar fazer o Dalai Lama cair numa pegadinha. A resposta dada pelo líder budista fez com que ele confessasse a má intenção e ainda pedisse perdão publicamente depois de ver o Jô e a platéia aplaudirem de pé a resposta do Lama.Resumindo: Frei Beto é um pobre coitado.

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  2. Anonymous

    >Depois do derramamento de 4,9 milhões de barris no Golfo do México com a explosão de uma plataforma da British Petroleum, as autoridades estadunidenses criaram uma comissão responsável por apontar as causas e propor sugestões para evitar novos desastres.O resultando deste trabalho levou a conclusões assustadoras. Descobriram o elevado grau de corrupção no interior do Mineral Management (agência encarregada de regular o setor petrolífero). Martin Durbin, vice presidente da API (Americam Petroleum Institute), principal lobby petrolífero dos EUA, reconheceu este problema afirmando que "As relações entre o Mineral Managament e indústria petrolífera tornaram-se bastante acolhedoras". Tem mais: Nos Estados Unidos 3 em 4 lobistas da indústria do petróleo trabalharam no governo federal, apurou uma reportagem do Washington Post.O discurso ideológico e fundamentalista liberal tornou-se o responsável por esta degeneração administrativa ao propor o afastamento do Estado de suas atividades regulamentadoras, legitimando ações de negligência da segurança em nome do maior lucro possível. O relatório da comissão oficial de investigação confirma estas afirmativas. A crença ideológica no mercado auto-regulado promovendo a concorrência sem interferência estatal conduzindo ao paraíso do consumo mostrou-se falsa. O governo dos EUA encontrava-se diante de um quadro ameaçador para sua economia considerando-se a segurança energética somados aos problemas decorrentes da catástrofe ambiental presente e futura. Os Estados Unidos reformularam todo processo de pesquisa, autorização e exploração offshore reduzindo o poder decisório das empresas a partir da criação de duas novas agências para o setor petrolíferoPS. esse Frei Beto continua um visionario hein?

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  3. Anonymous

    >Anônimo de Terça-feira, 25 Janeiro, 2011. É verdade. Nas horas vagas, o Frei Beto assessora as indústrias de petróleo que atuam no Golfo do México e passa penitências para as agências de controle da atividade nos USA. Tenha a santa paciência. E bota santo nisso.

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  4. Anonymous

    >Anonimo é interessante essa apologia a "DEMOCRACIA" americana que silencia sobre as ditaduras chinesas e egipicias né. Ops, silencia não: que isso, apenas nao se manifesta por causa do "mercado" ,no caso chines, e da geopolitica, no caso egípicio.Se esse é o modelo de modernidade e transparencia vou continuar achando que frei Beto não é só frei, mas SANTO, afinal é dominicano.

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