>O absurdo das pensões no Brasil.

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Ai, ai… Esse Brasilzão velho de guerra não é mesmo fácil, heim? Descobri agora há pouco que a filha de um sujeito que governou Santa Catarina durante a República Velha recebe até hoje a pensão que herdou do pai.
Ah, não! Alto lá! Não é possível que isso esteja certo! Let’s check it again: Hercília Catharina (o naipe do nome já mostra que a sujeita deve ser velha como uma múmia…), hoje com 89 anos (não falei!), recebe atualmente – segurem-se nas cadeiras!quinze mil reais mensais dos cofres públicos! Por quê?! Porque o papai dela, um sujeito chamado Hercílio Luz (o pai se chama Hercílio e a filha Hercília. Haja criatividade, heim?!), governou Santa Catarina de 1889 a 1930.
Com quinze paus por mês dá pra viver de boa, né? Pois saibam que a “tia Hercília” nem precisaria dessa bufunfa toda, afinal ela é dona de um cartório. Percebem como a coisa toda se torna putaquepariusticamente absurda?! A displicência com que se gasta dinheiro público no Brasil é algo  espantosa! Arrisco-me a dizer que algo assim não acontece em nenhum outro lugar civilizado do mundo.
Agora, vamos sair da “zona de conforto” que é esculhambar a pensão paga à véia rica de Santa Catarina, e partir pra polêmica? Here we go!
Por que todos concordamos que a pensão paga à filha de um governador do século XIX é absurda, mas ninguém diz nada sobre o “direito à terra quilombola”, garantido a um tetraneto de escravo?
“Vixe, cara! Lá vai você falar nesses assuntos delicados.” Pois é, vou mesmo! Eu defendo um Estado pequeno, que gaste apenas o necessário e não seja perdulário. Isso deveria ser visto como algo responsável, mas no Brasil é chamado de “direitismo”. Fazer o quê? Tô me lixando pra rótulos! No meu mundo ideal, governo nenhum seria autorizado a desperdiçar dinheiro pagando pensãozinha nojenta a uma velha, só porque ela foi filha de um cara que exerceu um cargo público em mil oitocentos e Dom Pedro. Isso é absurdo! É ultrajante! Na mesma esteira, acho que essa palhaçada chamada “direito às áreas de quilombo” também são uma afronta à lógica.
Podem me acusar de muitas coisas, mas não podem dizer que me falta coerência. Eu não sou contrário a uma pensão absurda. Sou contrário a todas as pensões absurdas! E, sim! Esses direitos ligados às tais áreas de quilombo ganham áres de pensão, no fim das contas. Basta notar que são benefícios que atingem apenas os descendentes de determinado grupo social, criando uma categoria diferente de cidadãos.
Por que diabos uma determinada porção de terra só pode pertencer a um grupo negro? Porque alguns séculos atrás os antepassados deles moravam lá? Ora, tenham paciência! Eu adoraria ver alguém demonstrar, com os dois pés no chão e a mente focada na lógica, como isso seria diferente de uma segregação racial.
Os dois institutos são só alguns exemplos de como o Brasil é intelectualmente atrasado. Serão necessários séculos ainda, antes que estepaiz possa chegar à Idade Média…
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