>Vai uma pensãozinha "públicagratuitaedequalidade aí"?

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Eu imagino a galerinha da esquerda radical, lá nos idos das décadas de 60 e 70, se reunindo numa sala escura, com as paredes adornadas pelas fotos de Che Guevara, Fidel Castro e Lênin, combinando algo mais ou menos assim: “Vumbora tentar derrubar o regime. Se a gente conseguir, vamos ter um governo socialista e mandamos os reaças tudo proparedão, que nem o companheiro Fidel fez. Se não conseguir, a gente espera a ditadura acabar e pede indenização pro Estado.”
Poucos investimentos no Brasil se mostraram tão rentáveis ao longo da história, do que os feitos por essa turma socialista/comunista, que passou um bom tempo “aprontando altas confusões e tentando derrubar o regime militar em clima de azaração.”* Se os radicais de esquerda tivessem conseguido vencer a ditadura, o resultado seria o mesmo alcançado na União Soviética, na China maoísta ou no Camboja: morte, miséria e terror. Como não conseguiram, resolveram cobrar uma graninha esperta da Viúva. Mas por que eles deveriam ser “indenizados”?
Nenhuma – nenhuma mesmo! – pessoa que militou em movimentos revolucionários de esquerda durante o regime militar defendia o sistema de liberdades individuais e a democracia. Se defendia, estava no lugar errado, sinto dizer. Estou errado? Pois desafio qualquer um a demonstrar, com base em fatos, isso! O que os movimentos socialistas e comunistas pregavam era a substituição de um regime totalitário por outro. Em resumo, queriam dar um solene bypass na democracia e no Estado de direito. Por que diabos, então, a sociedade democrática deveria ser grata a eles?
“Poxa, mas eles chegaram a pegar em armas pra enfrentar os militares!” Sim! Assim como os soviéticos pegaram em armas contra os nazistas. Isso quer dizer que eu deveria ser grato a Stalin? Com os diabos! O sistema de liberdades individuais não deve reconhecimento algum a gente que teria, de bom grado, exterminado a democracia – que os ideólogos deles chamam de “invenção burguesa”. Pagar pensões gordas e vitalícias, então, é algo ultrajante! Na prática, temos o Estado de direito democrático dizendo algo como “tá certo, eu sei que vocês queriam implantar uma ditadura aqui, mas vou dar uma grana pra vocês mesmo assim.”
O que um político do PT, por exemplo, fez para merecer indenização paga pelo Estado? Trata-se de um partido que nasceu da costela de movimentos radicais da extrema esquerda, cujos líderes ainda hoje têm as mãos sujas pelo sangue de inocentes. Caso não lembrem, o compromisso do PT com a democracia é tamanho, que o partido se negou a subscrever a Constituição de 1988 – essa mesma que permitiu a Lula e Dilma chegar à Presidência… -, alegando que se tratava de um “documento burguês”. O que a liberdade conquistada com o fim da ditadura militar deve a esse tipo de gente? Nada! Absolutamente nada!
Se os militares da ditadura não têm direito a indenizações pagas pelo Estado hoje em dia, por que diabos os esquerdistas têm?! Ambos os grupos nunca lutaram pela democracia, mas pelo direito de implementar no país seu próprio regime de terror! E que se note bem: não estou defendendo que se pague um centavo sequer aos militares. Cobro é que se pare de jogar dinheiro público fora, engordando os bolsos de gente cujo ideal maior era dinamitar os pilares do sistema de liberdades individuais.
Quem lutou pela democracia no Brasil foi gente como Tancredo, Ulysses, Montoro e Covas, não arruaceiros como Dirceu, Genoíno, Dilma, Ziraldo e tantos outros, de menor expressão – mas igual gula por uma indenizaçãozinha públicagratuitaedequalidade. Aqueles, não raro, caem no esquecimento, ao passo que estes agora ditam as regras, aboletados no poder e corroendo por dentro as instituições da democracia que sempre sonharam em dinamitar.
Assim é o Brasil, um país onde o Estado é chamado a explorar o cidadão comum, sobrecarregando-o de impostos os mais escorchantes, a fim de premiar com gordas indenizações aqueles que se notabilizaram por investir contra as liberdades individuais. País do futuro? Mas quê! Ainda não chegamos nem ao nível de civilidade institucional que havia na Grécia antiga…
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* Pra quem não lembrou, trata-se do bordão usado pelo cara que apresenta os filmes da “Sessão da Tarde, na Rede Globo. Podem reparar: ele usa sempre aquela expressão.
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