>A primeira noite de um homem.

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É, amigos… Todo Obama tem seu dia de Bush, não é mesmo?
O Presidente-de-ébano, aquele que venceu uma eleição presidencial cavalgando na onda do “anti-bushismo”, e que prometeu uma “nova era”, regada a – como era mesmo? – smart power e diálogo, para fazer contraponto com o imperialismo do antecessor republicano, acabou se vendo obrigado a puxar o gatilho.
Nada de “inverter a lógica do papel que os EUA exercem no mundo”. Nada de “substituir a força pelo diálogo e pela fraternidade”. Na hora que o bicho pegou, o Cristo negro jogou na lada de lixo da história toda aquela lorota de “CHANGE!” e mandou um sonoro Yes, we can… fight!”.
Nada como a realidade crua dos fatos para destroçar o mito de marketing chamado Obama, e mostrar ao mundo o quão o homem Obama é despreparado. Eu rezo toda noite para que o mundo sobreviva ao mandato desse senhor, afinal não me conforta saber que a maior máquina de guerra do mundo está sob o controle de um sujeito que tem tudo para roubar de Jimmy Carter o título de pior presidente da história americana.
Obama venceu prometendo coisas que ele jamais poderia entregar. Sempre faço piada aqui, por exemplo, com uma frase que ele falou ao ganhar a nomination do Partido Democrata: “Este é o ano em que os mares vão parar de subir e o mundo vai parar de se aquecer.” Santo Deus! O sujeito não deveria ser candidato à Presidência dos EUA, mas ao posto de novo Cristo!
Mas isso nem foi o principal. Obama também prometeu que a “era do unilateralismo” tinha chegado ao fim, como se Bush tivesse decidido entrar sozinho no Afeganistão e no Iraque por birra, e não pela covardia desavergonhada dos países europeus. A história, quero crer, fará justiça a isso. Algum dia haveremos de lembrar que França e Alemanha, dois países que estavam sendo massacrados pelo armagedom nazista e foram libertados graças, também, à ação dos Estados Unidos, negaram apoio à América quando esta, atacada em seu território, precisou revidar. Mas divago…
Obama viveu o colapso do governo Mubarak, no Egito, inerte como uma figueira. O público interno não perdoou e criticou a lentidão da Casa Branca, que se deixou pautar – pasmem! – pela Al Jazeera! Pouco depois, o Messias negro se deixou surpreender pelo caos social líbio. Convenhamos: o simples fato de o presidente dos EUA ser apanhado de surpresa por dois conflitos no Oriente Médio, já seria motivo mais que suficiente pra enterrar a biografia do sujeito no lixo!
Ávido por dar uma resposta diferente e mais forte, Obama, dessa vez, agiu com pressa, algo que é bem diferente de agir com rapidez. Depois de uma semana de confrontos, cravou que o governo de Gaddafi tinha chegado ao fim, e que “o povo” rebelado contra o tirano deveria ser protegido e ajudado. O que se viu depois disso? O maníaco líbio começou a recuperar terreno sobre seus opositores e mostrou pra Obama que estava mais vivo do que nunca. Que alternativas restavam ao americano? Ou ele deixava Gaddafi lá, depois de ter dito ao mundo que o sujeito estava acabado – e correndo o risco de vê-lo sentando no colo da Al Qaeda -, ou ia lá abater o assassino.
O curioso é que na Líbia não está ocorrendo uma “revolta popular”, como se viu no Egito. Na verdade, há uma guerra civil, onde grupo políticos rivais, armados até os dentes, estão querendo abater Gaddafi para tomar-lhe o poder. E aí, como fica? Obama é tão amador, que está colocando o aparato militar dos EUA ao lado de bandidos que só não são tão carniceiros quanto Gaddafi por falta de oportunidade – pelo visto podem vir a ter tal oportunidade em breve…
Lembram de Bush, o grante satã do pogreçismo mundial? Pois bem, toda razão humanistária invocada para justificar um ataque à Líbia estava presente – e com mais intensidade – no Iraque. Ora, então por que tanta gente foi contra apear Saddan do poder? Outra: Bush não levou os EUA à guerra sem consultar o Congresso americano – e obter a aprovação dele. Obama não só dispensou a opinião do parlamento, como autorizou um bombardeio por telefone, durante uma viagemzinha sem importância a estepaiz. É o smart power sendo substituído pelo asshole power.
“Ah, você queria que ele deixasse o tirano lá, matando civis?!” Eu?! Eu, não! Leiam o arquivo deste blog: eu defendi a intervenção militar no Iraque e defendo essa agora, na Líbia. Querem mais? Por mim eles entravam também em Cuba, no Irã, no Congo, no Sudão, et caterva. Quero mais é imperialismo yankee por todo o mundo! O que não tolero é o contorcionismo moral e retórico que certos “humanistas de um lado só” fazem para pintar com cores de pacifismo iluminado a guerra do Cristo negro, quando, há coisa de dois anos atrás, marchavam com tochas em punho pedindo a cabeça de Bush.
O fato é que ver Barack Obama, o outsider, o pacifista, o conciliador mundial, autorizando um bombardeio a um país muçulmano é algo que não tem preço. Acabou a era da retórica furada e das frases lapidadas cuidadosamente pelos marqueteiros. O “homem Obama”, como previ ainda em 2008, vai se encarregando de destroçar o “mito Obama”.
Em algum lugar no seu rancho, lá no Texas, George W. Bush dá uma risadinha marota…
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3 ideias sobre “>A primeira noite de um homem.

  1. Daniel F. Silva

    >Fico pensando o que aconteceria se o presidente norte-americano fosse o republicano John McCain, ou mesmo a Condoleezza Rice, não Obama. A Terceira Guerra Mundial já teria começado de tantos protestos que haveria por parte dos "progressistas" dispostos a "proteger o povo líbio do imperialismo estadunidense".Agora, convenhamos: alguém, como Obama, se surpreender com conflitos no Oriente Médio é a mesma coisa que alguém se surpreender com a chegada do Natal no mês de dezembro.

    Resposta

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