>Porque é RIDÍCULO e ABSURDO criar uma lei "criminalizando" a homofobia.

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Lancei essa questão no Twitter hoje de manhã, e a coisa rendeu uma discussãozinha interessante. Resolvi trazer o tema pra cá, e ver o que os leitores do blog têm a dizer.
Bom, todos sabem que tramita no Congresso Nacional uma proposta que, na prática, criminalizaria aquilo que é chamado de “homofobia”. Não vou tomar o tempo de você citando passagens da lei. Google is your friend, portando se socorram da internet sem medo! Quero avançar na discussão e ir direto a uma das maiores inconsistências lógicas que já vi em toda a minha vida.
Acompanhem meu raciocínio: se o conceito de “homofobia” realmente existe concretamente no mundo, é lícito supor que a pessoa homofóbica é, antes de mais nada, alguém com um problema clínico. Ora, a tal homofobia, como qualquer outra fobia, seria uma alteração não-natural da psique humana, que, no caso, levaria a pessoa afetada a sentir medo/aversão de homossexuais. Se isso é aceito como verdade, obrigatório seria chegar à conclusão de que ninguém é homofóbico porque quer, mas porque sofre desse distúrbio.
A coisa toda, repito, é espantosamente lógica e linear – assombra-me saber que nenhum especialista tenha ainda se debruçado sobre o tema. Assim como nenhum aracnofóbico tem aversão a aranhas porque quer (ou porque gosta de ofender as aranhas), da mesma forma nenhum homofóbico escolheria, de forma livre e consciente, manifestar sua aversão aos homossexuais. Tudo seria fruto, como dito alhures, de um caso clínico, que demanda ajuda e acompanhamento médico.
Desta feita, editar uma lei objetivando criminalizar a homofobia acabaria por se revelar um rematado ABSURDO! Seria como se o Ibama editasse uma norma criminalizando a aracnofobia, a fim de evitar que os portadores, em razão de sua aversão clínica aos aracnídeos, acabassem por exterminar uma determinada espécie de aranhas… Ora, não se criam normas punitivas com o escopo de erradicar distúrbios clínicos! É absurdamente ilógico fazer algo assim.
Percebam: não estou de forma alguma dizendo que quem destrata, agride ou faz qualquer outro tipo de mal contra homossexuais deva permanecer impune. Longe disso! Aliás, é importante que se lembre algo que parece esquecido: a democracia brasileira já conta com um Código Penal, que cuida de proteger todos os cidadãos. Por que editar novas leis para proteger “categorias especiais”? Por que, enfim, os homossexuais mereceriam mais proteção do que – sei lá… – os falmenguistas? Ou os canhotos? Ou, ainda, os albinos? Se todos somos iguais perante a lei, a lei que me protege de agressões injustas, serve também para proteger um homossexual, ora essa. Ou o tapa dado a um homossexual é mais grave que o desferido contra um hétero?
Meu ponto é bastante simples: se existe, de fato, essa tal de homofobia, editar uma lei destinada a punir os homofóbicos é algo ABSURDO e – por que não dizer? – RIDÍCULO! Isso porque, repito, toda fobia é uma condição clínica que independe de escolha e vontade. Criminalizar a homofobia seria, pois, o mesmo que criminalizar a esquizofrenia, ou a paranóia.
“Ah, mas o objetivo da lei é apenas punir manifestações agressivas de preconceito.” Ah, é?! Bom, então o termo homofobia, de fato, não existe. E deve ser ABOLIDO do debate, porquanto evidentemente impróprio para o caso, não é mesmo?
Alguém vê uma falha lógica no que vai acima? Por favor, sinta-se livre para apontá-la!

—–
P.S.: Sim, neste momento você está muito surpreso, se perguntando “como diabo não pensei nisso antes?!”. Pois é… Culpa do consenso politicamente correto, que limita as discussões e cerceia os debates.

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10 ideias sobre “>Porque é RIDÍCULO e ABSURDO criar uma lei "criminalizando" a homofobia.

  1. Eduardo Araújo

    >Caro Yashá,Não vi nem sombra de erro lógico no seu texto. Antes, pelo contrário: uma observação mais do que lógica é a (lembrada por você) de que essa proposta, se convertida em lei, vai instaurar a desigualdade que diz pretender punir.Dito isto, é preciso lembrar, também, que mesmo a violência contra homossexuais precisaria ser correta e precisamente qualificada para se extrair do conjunto as que não são motivadas pelo homossexualismo da vítima. E o que tenho observado vai na linha oposta: um homossexual assaltado já é matéria de destaque na mídia como "crime de homofobia", incorrendo-se em dupla falácia: falso pretexto e imputação de crime sem (ainda) definição legal.Em geral, meu caro, não enxergo nessa iniciativa qualquer vislumbre de realmente combater uma suposta perseguição a um grupo, mesmo por que tal perseguição sequer existe. No entanto, afirma-se que ela é existente, fomenta-se uma satanização da opinião divergente, enaltece esse grupo na mídia jornalística e de entretenimento e o que surgirá desse amálgama medonho será a consagração do delito de opinião, item bastante caro à agenda esquerdo-marxista que se pretende cumprir em nosso país.Abraço.P.S.: sim, é verdade: estão forjando, com essas ações, um nicho de privilegiados, "mais" cidadãos que os outros, mais "humanos", até, que os outros. E certamente será apenas um ponto de partida para se estender a outros grupos afetos à agenda esquerdo-marxista, enquanto, do outro lado, reprimem, criminalizam e punem severamente os que lhe são desafetos. Isto lembra-lhe um certo regime político, não (ainda em vigor numa certa ilha caribenha e num país montanhoso asiático fronteiriço da China, esta também um exemplo)?

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  2. Anonymous

    >Yashá, seu raciocínio está corretíssimo.O que nos falta atualmente é isto, um debate sério, fundamentado.Mas com certa classe de políticos e de militantes fica muito difícil.Um abraço,André

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  3. Duarte

    >Acredito, digo, tenho certeza, que estes mal intencionados não pesquisam, ou não sabem que já existe um código que pune aqueles que praticarem atos contra a dignidade da pessoa, ou seja, qualquer pessoa que praticar atos que estejam descritos no código penal, ou nas leis especiais penais, serão castigados, além de as vitimas poderem buscar reparações matérias e morais na esfera cível. Então, faço aqui, a seguinte pergunta! Será que os homossexuais não são pessoas humanas? Que tipos de seres são estes? E, por quê merecem ter mais privilégios que os seres humanos? E, da onde surgiram os conceitos dizendo que é necessário criar uma lei especial para punir agressores, tanto física, como psicológica, há tais seres? Portanto, concordo plenamente em seu ponto de vista, não há necessidade de se criar uma lei especifica para privilegiar somente uma parte da sociedade, uma vez, que já existe leis para tanto, as quais assistem a nação no todo. Devemos sim, darmos mais educação para a sociedade, e aplicarmos mais severamente e com eficiência as leis que já existem.

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  4. Morena Flor

    >"E, da onde surgiram os conceitos dizendo que é necessário criar uma lei especial para punir agressores?"Ora, embora ache, no mínimo, estranha a definição de homofobia, penso sim q certas pessoas mereçam ser protegidas por lei, pois são, comprovadamente, vítimas de discriminação e agressões decorrentes do preconceito e da intolerância de muitos da sociedade. É assim com as mulheres, com os gays, etc. Essas coisas acontecem sim, quer queiramos ou não, não são meras "teorias dazesquerda". Existem crimes de ódio, voltados a determinadas classes de pessoas e isto não é uma teoria "politicamente correta", antes muito pelo contrário.Uma coisa é podar os excessos da militância, o q é correto. Outra coisa é negar q tais fatos existam e achar q isso é "tudo coisa dessazesquerda" – o q não é NADA razoável.É preciso enfrentar tais problemas SIM, agora, o "busílis" é encontrar uma maneira para tal.

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  5. Eduardo Araújo

    >Morena Flor,Não concordo que seja necessária uma lei específica para um grupo de pessoas, como se o ordenamento legal existente não bastassse para contemplar todo e qualquer caso de discriminação e/ou violência contra a pessoa. Ironicamente, criar um aparato legal-jurídico para um determinado grupo já é, por si, uma discriminação e além disso há sempre o risco da escolha de tais grupos ser arbitrária, conforme os pressupostos ideológicos de seus defensores. Demais disso, esse tipo de situação induz a vigarice intelectual de todo o tipo. Veja só: é certo e notório que existem crimes contra a mulher motivados pelo preconceito sexista. Mas vejo todo santo dia a mídia incluir no mesmo saco um assalto, por exemplo, como se neste houvesse uma mínima sombra de sexismo. Questiona-se, então: um homem assaltado sofreu violência menor que uma mulher assaltada, simplesmente … por ser homem!?Por fim, a criação de uma lei específica para um grupo abre um precedente para demandas que precisariam – para dizer o mínimo – ser submetidas a uma discussão aprofundada na sociedade. É isso que não vi acontecer no tocante aos gays, cara Morena Flor. O que ocorreu e ocorre foi/é tão-somente uma demonização de toda divergência, matando o debate no nascedouro, e implantando de forma truculenta um ponto de vista que não tem, em absoluto, o consenso, quiçá nem mesmo a maioria da opinião pública a seu favor. Uma questão que os defensores dessa proposta de lei afastam de qualquer debate, por exemplo, é em que forma de construto social se insere o "grupo" dos gays: "raça" ou cor da pele? Não. Religião? Também, não. Gênero? Aí é que entra a desonestidade inteletual: forjaram – e essa é a palavra certa – um "gênero" gay, muito, mas muito contestável de qualquer ponto de vista. Não houve discussão, não se ponderaram opiniões pró e contra, nada: simplesmente enfiaram goela abaixo essa inclusão fajuta e lançaram o mecanismo de repressão a quem dela discordar, a tal "homofobia", que como muito bem frisou o Yashá, se existente, é um problema clínico e assim deveria ser tratado. Agora, reprimir e, pior, PUNIR com sumo rigor da lei, quem não concorda com o homossexualismo ou não aprova tudo o que se intentar legitimar para os gays é de um viés puramente totalitário, bem típico de regimes idolatrados por essa corja política que está no poder.

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  6. Morena Flor

    >"Não concordo que seja necessária uma lei específica para um grupo de pessoas, como se o ordenamento legal existente não bastassse para contemplar todo e qualquer caso de discriminação e/ou violência contra a pessoa".Acontece, Eduardo, q o ordenamento legal NÃO BASTA para muita coisa, ainda mais se tratando de BRASIL, um país q ainda não aprendeu a conviver com certas diversidades em paz. Gay ainda sofre violência por ser gay sim, é possível ainda encontrar este tipo de coisa em muitos lugares(o caso dos rapazes q agridem gays com lâmpadas fluorescentes é apenas um de tantos outros). Qdo se cria leis protegendo certos grupos de pessoas, não se busca "privilegiá-las"(desculpa, mas acho q este tipo de argumentação não vale), mas sim, muito pelo contrário, IGUALÁ-lAS ao resto da população(q não faz parte destes grupos – neste caso em especial, os heterossexuais) em direitos(casamento civil de homossexuais é um exemplo).Infelizmente, é preciso ainda no Brasil, uma "focinheira" legal contra os que desrespeitam gays(e outros).Como disse antes, a questão é COMO fazer isso, sem q incorra em exageros na legislação.

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  7. Paulo Neto

    >"Gay ainda sofre violência por ser gay sim, é possível ainda encontrar este tipo de coisa em muitos lugares(o caso dos rapazes q agridem gays com lâmpadas fluorescentes é apenas um de tantos outros)."Onde a tal Lei mudaria o que já diz o código? E sem a tal Lei contra a homofobia, isso já não seria crime? Se eu for agredido por ser gordo-flamenguista-hétero-católico, a punição seria diferente?Campanhas pelo fim do preconceito, ok. Concordo e participo! Mas lei…

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  8. Eduardo Araújo

    >Estou com você, Paulo Neto.Aliás, estranha-me uma alegação como a da Morena Flor, de que o ordenamento legal no país não bastaria para punir agressões contra homossexuais. Então, o caminho jamais seria criar uma nova lei. Para quê? só vai aumentar o ordenamento legal que "NÃO BASTA para muita coisa, ainda mais se tratando de BRASIL".E em que a inclusão de uma nova lei, específica para um grupo, portanto discriminando todos os outros grupos da sociedade, faria com que os brasileiros aceitassem as diversidades em paz? Isso me parece ser muito questionável. Primeiro, uma medida dessas é uma faca de dois gumes: enquanto vigir, manterá em destaque a discriminação que pretende combater. Em segundo lugar, tal medida pode, num médio a longo prazo, criar bolsões de descontentamento, a partir de quem for injustamente enquadrada nela. Assim ocorrerá com muitos, uma vez aprovada a PLC 122, pelo simples motivo de discordar de algum ponto das pretensões gayzistas. Imaginem, por exemplo, alguém que reclame na polícia por vandalismo de gays nas passeatas. Duvidam que seria um tiro pela culatra? Será, então, uma convivência em paz com as diversidades?Por falar em diversidades, seria bem interessante que os apoiadores da "causa" gay lembrassem às pobres "vítimas" do preconceito, que eles desrespeitam flagrantemente os que lhe são diversos, a começar pelos cristão e dentre estes, principalmente, os católicos, como tenho visto nas tais passeatas. Pelo visto, a convivência em paz com as diversidades, contraditoriamente sob o jugo de uma lei impiedosa vale para os outros. Os idolatrados gays, por seu turno, poderão manter suas guerrinhas particulares contra o pessoal que é diferente deles. Aos inimigos, a lei. Conveniente, não?

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  9. Anônimo

    A Constituição Federal já concede este direito por que criar uma nova Lei se os direitos são iguais para todos. Sendo assim há uma classe de pessoas especiais para ter uma Lei única, sendo melhores que os demais? Não deve haver Lei para Homofobia.

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