>Dilma e a batalha árdua contra a língua portuguesa.

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Dilma Rousseff é, sem sombra de dúvidas, uma pessoa ungida pelo Espírito Santo. Digo isso porque ela “fala em línguas estranhas”, recorrendo a um amontoado de palavras que se assemelha, apenas ligeiramente, ao português. A inculta e bela, quando espancada por Sua Excelência, torna-se apenas inculta…
Vi no blog do Reinaldo Azevedo alguns trechos de uma entrevista que ela concedeu ao jornalista português Souza Tavares. Have fun!
Sobre os mortos e desaparecidos na época do regime militar:
“Sousa Tavares – O que [a senhora] vai fazer, se é que vai fazer alguma coisa, com relação aos arquivos desse tempo [da ditadura], que estarão guardados aqui a apodrecer em Brasília. Os arquivos onde se julga poder encontrar o destino, o que aconteceu aos 500 brasileiros, mortos sem sepultura, cujas famílias não sabem quando é que morreram, onde, onde é que estão?
Dilma – A Comissão da Verdade, que é a proposta que nós mandamos ao Congresso, ela tem por objetivo resgatar uma coisa que é algo fundamental, qual seja: o direito sagrado de as pessoas enterrarem seus mortos. Enterrar não é um ato físico apenas. Muitas vezes, enterrar é um gesto simbólico, psicológico, moral e ético. Então essas milhões… Milhões não é… centenas de pessoas e algumas milhares que tiveram seus filhos mortos, elas têm todo o direito de enterrá-los, dessa cerimônia. E o estado deve a elas uma explicação”.
Bom, pelo menos ela percebeu rápido que não eram milhões, né? O que diabos terá ela pretendido dizer com a expressão “centenas de pessoas e algumas milhares”? Mas essa nem é a melhor parte.
Sobre o Brasil daqui a 20 anos:
“Eu acredito que o Brasil será um dos países melhores de se viver. Eu imagino um país de renda média. Um país que tem essa capacidade imensa e essa plasticidade. Que tem uma cultura que permite que ele seja um país que olhe com muita alegria a vida, mas também que olhe com uma certa desconfiança as imposições. Acho que será um país de pessoas com uma formação educacional e cultural que torne seus valores éticos, seus valores, sua ética, sua vontade de mudar algo permanente. Um país que não se imobilizará e, portanto, jamais será decadente e, por isso, um país capaz de enfrentar os desafios daqui a 20 anos que nós não sabemos quais são. Mas, sobretudo, um país que sabe que país rico é um país onde não tem pobreza. Não há riqueza material onde metade da população negra vai pra prisão.
Se algum petista, esquerdista, lulista ou dilmista quiser explicar o que raios ela pretendeu dizer com “Um país que tem essa capacidade imensa e essa plasticidade, a caixa de comentários tá aí pra isso mesmo…
A outra passagem destacada, onde ela afirma que metade dos negros do Brasil está na prisão (!!!), está muito clara pra mim: Dilma, coitada, não sabe conferir
Eu me deparo com esse tipo de assombro e lembro dos petistas, na época da campanha eleitoral, se gabando porque Dilma seria “intelectualmente preparada” e “tecnicamente competente”… Ô, se é!
Agora, o mais hilário! Atentem para o seguinte diálogo que Dilma travou com o jornalista (Level bonus: tentem não rir!):
Sousa Tavares – Para isso será preciso tomar medidas duras. Dizem que a senhora tem mau feitio, coisa que eu só lamento que não seja mais muito feito na política.
Dilma – [ar um tanto espantado] O quê?
Sousa Tavares – Ter mau feitio! Acho que, às vezes, é preciso ter mau feitio.
Dilma – [ainda sem entender nada, sorri, na esperança de que ele dê uma pista] Mau feitio, rá, rá, rá…
Sousa Tavares [achando que está sendo compreendido, não dá pista nenhuma] – Acha que esse mau feitio pode lhe dar melhor força nas medidas duras que vai precisar de impor?
Dilma [finalmente, ela se rende] – É que eu não sei direito o que significa mau feitio… Porque não tem essa expressão no uso…
Sousa Tavares [tentando explicar] – Mau feitio é um feitio complicado, difícil, que é muito dura nas negociações com as pessoas…
Dilma – Ah, entendi! Mau feitio, para nós, sabe o que é que significa?
Souza Tavares – Não!
Dilma Uma roupa malfeita, mal cortada, sabe, ocê… Uma casa [da blusa] aqui assim, a outra aqui assim…
[Sem condições de escrever mais. Estou digitando essas poucas palavras do chão, onde caí em meio a um acesso convulsivo de gargalhadas. “Mal feitio”?! PUTAQUEOPARIU, HAHAHAHAHAHAHA!]
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