>Ainda sobre o "kit gay", respondo a um leitor.

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Sobre a postagem abaixo, recebi um comentário bastante incisivo do amigo Gabriel Tatagiba. Transcrevo-o abaixo, tecendo algumas considerações ao longo do post, em resposta.
Eu não vi nada demais na reportagem.
Beleza! É um mundo livre, não é mesmo. Vida que segue…
Quando estava na 5º série, tive que apresentar um trabalho sobre os orgão sexuais masculino e feminino.
“Apresentar um trabalho sobre os órgãos sexuais” é próprio de um ambiente escolar, afinal é parte da ciência, não é mesmo? Saber, na quinta série, que o homem tem pênis e a mulher tem vagina é absolutamente normal. O que foge à normalidade é discutir conceitos e percepções abstratas ligadas a relacionamentos afetivo-sexuais. Aí, a meu ver, a coisa se torna inseperável dos aspectos morais, e isso, entendo, cabe à família.
Ninguém protestou, como ninguém protesta quando não se trata de gays. Mas havendoo homossexualismo no meio, logo aparecem críticas.
Ninguém protesta quando não se trata de gays? Bem, fiz questão de deixar claro várias vezes ao longo do texto que meu problema não é com o tipo da discussão, mas com a discussão em si. Discutir a profundidade da língua em beijos héteros seria igualmente repulsivo, e também uma flagrande corrupção das crianças. Repito: afirmei isso reiteradamente, para que não restassem dúvidas. Você pode – claro! – não acreditar em mim. É do jogo…

Minhas críticas não surgiram porque apareceu “homossexualismo no meio”. A notícia comentada é que decorreu disso, suponho. Mostre-me um órgão ministerial que pretenda distribuir “kits héteros”, ensinando pormenores da vida amorosa dos heterossexuais, e farei um texto repudiando o absurdo… Oh, wait! Eu já escrevi sobre isso! Foi num texto de dezembro de 2008, em que comentei uma matéria levada ao ar pelo Fantástico.

Repito: minha bronca não é com o mérito do que se discute, mas com a idéia de que o Estado faça tais discussões, substituindo-se à família.
No fundo, parece que você acha que isso “influencia a criança a ser gay”. Mas isso não se influencia.
Eu não acho que isso influencia ninguém a ser gay, e, data vênia, não há nada no texto que permita chegar a essa conclusão. Estou errado? Mostre-me a passagem exata onde sugeri algo assim… Eu não acho que ser gay seja algo influenciável. Minha bronca – repito de novo! – é com o molestamento infantil; com expor crianças inocentes (sim, acredito na inocência das crianças. Sou um careta mesmo…) a discussões que estão permeadas de escolhas morais e de valores. E isso – já estou me tornando repetitivo… – é função da família.
O que – me parece – está se ensinando é a não ser homofóbico, mostrando a realidade de alguém que pode ser o colega sentado ao lado.
Você leu o texto que escrevi mostrando que a idéia mesma de “homofobia” é uma rematada besteira? Se você concorda que existe essa tal “homofobia”, então é obrigado a concordar que ninguém pode ser ensinado a não ser homofóbico, afinal toda fobia é uma condição clínica; psíquica. Tem que ver direito isso aí…
Eu, de minha parte, acho que “homofobia” não existe. O que há é o preconceito puro e simples, rasteiro, que deve ser combatido como em qualquer outro caso (não apenas quando se trata de gays). E já há leis no Brasil para isso.
No mais, se “o colega sentado ao lado” é homossexual, repito: é problema do colega e da família do colega. É justo que meu filho conheca a realidade do colega, e aprenda a conviver com ele da melhor forma? Até é. Mas cabe a MIM tratar disso com ele, não aos burocratas do Estado.
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5 ideias sobre “>Ainda sobre o "kit gay", respondo a um leitor.

  1. Gabriel Tatagiba

    >Olha, se fosse um material que corrompesse as crianças, sendo tal material hetero ou gay, eu também seria contra. Mas, pelo que está na reportagem, não há nada demais nele. Seria como um vídeo falando para respeitar outras diferenças – obesidade, raça, ou combate ao bullyng em geral. O que pode haver nele que incomoda? Apenas o assunto, que é o homossexualismo. Se você acha natural falar – e mostrar ilustrações, que eu mostrei, de orgãos sexuais, que mal há num beijo lésbico?PS: eu não falei que voce disse contra o material porque trata de homossexualismo. Disse que "parece" – se não for, desculpe.PS2: Sobre a questão da homofobia, essa palavra é hoje usada para designar preconceito contra gays. Se forma mais literal, pode ser interpretada como "medo de alguém igual" – ou seja, não é medo de gays. Mas, reitero, hoje é a usada no sentido que eu falei. E se esse uso já se disseminou, ok. Afinal, se formos buscar o sentido inicial de tudo, empobreceríamos nosso vocabulário.

    Resposta
  2. Duarte

    >Será que o senhor Gabriel é a favor de fazer pesquisas na quinta série para saber como os homossexuais se relacionam. Que eu saiba no mundo só existem dois sexos: o masculino e o feminino. Portanto, há de se concluir, que tanto o homem como a mulher deve saber como funciona seu órgão. Agora se há pessoas que querem usar seu órgão de reprodução de outra maneira tudo bem, mas, não é função da escola ensinar tais funcionamentos, principalmente, para crianças. E, com relação em aceitar ou não à prática sexual de alguns e decisão de cada pessoa, todavia, devemos simplesmente respeitar. Com relação ao sexo não escolhemos, simplesmente, nascemos do sexo masculino ou feminino, portanto é dever da escola complementar essa diferença com explicação nas salas de aula, também com trabalhos, e, não dar aula de homossexualismo. A educação-respeito depende de cada família, pois estamos em uma democracia e não em estado totalitário…

    Resposta
  3. Eduardo Araújo

    >Infelizmente, caro Duarte, estamos avançando cada vez menos no sentido de uma democracia e cada vez mais no sentido de um estado totalitário. A diferença – penso – para o que se via no seculo XX é que desta feita os esquerdistas aprenderam a via mais eficiente e eficaz: os ditames do marxismo cultural, ao invés das ações do marxismo revolucionário. Note como se está impondo no país uma verdadeira HOMOLATRIA, divisando-se num horizonte não muito distante, a perseguição odienta de todo aquele que atrever-se a contestá-la. Digo ODIENTA, sim, porque é um esquema caracteristicamente marxista, fundamentado no ódio adjacente ao conflito de classes. Os marxistas forjam essas estruturas conflitantes, quando não as vislumbram na sociedade. Desse modo, temos aqui a figura do "oprimido" – o "pobre" homossexual discriminado – e o opressor – os "homofóbicos", categoria onde eles vão inserir qualquer um que não comungar 100 por cento com a nova situação.Atente, ainda, que já estamos no prelúdio dessa perseguição odienta, com um patrulhamento da opinião cada vez mais ostensivo. Além de governo, parlamento e judiciário e ongs – mais e mais empenhados no policiamento ideológico – a mídia se engajou quase por completo, divulgando e implantando nas mentes fáceis dos brasileiros a noção de que dizer um simples "não" a qualquer ponto da agenda gay é um ato tremendamente abominável e criminoso.Não fica difícil enquadrar essa triste realidade num padrão de democracia?

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  4. Morena Flor

    >"Note como se está impondo no país uma verdadeira HOMOLATRIA"Menos, menos, sem exageros…São estes tipos de argumentações q depõem contra as causas pelas quais se torce ou se luta.Apesar de existir exageros na defesa dos direitos dos gays(assim como existe na defesa de qualquer causa existente na humanidade vivente aqui neste planeta),NÃO existe "homolatria" no país, muito menos a imposição dela. Pq dizer q existe "imposição" qdo uma causa é contrária? Será q se diria o mesmo se o governo fosse "antigay"?Pode até existir uma "super-proteção", ÀS VEZES. Mas não é nada disso q este trecho q retirei disse.

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  5. Eduardo Araújo

    >Cara Morena Flor,Você pode perceber o que está acontecendo de uma forma diferente e externar como quiser, manifestando sua discordância (coisa que eu, o Yashá e um monte de gente não poderá fazer se a proposta gayzista – PL 122 – for convertida em lei).Todavia, assim como você está convicta de que NÃO há homolatria, eu estou plenamente convicto – a partir do que vejo na OSTENSIVAMENTE na mídia, nas ações e decisões emanadas dos poderes públicos, em todos os níveis e esferas – de que SIM: EXISTE HOMOLATRIA NO PAÍS E JÁ ESTÃO IMPONDO ISSO À POPULAÇÃO. O resto de seu comentário contém uma falácia segundo a qual teria feito essa afirmação tão-somente por ser contrário à "causa" gay. Por esse "argumento" – a bem da verdade, não passa de mera leitura mental – poderia inferir que se alguém afirma a inexistência de homolatria no país isso se deve simplesmente por ser simpático à aludida causa.

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