>TRAGÉDIA NO RIO: os vigaristas intelectuais saem da toca.

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Em seu blog, Luis Nassif questiona qual a “responsabilidade da mídia” na tragédia ocorrida ontem, em Realengo. Mais que isso: mostrando a capa da edição de Veja em que foram elencadas sete razões para se esolher o “não” no referendo sobre o desarmamento, tenta, de forma oblíqua, imputar alguma espécie de culpa à revista.
Nassif, como de costume, recorre à trapaça retórica e intelectual. Eu gostaria que ele – e todos os que compram seus argumentos rasteiros – me explicassem que diferença a vitória do “sim” naquele referendo teria feito no caso específico de ontem. Vamos lá, não se acanhem!
O problema dessa gente, é que deixam a lógica de lado. Vejam: o referendo pretendia proibir o comércio legal de armas, ou seja, não mudaria absolutamente nada no que concerne ao comércio ilegal – onde delinquentes e psicopatas costumam conseguir seus armamentos. Aliás, as pistolas usadas ontem, no Rio, eram legalmente registradas, ou oriundas da ilegalidade? Pois é, I rest my case
Além disso, falar em “campanhas pelo desarmamento” como forma de evitar eventos como o de ontem é tão inútil quanto ridículo. Ou alguém aí acha que um sociopata como o tal Wellington iria, de bom grado, entregar às autoridades as armas ilegais que possuía?
Parece tudo tão espantosamente lógico, que só mesmo a vigarice intelectual poderia alimentar teses como a de Nassif. É como se alguém dissesse que é preciso uma campanha de mobilização conclamando os devedores do BNDES a quitar seus débitos. Ora, o que impediria que os de má-fé continuassem em casa, subtraindo-se às suas obrigações?
Não! Esse papo de procurar “responsabilidades abstratas” (da mídia, da sociedade, da família…) é balela! As respostas para tudo estão nas responsabilidades individuais. São os indivíduos – e apenas estes – que decidem perpetrar crimes, seja assassinando crianças, seja fraudando instituições de financiamento público…
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2 ideias sobre “>TRAGÉDIA NO RIO: os vigaristas intelectuais saem da toca.

  1. Duarte

    >Ente Senhor é um intelectual? Mas daqueles que só usa sua intelectualidade no momento que acontece algum fato como essa tragédia, ou seja, é um oportunista intelectual que não sabe o que está falando. É um intelectual sem visão! Com a ignorância e humildade do povo esses ferozes aproveitadores vão deitar e rolar. Nunca que o desarmamento total da população evitaria aquela tragédia, só um imbecil para acreditar nessa idéia. O monstro, como querem, já tinha tudo planejado, e arranjar armas não ia ser difícil, só economicamente, pois poderia ter adquirido armas mais sofisticadas ai a tragédia seria maior. O Brasil está deixando de ser um país democrático com tantas proibições sem nexo que os hipócritas do parlamentares estão implantando, e, ainda, querem implantar. Nossos parlamentares prestigiam mais as proibições mediante leis estúpidas, do que a própria educação. Daqui alguns tempos não poderemos fazer nada. Eles não perceberam, ainda, ou, não, querem perceber, que um país só vai ser civilizado e crescer estabilizado com muita educação, mas não com estas escolas e faculdades e universidades que existem hoje, só pra falar que você tem um diploma. A proibição de armas, não tem nada haver com que ocorreu no Rio, ou seja, aconteceria da mesma forma. Pelo menos, é, o, que eu penso!

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