>Já que a moda é consultar o povo, vamos consultar sobre TUDO, não só sobre o que interessa ao progressismo.

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Então o negócio é “aproveitar o momento de comoção social” para fazer uma nova consulta popular sobre o comércio legal de armas de fogo? Beleza, que seja feita! Mas já que o Estado vai gastar os nossos impostos organizando um plebiscito, por que não aproveitar logo para consultar o povo sobre todos os temas controvertidos que estão na pauta de discussões há anos? Sugiro alguns:
– Redução da maioridade penal;
– Descriminalização do aborto;
– Legalização das drogas;
– Adoção da pena de morte.
E aí? Vamos chamar o povo a decidir sobre esses temas também? Não precisa ser adivinho pra saber que surgiria um lobby monstruoso contra a realização de tais consultas públicas. Os mesmos que se mostram entusiasmados, hoje, diante da possibilidade de um plebiscito sobre o desarmamento diriam que não é inteligente tomar decisões importantes num momento de… comoção social!
A verdade é que só interessa ao consenso progressista e políticamente correto ouvir o povo a respeito da pauta deles. Os “especialistas do fato consumado” colocaram na cabeça que o comércio legal de armas é a causa de todos os males do país, e estão decididos a acabar com ele. Não querem saber o que o povo pensa a respeito, afinal, se quisessem, respeitariam a vitória avassaladora do “NÃO”, em 2005. Que nada! O que eles querem é que o povo pense como eles! E se não pensar? Bom, aí é culpa da “mídia”, das “elites”, e blá, blá, blá…
Repito: se é pra fazer um blebiscito, que se faça logo um grande, chamando o povo a responder sobre todos os temas controversos que estão em discussão. Consulta pública só a respeito do desarmamento é, data vênia, chororô de perdedores.
—–
P.S.1: Há outros temas que também poderiam ser objeto de plebiscito, como a forma de governo, a limitação dos mandatos parlamentares, a revogação de mandatos e tantos outros. E aí? Os progressistas querem se mobilizar pelo que interessa, ou vão ficar só na defesa de suas “bandeiras de luta”?
P.S.2: Pessoalmente, acho que o mais urgente seria um plebiscito destinado a abolir essa reforma ortográfica estúpida.
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3 ideias sobre “>Já que a moda é consultar o povo, vamos consultar sobre TUDO, não só sobre o que interessa ao progressismo.

  1. Gabriel Tatagiba

    >O de armas, claro, sou contra, pois já foi feito. Os outros eu acharia até interessante. E, depois da virada do "não" em 2005, eu não me arrisco muito a apostar…PS: Total apoio ao referendo da reforma ortogárfica

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  2. Morena Flor

    >Tb apóio não o pleiscito, mas a REVOGAÇÃO desta PALHAÇADA chamada "carinhosamente" de "reforma ortográfica".Existem certas coisas q não cabem plebiscito, como, por ex, a legalização do aborto. Pessoalmente, quem for contra, simplesmente não faz, quem QUER FAZER(o q não quer dizer q seja necessariamente alguém "pró escolha"! tá cheio de gente por aí q só é contra aborto qdo é com os outros…) faz e pronto – o q se discutiria é se quem deseja abortar o fará com segurança ou se fará com os "açougueiros" de plantão(lembrando q quem pode pagar por uma clínica clandestina, vai lá, paga, faz o aborto "na santa paz" e sai andando. Quem não pode, apela para o q pode, desde receitas caseiras até agulhas de tricô).E tal opção só se consegue com a legalização, visto q é uma decisão pessoal, com justificativas e motivos intriscecamente pessoais(e não nos assustemos, os países q legalizaram o aborto o fizeram mediante a critérios como estágio precoce de gravidez, raramente é liberado em qualquer tempo dela).Qto a maioridade penal, é mister q se diminua mesmo, ainda q sem plebiscito. Afinal de contas, todos estão "carecas"(ou cabeludos, depende, hehehe) de saber q os tais de "menores" infratores estão mais do q "sabidinhos" para aprontar o q não presta(e em muitas vezes, "desbancam" muito adulto por aí qdo o assunto é crueldade).Qto a descriminalização das drogas, ainda não sei se caberia plebiscito, mas, pessoalmente, não dá pra liberar crack, heroína e mesmo maconha. Nem é preciso falar o pq(ainda q me pairem dúvidas do qto a maconha seja mais perigosa do q o álcool, mas, enfim…).Sobre pena de morte, aí sim é um assunto q merece uma discussão mais acurada. Pessoalmente, acho q prisão perpétua com trabalhos forçados seria a melhor pena para quem cometesse crimes graves ou "supergraves". Apoiaria pena de morte para irrecuperáveis, como psicopatas, q SEMPRE colocarão as vidas alheias em risco com suas doenças de caráter, visto q psicoparia NÃO TEM CURA, nem controle.Enfim, eis o q penso.

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  3. Yashá Gallazzi

    >Flor, me permita vazer alguns questionamentos.Por que seria lícito uma consulta popular sobre o direito de ter armas, mas não uma sobre o aborto. Nos dois casos a pessoa só exerce o direito (de ter armas ou de fazer aborto) se quiser. Em última essência, me parece tópicos muito semelhantes.Quanto ao tema em si, desnecessário perder tempo com ulteriores considerações. Quem me lê há algum tempo sabe que sou contra o aborto, e por que o sou. Resumindo, não sei como aquilo possa ser diferenciado de um assassinato.No que tange às drogas, a consulta popular também poderia ser feita. Perceba: estou dizendo que ela é JURIDICAMENTE cabível, não que a apóio. No mérito, evidente que concordo com você: não dá pra liberar essas porcarias.Sou contra a pena de morte por questão de princípio. Não acredito que caiba ao Estado decidir sobre o começo ou o final da vida humana. Prefiro a perpétua, como você mesma colocou.

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