>E a nova trapaça retórica do progressismo mundial é denunciar o "assassinato seletivo" de Bin Laden.

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Com Osama Bin Laden devidamente morto, o que fazem os antiamericanos pelo mundo? Sempre ávidos por um terrorista para chamar de seu, começam a “denunciar” aquilo que vem sendo chamado de assassinato seletivo.
Esses humanistas são mesmo pessoas curiosas… Um dos maiores facínoras da história do mundo é abatido numa ação militar cinematográfica e eles, em vez de comemorar o fato de poderem viver num mundo sem aquele terrorista vagabundo, estão por aí, nas escolas, nas ruas, campos, construções, choramingando porque o Presidente-de-ébano mandou o zero-um sentar o dedo nessa porra.
Mas o que diabos essa gente tem na cabeça? Vai ver queriam que Obama, uma vez descoberto o esconderijo de Bin Laden, fosse até o Paquistão e convencesse o terrorista a se render, e que ambos aparecessem diante das câmeras caminhano e cantano e seguino a canção, somos todos iguais, braços dados ou não… Francamente…
Agora tiraram da manga essa patacoada do assassinato seletivo. “É aceitável que forças de um país entrem em outro e escolham matar uma determinada pessoa?”, perguntam. Ora, é evidente que SIM! Sinceramente, custo a entender os fundamentos usados para criticar uma operação militar que resultou na morte de um punhado de terroristas, dentre os quais ninguém menos que o bandido mais procurado do planeta. As Forças Especiais americanas botaram os meliantes na conta do Papa sem que nenhum civil inocente fosse sequer ferido! Na boa, se isso não for considerado uma operação militar perfeita, o que mais seria?!
Criticar o assassinato seletivo de Bin Laden significa o quê? O que esses humanistas de passeata estão sugerindo? Que é moralmente errado sentar numa mesa e decidir que um determinado vagabundo será morto na calada da noite, a fim de tornar o mundo um lugar mais respirável? Bom, a alternativa seria passar com uns aviões em cima do vilarejo e tacar bombas, provocando – vejam que coisa! – baixas civis. Sei lá, mas o assassinato seletivo me parece bem mais adequado…
Volta e meia eu escrevo aqui sobre a superioridade moral do chamado mundo ocidental, e recebo várias críticas de gente que só é livre para odiar o ocidente porque – vejam que beleza! – vive no… ocidente! Odiar os Estados Unidos morando na américa é fácil. Complicado é odiar o Irã vivendo naquela ilha de felicidade comandada por Ahmadinejad…
O ocidente é moralmente superior, sim! Nossos valores são melhores, sim! E dane-se o que o consenso politicamente correto pensa a respeito! Os humanistas de um lado só, que agora cobram ética e denunciam o assassinato seletivo ordenado por Obama, são os mesmos que viram o 11/9 como uma espécie de castigo aplicado à arrogância e ao imperialismo americanos. Desnecessário lembrar que nos atentados contra o WTC, Bin Laden e sua corja planejaram matar milhares de inocentes! No último dia 1º de maio, os Estados Unidos planejaram matar apenas alguns terroristas miseráveis. Querer igualar as duas coisas é não apenas estupidez, mas uma tentativa covarde de manipular os fatos.
Não! De maneira nenhuma podemos aceitar que se igualem os dois lados que se opõem na chamada guerra contra o terror. Trata-se da luta da civilização contra a barbárie; ou, se me permitem ser um pouco maniqueísta, do bem contra o mal.
É a luta entre os valores que nos ensinam a proteger e amar nossas crianças, e os valores de quem recruta suas crianças para usá-las como bombas humanas. É a luta entre a sociedade que trata as mulheres como seres humanos normais, e aquela onde mutilações genitais e estupros coletivos são traços culturais.
Não se trata de glorificar as guerras, sempre tragédias que abrem uma chaga no coração de toda a humanidade. Se trata de encarar fatos: quem tem por princípio moral atacar inocentes é o lado de lá! É a Al Qaeda, o Hamas, o Hezbollah e companhia que fazem do “extermínio de todos os infiéis” sua razão de ser. Para o terrorismo não há alvos civis e alvos militares, mas apenas “cães infiéis” que precisam ser varridos do mapa. Ora, o que o ocidente deveria fazer? Sentar e esperar pelo seu extermínio?! Pros diabos com isso!
Se respondemos lançando bombardeios e ataques difusos, somos criticados. Se fazemos uma operação perfeita e pegamos só os terroristas (repito: sem nenhuma vítima civil!), também somos criticados. Começo a desconfiar que aos olhos desse estranho humanismo o ocidente – em geral – e os EUA – em particular – só serão aplaudidos quando aceitarem passivamente os ataques de seus inimigos…
Assassinato seletivo organizado pelas Forças Especiais americanas e destinado a abotoar o paletó de facínoras? EU APÓIO! Folgo em saber que meu filho vai crescer num mundo sem Bin Laden. God bless America! E vou além: será que não rola uma passadinha aqui pela América do Sul? Um teco nos cornos dos Castro, de Chavez, de Morales, de Correa, de Battisti e de mais uns tantinhos aí até que viria a calhar…
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Uma ideia sobre “>E a nova trapaça retórica do progressismo mundial é denunciar o "assassinato seletivo" de Bin Laden.

  1. Anonymous

    >Caro Yashá,o "problema" do Ocidente é que os valores morais e a cultura do respeito ao próximo, com suas diferenças, permitem a expressão dopensamento daqueles que querem acabar, justamente, com esses valores morais e com essa cultura. Você foi ao ponto, como já havia ido em um post há algumas semanas Reinaldo Azevedo: o democracia é tão boa que respeita até o discurso de que não a respeita. É fácil criticar, nos EUA, a queima de Corões; quero ver é criticar, em Cabul, a queima de Bíblias!Os esquerdismos dos mais diversos matizes acabaram escolhendo, após o desmonte do bloco comunista em 1989-1991 (que os fez perder as referências – lembro que o Foro de São Paulo foi fundado em 1990 para "reconstruir na América Latina o que foi perdido no Leste Europeu"), o islamismo como aliado estratégico na luta contra o "imperialismo ianque", o "inimigo comum", essas baboseiras. É de uma burrice incrível: como podem ser aliados estratégicos os funamentalistas islãmicos, que querem submeter todo o poder temporal a uma interpretação "pura e tradicional" do Corão, e os "revolucionários" pós e pseudomarxistas que têm no ateísmo um de seus pilares dogmáticos?Essa gente não estuda História? Sempre que em um país houve uma revolução islâmica, com a teocracia assumindo o poder temporal e impondo a "shari'a", os "revolucionários" são os primeiros a morrer…Abraços,Thiago – RJ

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