>A estupidez de quem cobra um "julgamento justo" para Bin Laden. Ou: Eduardo Suplicy, o advogado do terrorismo.

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Em todo canto tenho encontrado antiamericanos rastaqueras criticando os Estados Unidos por terem executado Osama Bin Laden em ação, em vez de terem capturado o terrorista e conduzido ele àquilo que chamam de “julgamento justo”. Ontem, o senador Eduardo Suplicy, possivelmente uma das figuras mais caricatas da história do parlamento brasileiro, se uniu ao coro dos – como direi? – “legalistas”, indagando, a partir da tribuna do Senado Federal, por que motivo o devido processo legal foi negado ao “cidadão Bin Laden”.
Por onde começar? Gostaria muito que os “humanistas” (onde eles estavam em 11/9? Por que não choraram aquelas vítimas inocentes?), tão preocupados com a falta de um julgamento justo para o terrorista vagabundo, tentassem explicar como se daria o procedimento jurídico na prática. Sério, fico muito curioso para saber mesmo!
Como se daria o due process?
O que essa gente imagina que deveria ser feito? Sei lá, tentem considerar um oficial de justiça chegando na frente da fortaleza em que se escondia Bin Laden e batendo palmas para chamar alguém: “Bom dia, o seu Osama, por obséquio.” E aí, depois de ouvir que o chefão não estava lá (alguém realmente acha que o homem daria as caras para assinar a intimação?!), o que aconteceria? O oficial tentaria mais duas vezes, em dias e horários alternados, até partir, enfim, para a citação por hora certa? Caberia ao juízo processante determinar citação por edital, publicada em diário oficial? Francamente…
E, percebam: levantei apenas alguns problemas práticos de execução. Sequer comecei a abordar os nós jurídicos que saltam aos olhos, como, por exemplo, qual seria o juízo competente para processar e julgar Bin Laden? Um tribunal americano? E um juiz de lá expediria ordens para serem cumpridas no Paquistão, ou os “humanistas”, sempre cuidadosos com a legalidade, cobrariam a expedição de carta rogatória para algum juiz paquistanês? Como se vê, o ridículo de quem discute a sério um “julgamento justo” para Bin Laden é tão embaraçoso, que torna-se até mesmo constrangedor apontá-lo…
Debater as garantias civis do indivíduo Bin Laden e seus eventuais direitos é matéria acadêmica, que deve ficar restrita aos cursos de direito, ciência política, sociologia e similares. Assim, as universidades poderão cumprir seu importante papel de dar voz aos intelectuais que, ocupados com discussões abstratas, deixariam de vir aqui pro mundo real falar asneiras – o que tem de sociólogo e cientista político dando lição de estratégia militar pro exército americano, por estes dias, não tá escrito!
Retorno a Suplicy.
Retorno, agora, ao senador Eduardo Suplicy e à fala delinquente feita ontem no Senado. Ao descrever os atentados de 11/9, o petista afirmou:
Em 11 de setembro de 2001, aviões atingiram o edifício do World Trade Center. E ali mais de três mil pessoas perderam as suas vidas. Pessoas totalmente inocentes que, por uma razão totalmente não justificada em seus métodos, foram objeto de ações impensadas, não suficientemente refletidas, por parte dos responsáveis da al-Qaeda. E, dentre estes, estavam justamente um dos principais, senão o principal líder da al-Qaeda, Osama Bin Laden, que teve uma perseguição muito forte, realizada por forças de todos os países, principalmente do serviço de inteligência e das forças armadas norte-americanas que, finalmente, encontraram Osama Bin Laden”.
Para esse senhor, a ação que deliberadamente matou cerca de três mil inocentes foi uma coisa “impensada, não suficientemente refletida”. Suplicy equipara, assim, um dos episódios moralmente mais hediondos da história do mundo ao ato de colocar um sujeito como Supla no mundo…
“Ação impensada e não suficientemente refletida” foi a dos eleitores que votaram em Suplicy! Jogar aviões contra prédios ocupados apenas por civis é ASSASSINATO EM MASSA! “Ação impensada e não suficientemente refletida” foi a de Marta ex-Suplicy, ao dizer “sim” no altar. Planejar e executar o assassinato de três mil civis desarmados, indefesos e inocentes é promover o HORROR!
Meus caros, não se deixem enganar! A fala de Suplicy é tão leviana, que se presta a defender, de forma muito pouco oblíqua, o terrorismo promovido pelo fascismo islâmico. Eis o ponto a que chegou um dos símbolos do progressismo brasileiro… Se Marx soubesse que seria idolatrado por gente que abre a boca para minimizar os atos de canalhas como Bin Laden, choraria de decepção.
O pronunciamento em questão merece ainda mais atenção de todos por ter sido feito por Suplicy. O senador petista não é essa “neo-esquerda” surgida do nada apenas para se lambuzar nas benesses dos governos Lula e Dilma. Nada disso! Suplicy é, no Brasil, a esquerda-de-raiz, a esquerda-moleque, a esquerda-arte… Para muitos ele representa o verdadeiro PT, aquele que não se resume à máquina eleitoral criada por Dirceu e Delúbio. Não é sem motivo que o paulista sempre foi amado e reverenciado pela intelequitualidade tupiniquim.
Se não respeita a memória dos três mil mortos no 11/9 e a dor dos seus familiares, Suplicy deveria pelo menos respeitar seus próprios cabelos brancos. Já é passada a hora desse senhor se portar com um mínimo de decoro e compostura, privando o país de sua figura ridícula e deprimente.
—–
P.S.: Aos antiamericanos que tentam igualar o 11/9 à ação que culminou com a morte de Bin Laden, algumas rápidas observações: 1) Mas como vocês são imbecis! 2) Em 11/9 não havia guerra alguma, e as vítimas foram todas civis inocentes; 3) Bin Laden e a Al Qaeda queriam única e exclusivamente matar civis; 4) Bin Laden se tornou, por isso, um alvo militar; 5) No contexto de uma guerra, que – repito – só surgiu por culpa da Al Qaeda, Bin Laden, um alvo militar, foi abatido.
P.S.2: Se, mesmo depois disso tudo, você ainda relativiza o horror promovido pela Al Qaeda e tenta minimizar o 11/9, você faz parte do eixo do mal: mereceria ser caçado pela CIA e abatido por um esquadrão SEAL.
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7 ideias sobre “>A estupidez de quem cobra um "julgamento justo" para Bin Laden. Ou: Eduardo Suplicy, o advogado do terrorismo.

  1. Yashá Gallazzi

    >Eu não falei "MAU" do Suplicy. No máximo falei "MAL" (sim, o certo, dado o contexto, é grafar a palavra com "L"!). Antes de querer criar confusão comigo, vá ESTUDAR! Um forte abraço.

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  2. Duarte

    >Gostaria de saber o que este senhor (Suplicy) faz lá no senado? Que tipo de contribuição ele já conquistou para São Paulo e para O Brasil? Não consigo entender como certos indivíduos consegue ser eleito. Este senhor só sabe falar asneira. Assim como seus defensores, que não sabem defender seu candidato com argumentos, teses, simplesmente, ofendem as pessoas com palavras sem sentidos – (“VOCÊ É UM NUNGUEM!”). Uma pessoa só é alguém se concordar com as bobagens do senhor Suplicy. Dizer que o cara devia refletir mais se deveria ou não matar 3.000 pessoas e dizer que os ataques foram impensados, é ou não é uma grande asneira? O senhor Suplicy já esta caduco. O Brasil só está tendo um gasto enorme sem receber nada em troca deste maluco. O povo brasileiro que votou neste senhor é quem deveria refletir mais antes de votar neste traste. Votaram impensadamente em você Suplicy, esta que é a verdade. E, qual foi à grandeza que ele fez? Aumentar seu patrimônio e viver na maior mordomia durante décadas as custa do povo brasileiro sem fazer nada! Era melhor ele ficar calado, igual à senhora DILMA. Não vai me falar que ela é uma política grandiosa também. Yashá Gallazzi, parabéns pelo grandioso texto. E me desculpe pelos meus grandes comentários.

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  3. Danuza

    >Quem sabe se Bin Laden tivesse pensado e refletido mais um pouquinho ele não conseguiria acabar com a vida de mais pessoas. Aí, quem sabe talves, os defensores de assassinos em massa, parassem com esse discurso hipócrita contra aquilo que não tem defesa.

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