Querem “problematizar” e “interpelar” os heterossexuais. Gostar do sexo oposto virou crime!

Aí eu digo que a maior vítima de preconceito no mundo é o homem, branco, católico, hétero e de classe média, e neguinho pensa que tô zoando. Mas é a mais pura verdade! Vejam abaixo alguns (poucos) trechos de um artigo assinado por Leandro Colling, que encontrei no blog do Reinaldo Azevedo:

Além de afirmar as identidades dos segmentos que representamos, também precisamos problematizar as demais identidades. Por exemplo: LGBTTTs podem, se assim desejarem, problematizar a identidade dos heterossexuais, demonstrando o quanto ela também é uma construção, ou melhor, uma imposição sobre todos.
(…)
Dessa maneira, a “comunidade” LGBTTT passaria a falar não apenas de si e para si, mas interpelaria mais os heterossexuais, que vivem numa zona de conforto (…)

Mas por que diabos eles precisam “problematizar” e “interpelar” os heterossexuais? Por que essas “minorias” em busca de afirmação precisam diminuir os outros a fim de se afirmam? Mas não é exatamente isso que eles fingem combater, com seu parlatório politicamente correto?

Santo, Deus! Imaginem um Jair Bolsonaro dizendo que seria necessário “problematizar a identidade dos os homossexuais”: seria o armagedom! A maioria organizada que se forma a partir de todas essas supostas “minorias” cairia sobre o deputado como uma matilha furiosa, destroçando-o; A “homofobia” de Bolsonaro seria, uma vez mais, denunciada aos quatro ventos. Mas e a heterofobia de quem propõe as asneiras que esse tal Leandro Colling propôs? Isso não aborrece ninguém, não é mesmo? Talvez porque os heterossexuais vivem numa – como foi mesmo que ele falou? – “zona de conforto”.

Mas que lógica mais abjeta é essa?! Então para que os homossexuais se afirmem e encontre paz é preciso, primeiro, tirar os héteros da sua “zona de conforto”? O que diabos essa gente está propondo?! Uma espécie de reforma agrária do mundo psicológico?

Já escrevi várias vezes que nos aspectos referentes a valores morais e afetivos sou um liberal: não acho que o Estado deva intervir e disciplinar o que quer que seja. Se o sujeito quer ser gay e viver com outro homem, que o faça! É problema apenas dos indivíduos envolvidos, não da sociedade. Por isso sou contra essa besteira de “problematizar” o outro.

O que a “comunidade” LGBTTTTTTT (sei lá, cada vez que vejo essa sigla parece-me que surte um “T” a mais…) faz é problema dela! Não é problema meu, de Bolsonaro, do meu vizinho, ou da presidente Dilma. Nada de “problematizar” e “interpelar” o outro, queridos amigos “oprimidos”. Essa coisa de tentar diminuir os demais em busca da própria afirmação é meio fascistóide, e não pega bem para vocês, que vivem denunciando o fascismo alheio.

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3 ideias sobre “Querem “problematizar” e “interpelar” os heterossexuais. Gostar do sexo oposto virou crime!

  1. Thiago - RJ

    caro Yashá, sei que esse post já é antiguinho, mas é o mais recente sobre o assunto, que continua atualíssimo.

    Veja isso aqui: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/%E2%80%9Cit-gets-better%E2%80%9D-ou-o-filme-que-eu-levaria-a-sala-de-aula/

    Foi através desse post que tomei conhecimento do vídeo, e o achei excelente. ISSO é discutir discriminação e combater o preconceito, sem proselitismos, ideologia e “vitimismo triunfante”.

    Merecia um post da sua lavra… afinal, por que imprensa, governo e, sobretudo, a militância “GLBTTT” se recusam a debater a questão com esse nível de inteligência, de honestidade intelectual e moral e de maturidade? É uma boa pergunta, não é mesmo?

    Abraço!

    Resposta

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