Maconha? Já disse: isso é coisa de VAGABUNDO!

“Mimimi, viu o que o FHC falou?”; “Mimimi, e agora que o FHC defendeu a liberação das drogas?”

Ai, ai… Mas desde quando eu escrevo de olho no que pensa FHC ou quem quer que seja?! Eu escrevo apenas em obediência à minha consciência, nada mais. Concordo com o ex-Presidente em muitas coisas, mas discordo em outras tantas. É do jogo! Aprendi com as epistolas de São Paulo a dizer “sim” quando é para dizer “sim”, e não quando é para dizer “não”. O que passar disso, “provém do maligno”.

Quando concordo com algo, aplaudo – independentemente da coloração partidária ou ideológica. Quando discordo, condeno. Simples assim. E é seguindo essa linha clássica que considero a posição de FHC errada. Vou além: acho a fala do ex-Presidente um tanto estúpida. E pouco importa que os maconheiros marchadores tenham agora um intelectual para chamar de seu. Continuo pensando exatamente o que sempre pensei: droga é coisa de VAGABUNDO!

Até agora, o argumento mais honesto que os defensores da legalização das drogas conseguiram apresentar, foi o “foda-se, cada um é livre e se quiser usar, que use!”, abraçado pelos mais liberais. O busílis é que não vivemos numa sociedade do “cada um é livre”. Pelo contrário: para evitar que o vizinho neanderthal saísse por aí sentando o porrete nas nossas cabeças, concordamos em nos reunir em sociedade e criar essa ficção jurídica chamada Estado, responsável por garantir a paz e a ordem. Isso, meus caros, significa abrir mão de algumas liberdades – como, por exemplo, a liberdade de resolver as divergências no tapa.

“Mas você não é a favor das liberdades individuais?! Como fica isso agora?!”, perguntam. Sou, sim! Mas também sou adulto e sei que vivo no mundo real, onde conceitos acadêmicos ideais nem sempre podem existir na prática. Dependesse de mim, cada um viveria apenas em função do seu núcleo familiar (e teria uma Ferrari na garagem!), mas não é assim. Somos obrigados a nos tolerar em sociedade, o que implica aceitar limites. E proibir vagabundo de encher os cornos de droga e sair por aí me assaltando pra conseguir dinheiro e comprar mais droga é um belo dum limite!

Não, eu não acho que liberar as drogas acabará com o tráfico. Basta ver que a venda de CDs é legal, mas a pirataria continua. O mesmo vale para os tênis da Nike, ou para as camisas da Adidas. Onde há comércio legal, haverá sempre comércio ilegal. Sem falar que os meus amigos ultraliberais acham o quê? Que com o comércio liberado os traficantes vão virar microempresários?! Francamente… Ninguém leva em consideração que bandido escolhe ser bandido porque quer! Se amanhã não puder mais ser bandido vendendo droga, vagabundo vai ser bandido sequestrando, ora essa. Ou traficando armas. Ou traficando órgãos… Sei lá! The point is: o crime sempre existiu, não nasceu com as drogas. Por que diabos o fim dos crimes deveria estar ligado a elas?!

Também não consigo levar a sério quem se apega aos tais “aspectos econômicos” da questão. “Ah, com a legalização vai aumentar o fluxo da economia.”, dizem. Ah, façavor! Altíssimo grau de PESCOTAPABILIDADE! Então devo acreditar que aqui, num dos países com a maior carga tributária do mundo, o maconheiro vagabundo vai pagar mais caro pelo baseado “legal”, do que poderia pagar pelo baseado-de-raiz, o baseado-moleque, o baseado-arte? Na boa, quem defende isso a sério mereceria uma surra de gato morto no meio da rua.

Em síntese, defendo a repressão implacável contra a drogas e os drogados. Sim, os drogados mesmo! Ninguém é drogado por acidente. Se alguém caiu no vício, é porque, bem… aceitou cair no vício! Sem essa conversinha politicamente correta fajuta de que tudo não passaria de “doença”, ok? Vamos falar sério aqui: doença é gripe. Usar maconha, cocaína, crack ou coisa do gênero é VAGABUNDAGEM POR ESCOLHA PRÓPRIA! E se vai abalroar a paz social por culpa do vício que escolheu, tem quem ser enfrentado e reprimido, sim! Para isso pagamos uma fortuna de impostos a fim de receber segurança do Estado: para que viciado ávido por mais uma dose não venha nos assaltar na rua, ou em casa.

Bravo policial aborda de maneira correta e exemplar uma meliante prestes a acender um baseado.

“Mas olha a Holanda: liberou as drogas e tá uma beleza!”. Taí um argumento que a turminha sempre tenta sacar do bolso. Bom, então vamos falar de Holanda, shall we?

Em um esforço para parar com o turismo para uso de drogas, o governo da Holanda decidiu nesta sexta-feira (27) restringir o acesso aos tradicionais coffee shops e proibir a entrada de turistas para comprarem drogas, informa o site “BNO News”.

Os coffee shops são estabelecimentos onde a venda de maconha e outras substância para uso pessoal é tolerada pelas autoridades holandesas. Como o consumo é proibido na maioria dos países, os locais passaram a atrair turistas do mundo todo a Amsterdã.

Restringir o acesso?! Mas que coisa mais fascista! E tudo por quê? Só porque a Holanda se transformou na PROSTITUTA da Europa, e todo tipo de vagabundo vai pra lá, atrás de curtir um barato.

Segundo o governo holandês, a medida tem como objetivo reduzir pequenos crimes e o número de turistas interessados em usar drogas. A intenção é criar um sistema de membros associados dos coffee shops, que excluiria os turistas. A cidade de Amsterdã, que atrai a maioria dos turistas, é contra a decisão.

“Pequenos crimes”? Mas comassim?! Então quer dizer que mesmo liberando as drogas continuam havendo crimes? Que coisa, não? Os ideólogos do “liberalismo noiado” esqueceram de combinar com a vagabundagem… Agora tá aí: droga liberada e… crimes atormentando a sociedade.

Parece que o cantado sucesso holandês não é baseado em fatos reais, né? Parece aliás, que por lá não há nada de fato real. É só baseado mesmo…

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Este post recebeu o "selo Chuck Norris de qualidade".

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6 ideias sobre “Maconha? Já disse: isso é coisa de VAGABUNDO!

  1. Adriano

    Não sou o Elio Gaspari, que é chegadito nestas de prever as intenções dos mortos se vivos estivessem, mas imagino o que a grande dona Ruth Cardoso não estaria dizendo se viva estivesse…

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  2. Gabriel

    Yashá, legalizar as drogas não tira seu direito de não ser assaltado. Os assaltos continuariam proibidos. Da mesma forma, sou, apesar de mais liberal que você nesse aspecto, a favor da tal “tolerância zero” para quem bebe e dirige: ou seja, defendo que a pessoa pode encher a cara o quanto ela quiser, mas se quiser pôr vidas alheias em risco, verá o peso da lei. Assim também defendo qualquer crime que vier a acontecer por conta de outras drogas: use a substância, problema seu. Mas não interfira na vida dos outros. Sou, então, favorável à “tolerância zero” para drogados também: se usar, não pode dirigir, não pode ter porte de armas etc.

    Obs: sempre bom evitar confusões: sou CONTRA o uso das drogas, assim como sou contra beber em excesso ou fumar – apesar de eu fumar, mas jamais ofereceria a alguem, porque eu estou tentando parar

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  3. Catarina

    Acho que Freud explica FHC: ele sempre foi um progressista. Agora, que largou de vez a política partidária, está empenhado em recuperar a admiração do establishment esquerdista brasileiro. Convenhamos: não deve ser fácil pra alguém com as origens dele ser massacrado nas escolas, universidades e sindicatos. Ao empunhar uma bandeira-símbolo do progressismo mundial, ele consegue cair nas graças dessa turma de novo.

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  4. Junior Verde

    “Não existe caminho para a liberdade. A liberdade é o caminho.”
    Procurando onde fica minha liberdade em usar maconha sem ser criminalizado.
    E crime por crime… andar com um sorvete no bolso é crime em um estado americano.
    “Construindo pensamentos” Tá mais pra: “Só meu pensamento vale”

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