Dica de leitura: Guia politicamente incorreto da história do Brasil, de Leandro Narloch.

Você é um desses típicos brasileiros orgulhosos dos grandes feitos desta pátria-amada-idolatrada-salve-salve? Gosta de se gabar pelo sucesso dos “símbolos nacionais”, tais como o carnaval e a feijoada? Bate no peito com orgulho sempre que fala em Santos Dumont, o “inventor do avião”? Então, caro amigo, você está fazendo papel de bobo!

No magistral Guia politicamente incorreto da história do Brasil, Leandro Narloch abate sem nenhuma pena cada um dos mitos em torno dos quais se erigiu a suposta grandiosidade brasileira. Não apenas abate, como também os esquarteja e expõe aos olhos do leitor.

Através de uma leitura dinâmica e arrebatadora, o leitor é forçado a encarar os fatos:

1) Zumbi não foi um herói libertador coisíssima nenhuma! Na verdade, não passava de um escravocrata de pele negra, que roubava os negros das fazenas tradicionais e os aprisionava em Palmares.

2) A feijoada não foi uma invenção dos negros trazidos ao Brasil durante a escravidão. O conceito do prato foi importado de fora – na Franca, por exemplo, o famoso cassoulet já fazia sucesso bem antes que o primeiro português colocasse os pés aqui.

3) Santos Dumont “pai da aviação”?! Na boa, basta um pouco de lógica pra desmistificar isso: experimentem dar uma boa olhada no 14 bis e digam se aquela baguaça parece – ainda que remotamente – com um avião moderno. Já os modelos criados pelos irmãos Wright não apenas voaram de verdade (coisa que o avião-pulinhos-de-galinha do brasileiro nunca vez…), como serviram de referência para a indústria aeronáutica até os dias atuais.

4) E quem considera o carnaval um ícone da cultura brasileira? Pobres diabos ignorantes… A idéia de carnaval em si também foi importada do estrangeiro. Mais que isso: a prática de fazer desfiles organizados, onde agremiações competem entre si por meio de notas dadas por jurados, também é originária de outro país. Qual? A Itália de Mussolini. Sim, o Brasil copiou a idéia essencial da sua festa mais popular do… fascismo!

5) Os europeus, capitalistas ganaciosos e exploradores, desgraçaram o continente africano durante a colonização, criando o tráfico negreiro que abastecia a escravidão. Bom, essa assertiva também é falsa! Narloch nos mostra que, quando chegaram na África, os europeus já encontraram um comércio escravagista pronto e em pleno funcionamento. “Mas como? Negros escravizando e explorando negros?!” Pois é… A lenda do homem branco malvado que subjuga o negro essencialmente bom acaba de ir pro vinagre…

Esses são apenas alguns exemplos das “verdades inconvenientes” que somos chamados a encarar no livro de Narloch, um best seller de grandíssima qualidade e que deve – ele sim! – orgulhar os brasileiros.

Guia politicamente incorreto da história do Brasil deveria ser leitura obrigatória para todos os estudantes ainda no ensino fundamental, com o fim de combater a doutrinação ideológica. Mas é evidente que nenhum professor “engajado, progressista e formador de cidadãos” terá coragem de recomendá-lo aos seus alunos. Aliás, aposto que nos mais prestigiados bunkers da intelectualidade tupiniquim (USP, UNB, et caterva.) o livro de Narloch já deve estar sendo tratado como uma cartilha fascista. E os progressistas devem estar naquela vibe do pegaessaporraequeima

Bom! Isso, a meu ver, só depõe ainda mais a favor do livro. Já vi muita gente criticando a obra de Narloch, mas nunca encontrei ninguém que pudesse apontar um único fato concreto passível de correção. Guia politicamente incorreto da história do Brasil pode ser muito questionado do ponto de vista ideológico, mas o retrato verdadeiro que ele faz da história brasileira não merece nenhum reparo.

Enfim, é impossível você não ler o livro e se sentir, imediatamente, mais inteligente. A menos que você seja uma dessas pessoas doutrinadas na “Escolinha Política Sader & Chaui”… Em tal caso, largue o livro de lado e vá decorar as cartilhas do PT, que o vestibular da FFLCH já tá chegando!

_____

P.S.1: ESTE NÃO FOI UM POST PATROCINADO! Mas se o Leandro Narloch ler e gostar, eu aceito uma cópia autografada do livro…

P.S.2: Maiores detalhes sobre o livro podem ser vistos no site oficial.

P.S.3: Pra quem tem Twitter, fica a dica de seguir o perfil do autor do livro: @lnarloch

P.S.4: Esta humilde resenha fica sendo minha homenagem ao Lenadro Narloch pelo seu aniversário, comemorado hoje, 7 de junho. Parabéns, mestre!

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3 ideias sobre “Dica de leitura: Guia politicamente incorreto da história do Brasil, de Leandro Narloch.

  1. Adriano

    O cargo de ministro da Casa Civil no Brasil do PT é o equivalente ao de professor de Defesa contra as Artes das Trevas em Hogwarts.

    Resposta
  2. Olegario

    Yashá, meu nobre

    Parabéns pelo novo espaço na web.
    Quanto ao texto:

    Concordo com todos os argumentos do autor do livro, menos UM.
    E é o de numero TRÊS.
    Tirar a paternidade de PAI da Aviação de Santos Dumont em virtude do modelo 14 Bis “dar uns pulinhos” é o mesmo que dizer que o finado Corinthians tambem figura como Campeão do Mundo pela FIFA, por conta de ter sido consagrado vencedor num torneio de verão no Rio de Janeiro.
    Não conheço nada de aviação ( embora seja casado com um BOEING) mas creio, que assim como o Corrinthians não é campeão mundial de nada, os irmãos Wrigt tambem não inventaram o avião.
    É isto.
    E me perdoe se usei mal a analogia.
    Isto é culpa do “timão”….Nada que se refere a ele dá certo mesmo…he,he…

    Fique com o bom Deus.

    PS.: Sou do tricolor paulista, amado clube brasileiro….

    Resposta

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