Grandes poderes, grandes responsabilidades.

Quando eu decidi escrever esse texto sobre o caso Battisti, ninguém me avisou que uma parte importante da interwebs tupiniquim iria gostar dele.

Fiquei muito orgulhoso ao receber elogios de colunistas políticos conhecidos, como Sandro Vaia e Mary Zaidan. Ou de ser linkado nos blogs do Coronel e do Tambosi. O assunto Battisti me fez parar até n’O Implicante! Isso pra não falar dos feras que recomendaram meu texto naquela rede de mensagens curtas chamada Twitter…

E agora, como encarar a grande responsabilidade? Como “olhar nos olhos” de tanta gente nova que chegou no blog graças às lisonjeiras recomendações que aquele meu texto recebeu, e dizer que… bem… nem só de coisa séria vive este blog.

A maioria vai acabar indo embora tão logo dê de cara com um texto mais normalzinho, desses que falam do cotidiano, sabem? É que escrever sobre política é coisa de gente séria demais… Eu fico sonhando com o dia em que não teremos mais que nos preocupar com o governo do PT, e poderemos todos nos dedicar a discutir “coisas desimportantes” como a literatura, a filosofia ou a superioridade da Marvel sobre a DC…

Por favor, não culpem quem recomendeu este blog a vocês. Se não encontrarem sempre aqui textos grandes e sóbrios de análise política, odeiem apenas a mim. Sou eu que não tenho o desprendimento necessário para me dedicar aos “assuntos sérios”, deixando de lado aquilo que diz respeito a mim.

Eu gostaria de poder oferecer vários textos longos e minuciosos sobre o governo, a política e essas coisas de “adulto”. Mas a verdade é que nem sempre será assim… Sou obrigado a dizer aos inúmeros novos leitores que ganhei nos últimos dias, parafraseando Blaise Pascal, que, no mais das vezes, só escrevo textos longos quando não tenho tempo para escrever textos curtos.

O fundamental é: se vocês quiserem ficar pra ler, eu vou ficar pra escrever. Mas a verdade vai além disso, pois eu ficaria escrevendo ainda que vocês decidissem que não valia mais a pena a leitura. Porque escrever é, antes de qualquer coisa, a arte por meio da qual o escritor dialoga consigo mesmo, transformando o “papel” num espelho que reflete suas crenças, suas convicções, seus medos, suas alegrias… Enfim, sua face.

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8 ideias sobre “Grandes poderes, grandes responsabilidades.

  1. Thiago - RJ

    Totalmente concordo com a superioridade da Marvel sobre a DC. E olha que eles têm Super-Homem, Batman, Mulher Maravilha, Lanterna Verde, Flash…
    Lembra da microssérie Marvel vs DC? Eu era mulecão; torci muito pra Marvel passar o rolo compressor!!! Ah, bons tempos…

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  2. Anônimo

    Cara, você tá maluco? A DC tem simplesmente o SUPERMAN! O maior símbolo dos quadrinhos mundiais é da DC e você acha ela inferior?

    Resposta
    1. yashagallazzi Autor do post

      Você se refere ao sujeito que USA UMA CUECA POR CIMA DA CALÇA e cujo único disfarce é usar óculos? Se for, não tenho mais perguntas. A acusação encerra.

      Resposta
  3. Thiago - RJ

    É como eu disse, apesar desses ícones todos, eu gosto mais da Marvel. Não leia o que não escrevi: jamais chamei a DC de “inferior”. Aliás, gosto muito da DC, em especial Super-Homem, Batman e Lanterna Verde (nessa ordem). E olha que, graças a primos bem mais velhos, li muita coisa dos anos 80, pré-Crise (sou de 1985).

    Por sinal, eu gosto MUITO do Super-Homem, de longe meu herói favorito da DC. Acho muito interessante esse drama existencial dele, o fato de ser um semideus outsider. Em muitas das versões que teve (as melhores), é sua humanidade e seu humanismo, apesar de ser um alien com poderes e conhecimentos acima da humanidade, que o tornam “super”. Eu adorei, por exemplo, a microssérie
    “Kingdom Come” (que não faz parte da continuidade normal da DC). E achei muito interessante a abordagem do Bryan Singer em “Superman Returns”. Isso deve dar uma idéia de como gosto do personagem e o acho profundo.

    Porém, não há supergrupo como os X-Men, não há um “cara como nós” como Peter Parker, e mesmo o Super-Homem não é tão “boyscout” como o Capitão América. Além disso, como todo o respeito, Super-Homem se bem contra o Hulk, o que foi justíssimo, mas levaria um pau do Thor. Seria a porradaria mais difícil da eterna vida do loirão, mas ele venceria.

    Acima de tudo, é na Marvel que vive o mais honrado, nobre e trágico de todos os super-heróis: Surfista Prateado. Que tem, aliás, muitas questões em comum com o Super-Homem, pelo menos enquanto esteve preso à Terra. O careca-brilhosa-poço-sem-fundo-de-poder-cósmico é foda.

    E olha que nem entrei no mérito dos vilões… o Batman tem uma galeria de respeito, mas o cabeça de teia também. E há uma certa presença magnética, se me entende, na Marvel, que desequilibra essa balança…

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  4. T-Wolve

    Hahahahaha! Tenho certeza que a turma nova que chegou aqui vai gostar tanto quanto nós, “da antiga”. 😉

    Resposta

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