Custo de vida

Sabem aquela velha história de que aqui o tal custo de vida é maior que em muitas cidades do dito primeiro mundo? Pois é, trata-se da mais pura verdade! Vejam o ranking abaixo, feito pela Mercer:

Férias no Rio? Besteira! Escolham Copenhague ou Londres, que é mais barato.

É mais em conta ir para Paris, Nova Iorque, Milão, Londres, Oslo e Copenhague, que para Rio e São Paulo. Considerando que nas referidas cidades desenvolvidas e de primeiro mundo é bem menor o risco de ser assaltado ou levar um balaço na nuca, fica fácil perceber onde o custo-benefício é maior…

A explicação para isso é bastante simples e objetiva: inflação + real artificialmente valorizado. Só não entende quem não quer – ou quem tem pouca leitura…

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O The Drunkeynesian já deve estar planejando sua próxima viagem…

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4 ideias sobre “Custo de vida

  1. Thiago - RJ

    Se ligou no crescimento vertiginoso do custo de vida relativo de Rio e São Paulo em um ano? E o pior é que isso puxa para cima os preços em geral também das cidades do entorno, onde, normalmente, há menos gente com “carcaça” para absorver o impacto do aumento dos gastos.

    Aí,Yashá, “tô compranu” seu passaporte italiano. Vou-me embora para a Toscana (se Milão, aparentemente, tem o maior custo de vida da Itália, o que está mais de 10 posições abaixo da “Cidade Maravilhosa”, que dirá Florença).

    Quando essa bolha aqui estourar…

    Resposta
  2. Paulo

    A explicação, além da inflação+real artificialmente valorizado, não seria, principalmente, os impostos embutidos nos precos?

    Resposta
    1. Thiago - RJ

      Você tem razão, porque a questão passa,sim, pela estrutura da tributação sobre o consumo que temos no Brasil. No mundo inteiro, mesmo nos países que são federações (com grau de autonomia legislativa e administrativa, diga-se, via de regra maior queo o Brasil), só existe um imposto sobre consumo (VAT ou IVA – imposto sobre o valor agregado), em que o sistema de não-cumulatividade faz com que, de fato, só o valor realmente agregado a um produto ou serviço, naquela etapa específica da cadeia econômica, sofra tributação.

      Aqui, é o “Carnaval Tributário” (expressão de Alfredo Augusto Becker, grande tributarista clássico de Banânia). Toda tributação sobre consumo tem caráter, sempre, nacional, rompendo a barreira de estados da federação (por isso que é sempre mais fácil em países unitários). Mas em VeraCruzLand o IVA é quebrado em três, IPI, ICMS e ISS, cada um de competência de uma esfera federativa, cada um com suas peculiaridades jurídicas. E só o IPI e o ICMS são não-cumulativos, sendo que o sistema não, realmente, de valor agregado: é de confronto entre créditos e débitos escriturais. Além de um entrar na base de cálculo do outro. Além de nem tudo dar direito a crédito escritural diretamente (se você compra uma máquina para sua fábrica – ativo fixo – você desconta o IPI e o ICMS embutidos, mas em 5 anos…). Além de eles serem calculados “por dentro”, o que faz com que o imposto integre sua própria base de cálculo (!?!?!?).

      Então, se o mercado está aquecido e eu quero, digamos, tirar R$100 a mais de lucro líquido em cada unidade do que quer que venda, tenho que aumentar em R$ 152 (estimativa) o preço final ao consumidor. Isso porque, além da tributação (indireta) sobre o consumo, cujo custo econômico será repassado ao consumidor (mas o contribuinte legal sou eu), ainda tenho que pagar IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, eventuais CIDEs (dependendo da área), IOF nas minhas transações bancárias para capitalização, contribuições previdenciárias sobre a folha de salários, IPTU, taxa municipal de coleta de lixo, taxa municipal de vigilância sanitária, taxa estadual de incêndio, taxas municipal e estadual de fiscalização às respectivas Secretarias de Meio-Ambiente…

      Isso já está cansando. Vamos apenas dizer que os empresários brasileiros “dazelite” – os que não têm Bolsa-Empresário – são como o Super-Homem passeando num deserto de kryptonita.

      Resposta
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