Dez anos depois, vencemos a guerra.

Passei o domingo pensando em algo novo para escrever sobre o 11 de setembro, mas era difícil encontrar uma mísera palavra que ainda não tivesse sido dita num dos inúmeros programas jornalísticos sobre o tema.

Então já tarde da noite, vendo a reprise das homenagens feitas no ground zero, em Manhattan, pude notar algo especialmente importante. Algo que me fez ter vontade de escrever, para dividir com vocês o sentimento experimentado.

Dez anos depois de um episódio único e irrepetível na história do Ocidente, no local dos atentados; no túmulo de milhares de inocentes, que um dia foi o alicerce do World Trade Center, o mundo viu uma multidão de pessoas das mais diversas etnias, falando os mais diversos idiomas, com as mais variadas cores, de todas as idades e das mais diferentes preferências político-ideológicas.

Essa gente, que não poderia ser mais diferente entre si, estava lá, unida por apenas uma coisa em comum: a dor.

Passados dez anos da tragédia, o Ocidente se reúne para chorar seus mortos e saudar seus heróis. Do outro lado, o lado do terrorismo patrocinado pelo fascismo islâmico, os sociopatas saíram às ruas, há dez anos, para comemorar os atentados.

O consenso politicamente correto e multiculturalista insiste em fazer cara feia quando alguém ousa lembrar que a civilização ocidental é moralmente superior às alternativas. Por quê? Por que motivo ainda há quem se recuse a admitir que uma sociedade que escolhe proteger suas crianças é melhor que uma onde pais amarram bombas em seus filhos, para torná-los “mártires de Allah”?

No tão odiado Ocidente pode, infelizmente, acontecer que inocentes sejam mortos por balas e bombas destinadas a terroristas. O que nos faz moralmente melhores não é a garantia de que não causamos, eventualmente, dor. É a certeza de que não nos regozijamos com ela. Digam aí: quantas manifestações foram feitas, em países Ocidentais, contra as guerras no Oriente Médio? Agora, tentem lembra de uma única manifestação feita no Oriente Médio contra os ataques de 11/9…

Ser “pacifista” e criticar os Estados Unidos no dia do 11/9, em pleno coração de Manhattan, é fácil. Difícil é criticar o fascismo islâmico pelos atentados promovidos há dez anos, estando lá, num dos países oprimidos por ele…

Depois de atingir o coração da América, Osama Bin Laden afirmou que “o grande Satã já havia perdido a guerra, pois estaria para sempre condenado a viver no medo”. Dez anos depois, as pessoas livres da América foram ao local da tragédia, sem medo, chorar seus mortos e lembrar de seus heróis. Bin Laden, por sua vez, está celebrando a primeira década de sua obra hedionda no fundo do mar, morto.

Quem foi o derrotado? Quem precisou viver escondido em cavernas, sendo caçado como um animal, até o dia em que foi encontrado e morto? Sinceramente, dizer que o terrorismo venceu não é apenas emprestar apoio moral à barbárie. É também ignorância histórica; é deixar de lado os fatos.

A nação que deveria enclausurar-se e atemorizar-se para sempre, acordou cedo para ler, um por um, o nome dos seus caídos. Alguns, de ascendência estrangeira, foram lembrados em sua língua nativa. Isso é liberdade! Isso é aceitação de culturas diferentes! Isso é abraçar o outro!

Não importa a origem, a formação ou as crenças. Os familiares das vítimas do 11/9 estavam unidos na dor; na lembrança daqueles cujo único crime era viver no “império do mal” e trabalhar “no coração do sistema financeiro”.

Nenhum dos mortos nos ataques era um alvo militar. Nenhum era um inimigo de guerra. Nenhum! Todos os que foram mortos pela Al Qaeda eram civis inocentes. Não se tratou de uma bomba lançada no lugar errado. Não foi uma baixa colateral de combate. Não! Bin Laden e seus cães planejaram e executaram o assassinato de inocentes, apenas porque essa é a essência do terrorismo.

É por isso que o terrorismo é o mal em estado puro. Um terrorista nunca procura alvos militares, porque ele está em guerra contra “o outro”; contra aqueles que lhes são estranhos. Quem é, afinal, o intolerante?!

Dez anos depois, há muçulmanos trabalhando nos mais diversos postos dentro dos Estados Unidos. Menos de dez anos depois, a América elegeu um homem que leva “Hussein” no nome para o posto mais importante do mundo! Repito: quem é o intolerante?

Danem-se os politicamente corretos! Danem-se os relativistas da moral! Danem-se os pacifistas de araque, que condenam as mortes de Bin Laden e Saddan, mas tentam justificar o 11/9! A melhor homenagem que posso fazer às vítimas da Al Qaeda, nesta data importante, é ignorar essa gente de moral torta e dizer, sem medo, que somos, sim, moralmente melhores do que nossos inimigos!

Somos assim não porque pranteamos os nossos mortos, afinal as mães dos suicidas recrutados pelo fascismo islâmico também fazem isso. Somos melhores porque não comemoramos os inocentes que morrem do outro lado, ao contrário do que eles fizeram no 11/9. Quando uma bomba ocidental erra tragicamente seu alvo e faz vítimas civis do lado de lá, nós saímos às ruas em protesto; quando aviões são atirados contra civis do lado lado de cá, eles pulam, cantam e riem nas ruas, enquanto queimam bandeiras americanas.

É por tudo isso que nosso way of life, tão criticado e desprezado por gente do próprio Ocidente, precisa ser defendido com fervor. Não podemos conceder aos inimigos, em nome das nossas convicções, as garantias que eles, em nome das suas, nos negariam.

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2 ideias sobre “Dez anos depois, vencemos a guerra.

  1. Eldo Santos

    Gostei do texto. Só não concordo em dividir o mundo em Oriente e Ocidente. No Ocidente, temos Cuba (e os Castros) e a Venezuela (com Chaves), assim como no Oriente tem-se o Japão e sua cultura milenar que não se aproximam em nada das atrocidades cometidas por regimes terroristas de qualquer parte do mundo.

    Resposta
    1. yashagallazzi Autor do post

      Talvez não tenha ficado claro, mas quando eu me refiro a Civilização Ocidental, não estou me atendo à classica divisão leste-oeste do mundo. Quero, antes, falar da sociedade que se erigiu sobre os pilares da democracia e das liberdades individuais, corolários morais do mundo civilizado. Assim, é evidente que dentro desse “ocidente” (muito mais político que geográfico) eu incluo também o Japão, a Austrália e a África do Sul – só para citar alguns.

      Não se trata de “licença poética” minha, mas de uma construção de análise política mesmo. A parte do globo que considera inegociáveis as liberdades e a democracia estão abraçando aqueles valores que, desde o rompimento com a tradição bárbara, uniram o Ocidente. Por isso, se você notar, emprego bastante o termo civilização ocidental, mas quando falo dos inimigos NUNCA uso a expressão “oriente”. A disputa não é geográfica – pelo menos não mais…

      Resposta

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